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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

'Uma voz, tantos sonhos!', por Acrísio Gonçalves de Oliveira

Publicação compartilhada da Coluna APARTE do site JLPOLÍTICA, de 05 de novembro de 2022.

Opinião - Uma voz, tantos sonhos!
Por Acrísio Gonçalves de Oliveira *

Quando comecei a escrever esse texto, João Muniz (1941-2020), o locutor dos meus sonhos, não tinha morrido. Porém, o tempo passou e ele já se foi há mais de dois anos! Atuando por muitos anos na Rádio Esperança de Estância, fazendo diversos programas desde musicais a esportivos, foi na Rádio Mar Azul FM que comandou um programa de esporte, sua área preferida.

Mas, antes de falar desse extraordinário mestre da comunicação sergipana, precisarei recorrer ao campo das reminiscências, revolver lembranças do tempo de meninice, pois João Muniz nelas se encontram. Tendo nascido no começo da década de 1970, num pequeno povoado de Santa Luzia do Itanhy (o inesquecível Retiro), é que em fins desses anos surgem as tais lembranças. Infelizmente, meu nascimento não se deu num momento de alegria da juventude brasileira. Foi bem no período dos “anos de chumbo” da ditadura do Brasil, a qual faria morrer muita gente nas suas sessões de tortura. Por ora, para nossa infelicidade, uma matilha pestilenta tenta achar brilho nesse passado criminoso da nossa história.

Quando estava para nascer, rapidinho teve meu pai que chamar Dona Maria, conhecida por Maria Branquinha. Uma senhora parteira que morava a uns três quilômetros de casa. O parto foi um sucesso! Não tinha sido o seu primeiro trabalho. Quando crescidinho minha mãe a ela me apresentou: “Essa também é sua mãe e você sempre peça a bença a ela”. Assim, quando me via, Mãe Maria rogava que tivesse muito sorte na vida. Rogava a Deus e que de mim sempre tomasse conta. Seus dizeres foram ouvidos. Era uma pessoa de bom coração.

Mãe Maria fumava muito e parecia sentir-se melhor quando fazia isso de cócoras. Ela colocava o vestido entre as pernas e, nos beiços, um cachimbo que fazia muita fumaça. Por isso o cheiro dela era forte, porque exalava de suas roupas o preparo do cachimbo, a fumaça inebriante. De tanto fumar, acho que nem comia direito. Lembro-me perfeitamente do jeito, da forma de ser de Mãe Maria. Quando a conheci já era idosa, bem magrinha, de pele engelhada e voz fina. Além de fumar ela costumava tomar muita cachaça e cuspir bastante. Morava numa casa de taipa e telha, no caminho que seguia do Retiro para o Candeal, hoje um bairro de Estância.

A cachaça se aprofundou quando morreu Xeleléu, único filho. Nutrindo carinho especial, minha mãe a chamava de “Cumade Maria Branquinha”. Quando se referia a ela e lembrava dos seus cuidados para comigo, sorria e enchia de lágrimas os olhos. Minha mãe tinha um cheiro característico, cheiro materno. Porém, já se foram as duas e o cheiro de ambas há muito desapareceram dos meus sentidos!

Estudei as quatro primeiras séries na Escola Municipal Esmeraldo Vieira da Costa, que foi construída, coincidentemente em 1970, no ano em que nasci. Esse fato minha mãe sempre fazia questão de me lembrar. Escola pequena. Todas as séries se espremiam numa sala só. O professor era Antônio (também falecido), um tio meu, irmão da minha mãe. Tempos depois, ao perceber que na denominação da escola começava com o nome do meu pai, então lhe perguntei se era uma homenagem a ele. Para minha tristeza, disse não! Seria algo muito incomum, uma escola ter nome de gente do roçado, de preto semianalfabeto. Na verdade, tratava-se de uma homenagem que o município fez a um prefeito. Ele governou Santa Luzia em fins dos anos 1940.

A minha infância também foi tangida pela magia do rádio. A caixa falante. Quando menino, além das canções que ali tocava não recordo de outra voz senão a de João Muniz. Uma voz enxuta, limpa e apaixonante. Era a voz que contrastava com a escuridão das noites do pequeno povoado, competindo nos invernos com o canto dos sapos nos brejos próximos ao indígena Rio Aritiquiba. Casa mais afastada das demais e, na época, iluminada à candeeiro - sempre posto em um pequeno cepo sobre a mesa - ouvíamos o rádio bradar colocado sobre uma velha banquinha. Na nossa casa éramos praticamente cinco: eu e meu irmão (Anísio, já falecido), meu pai e minha mãe, além de João Muniz, no rádio. As minhas irmãs, Ana Maria e Maria Angélica, embora tenham sido ouvintes do nosso ilustre radialista, já não moravam mais com a gente.

O tempo foi passando e eu fui guardando uma imagem nítida do meu fã. Imaginava-o bem forte, de rosto meio largo. Foi com essa imagem que convivi escutando a Rádio Esperança durante muitos anos. Jamais passou por minha cabeça que o locutor dos meus sonhos fosse uma pessoa com deficiência visual. Não imaginava que estivesse escutando um gênio da memória!

Meu pai era “um pobre ousado” e adquiriu o rádio Teleunião - com sua armação de madeira - marca famosa, de som muito potente. Ele sempre lembra com muito orgulho que seus “vizinhos” – à cerca de cinco quilômetros! - diziam escutar o som do seu rádio. Só que na minha época o aparelho já se achava decadente, de som meio embolado e com o fundo apodrecido, o que facilitava a entrada de baratas. Se de repente o rádio parava de tocar, então meu pai dizia: “aí é a barata!”. E isso de barato não tinha nada! Sendo a pilhas (seis), algumas delas às vezes explodiam e isso deixava “Seu Esmeraldo” bastante nervoso.

O tempo que eu mais convivia com a voz de João Muniz eram às noites, no Programa Boa Noite Nordeste. Também passei a ouvi-lo em A Esperança Nos Esportes, pois o meu tio Antônio, acima citado, tinha um time de futebol competitivo chamado “América Futebol Clube”. O resultado dos jogos acompanhava também pela emissora na voz alegre e vibrante de João Muniz. Outro programa que ele fazia com mestria e muita alegria era o Meia Hora no Sertão, com o Trio Sertanejo. O referido programa trazia como fundo musical a canção “Onde Tu Tá Neném” (composição de Luiz Bandeira), na voz do Rei do Baião. Fizemos uma busca, com o objetivo de resgatar ao menos uma “fita K-7” com um dos programas, ou uma chamada sobre ele, mas infelizmente, nada conseguimos. Nem mesmo com um dos integrantes do programa. É possível que até nem exista algo preservado acerca do dito programa na própria emissora.

Nos oito anos que passei como um humilde locutor da Rádio Esperança, sempre no finalzinho de tarde, tinha como companheiro João Muniz. Uma coisa muito boa, porque ele foi um professor amigo. No final da Esperança nos Esportes, nos divertíamos ao som do violão, tocado muito bem por ele. Para realçar, José Félix, o diretor da emissora, também participava com seu clarinete. Enquanto eu, fazendo às vezes de cantor, capengava nas notas musicais.

João Muniz havia chegado em Estância ainda garoto e era natural da cidade de Indiaroba. Chegou com sua mãe de canoa pelo Porto d’Areia. Para nossa sorte, findou se tornando mestre navegante das ondas radiofônicas estancianas.

Ele não tinha olhos para ver, é bem verdade. Contudo, a força da sua voz serviu de guia para muitos radialistas que por ali passaram. O nosso locutor, um embalador de sonhos, artista notável, raro no Brasil, foi um radialista cuja visão não se iguala a nenhum outro!

* Escritor, radialista, professor do Estado e da Rede Pública de Estância.

Texto e imagem reproduzidos do site jlpolitica.com.br

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Morre o radialista João Muniz

Foto de arquivo pessoal, reproduzida do site 
emcimadolance  e postada pelo blog Sintonia...

Texto publicado originalmente no site do Portal FAXAJU, em 15 de julho de 2020

Morre o radialista João Muniz, ex-comunicador da Rádio Esperança

Faleceu na madrugada de hoje, 15/07/2020, na cidade de Estância, o Radialista João Muniz de Freitas, aos 79 anos, um dos mais antigos do interior do Estado. João, que era deficiente visual, trabalhou na rádio Esperança, quando era na AM (Amplitude Modulada).

O ex-comunicador que realizava um programa esportivo na rádio Mar Azul FM de Estância, nasceu no dia 15 de outubro de 1941 na pequena Praia do Espírito Santo, hoje cidade de Indiaroba/SE. O radialista faleceu suspeito de Covid-19.

Neste momento tão difícil e de dor, o site Gazeta de Estância, presta condolências aos familiares e amigos, rogando a Deus para que conforte seus corações, dando força e sabedora.

Da Gazeta de Estância.com.br

BIOGRAFIA

Sua paixão pelo rádio surgiu ouvindo as rádios Sociedade da Bahia, a Clube de Pernambuco, a Globo do Rio e a Esperança de Estância.

Se fossemos descrever a vida desse homem ao pé da letra, sem sombra de dúvida daria um grande livro biográfico. Aqui estão somente alguns traços colhidos do próprio homenageado, quando estivemos em sua residência, no dia 16 de abril de 2000. Conhecemos João Muniz mais de perto no ano de 1991, quando fomos trabalhar na Rádio Esperança, e lá fomos mais um companheiro de JM.

João Muniz de Freitas é seu nome de batismo. Nasceu no dia 15 de outubro de 1941 na pequena Praia do Espírito Santo, hoje cidade de Indiaroba/SE. Ele é filho de Áurea Garcez Freitas e João Muniz de Freitas. Aos 8 anos de idade, veio morar em Estância com seus pais e seus irmãos: Irineu, Francisco, Judite, Valter, Isabel e Valdemir. Estudou até a 7ª série no Grupo Gumersindo Bessa (hoje prédio da DRE-1) com a professora Rute. Depois que saiu do Gumersindo, foi ser aluno na Escola da Professora Caçula (Praça da Bandeira), e mais tarde na Escola de Elizete, filha de Diocrildes (Rua Tobias Barreto), desta teve que sair porque a sua visão estava fraquejando.

Quando a professora Elizete mandou o menino João Muniz para casa, e ele, assim que chegou comunicou o porquê à sua mãe, dona Áurea, ela pensou que seu filho estava praticando coisas desagradáveis na escola, aí teve que procurar a professora para saber o motivo verdadeiro da sua liberação. Sendo informada do problema de visão que João Muniz estava apresentando, dona Áurea procurou Dr. Edson Brasil, que por sinal, era seu primo, e possuía uma Clínica em Aracaju. A sua tia, Judite, foi quem o levou para se consultar com Dr. Brasil. Examinando-o, ele informou que o paciente era portador de sífilis (doença contagiosa produzida pelo Treponema Pallidu). O médico garantiu que a doença não era grave, e que João Muniz ia ficar bom. Na adolescência, João sofria de miopia.

CORRENDO ATRÁS DA VISÃO

Morando na Rua Camilo Calazans (antiga Rua do Pilar), João Muniz perdeu o pai. Sua mãe continuou lutando com o problema de sua visão. Ela lavava e engomava roupas para Dr. Paulo Amaral, dona Neném do Priapu e para outras pessoas de Estância. D. Áurea também vendia fato de boi na feira. João Muniz ficou indo durante três meses ao Dr. Brasil. Passado esse tempo, e não vendo melhora nas vistas do seu filho, dona Áurea pediu à sua irmã, Judite, para perguntar ao médico se seu filho ia ficar realmente melhor. Sem condições financeiras para continuar com o tratamento, dona Áurea foi obrigada a parar. Após dois anos sem levar João Muniz a um oftalmologista, dona Áurea ouviu os vizinhos falarem que na cidade de Simão Dias/SE, havia chegado um “oculista” muito bom, por nome de Dr. Augusto. Imediatamente João Muniz foi conduzido até essa cidade por sua mãe e sua tia. Sendo examinado por esse especialista, ele disse que João Muniz estava com sífilis, a mesma doença que o Dr. Brasil já tinha dito. Em seguida ele passou seis caixas de injeções e pediu que, quando os tomasse, voltasse lá. Mais uma vez dona Áurea não teve dinheiro para continuar a lutar pela visão do seu filho.

Parando de procurar os “médicos de olhos”, dona Áurea comprou uma casa na Rua dos Ferreiros, e João Muniz, enxergando pouco, foi ajudar sua mãe.

Com a chegada do seu irmão primogênito, Irineu, vindo da cidade de Mata de São João/BA, ele teve como surpresa a deficiência visual de seu irmão João Muniz, o caçula da família. Após sair de Estância, porque não tinha dado certo o ramo de comércio, que gostaria de ter por Estância, seu irmão foi morar com sua família em Arapiraca/AL. Lá, pediu para que sua irmã, Valdemir, trouxesse João Muniz. Pela terceira vez ele foi levado para tratamento visual. Chegando lá, o oftalmologista não lhe deu uma resposta segura de que ele podia ficar melhor. Já com a visão abalada, João Muniz sentia bastante dificuldades para ver as coisas ao seu redor com clareza. Ele passou trinta dias em Alagoas com seu irmão. Depois, Irineu foi morar em Salvador/BA, e João Muniz teve que ir com ele. Enquanto seu irmão não encontrava emprego, ambos tiveram que ficar na casa de sua tia Maria, no bairro Jardim Cruzeiro. Quando Irineu encontrou emprego para administrar uma fazenda na cidade Maraú/BA, pela quarta e última vez, João Muniz foi submetido a mais um oftalmologista, desta feita, o Dr. Fernando. Este garantiu que, depois de uma cirurgia, João Muniz poderia ficar bom. A cirurgia foi particular, porém, não houve sucesso. João Muniz ficou cego dos dois olhos.

A VIDA CONTINUA

Ao retornar da Bahia, convencido de que o seu problema de visão não tinha mais cura, João Muniz tornou-se amigo de Cosme e juntos foram aprender a tocar violão com o professor João Ágda, na Rua Veríssimo Viana (antiga Rua da Chapada). Aprendendo o ofício, João Muniz foi convidado para fazer parte de um regional pertencente ao clarinetista Ezequiel (músico da Lira Carlos Gomes). Tocava em várias cidades como Santa Luzia do Itanhi, Pedrinhas, Umbaúba e outras.

Deixando o conjunto de Ezequiel, João Muniz passou a ser componente do grupo musical de forró, “Trio Sertanejo”, no qual ficou durante quatro anos.

A CAMINHO DO RÁDIO

Com a desconjuntura do “Trio Sertanejo”, João Muniz ficou desempregado. Não tendo nada para fazer, ia ouvir rádio, de preferência aquela que noticiava assuntos esportivos como: Rádio Sociedade da Bahia, Rádio Clube de Pernambuco, Globo do Rio de Janeiro e também Rádio Esperança, na qual jamais imaginava um dia trabalhar nela.

João Muniz conta que era ouvinte assíduo do programa “A Esperança nos Esportes”, apresentado por Vanderlei Silva e José Hora. Segundo João Muniz, quando Vanderlei tomou conhecimento que ele gostava de futebol e poderia colaborar com o programa, pediu que seu companheiro José Hora mantivesse um contato com ele, que de imediato aceitou contribuir, passando em seguida as informações do futebol nacional para eles.

Toda à tarde João Muniz se dirigia à residência de Vanderlei Silva, e lá ditava as notícias para o mesmo bater à máquina. Ele recorda que recebia por esse trabalho a quantia de 20 cruzeiros das mãos do próprio Vanderlei. “Dez era de Vanderlei e os outros dez, eram de José Hora”, contou João.

NA RÁDIO ESPERANÇA

Em 1968, um ano após a fundação da Rádio Esperança, José Hora foi afastado da emissora, passando o programa a ser apresentado somente por Vanderlei Silva, que mais tarde, veio também a deixar a rádio. Com a sua saída, Vanderlei indicou ao diretor dessa emissora, Milane, o nome de João Muniz para lhe substituir. Então Milane, foi até à residência de João Muniz e convidou-o para trabalhar na Rádio Esperança, dizendo-lhe que antes ia participar a Dr. Jorge, proprietário da emissora.

Assim que esteve com Dr. Jorge, Milane retornou à casa de João Muniz e contou-lhe que o doutor queria conversar com ele. O emprego ficou certo, e João Muniz no dia seguinte começou a trabalhar na rádio, mas sem utilizar o microfone.

João Muniz pegava no serviço às 3 e só saía às 7 horas da noite. Nesse horário, ele passava as notícias do futebol para o locutor Sivaldo Santana (Hiper Som) falar no ar juntamente com José Carlos. Depois que José Carlos saiu da rádio, o programa de esportes ficou aos cuidados de Sivaldo. Aos domingos, José Carlos era que também apresentava o “Tarde Esportiva Dançante”, e com a sua demissão, João Muniz foi quem passou a ser o seu apresentador.

Acometido por um acidente automobilístico, Sivaldo Silva, que ficou como titular do programa de esportes da Rádio Esperança, foi afastado durante três dias do rádio e o programa, na época, era patrocinado pela Antarctica, e João Muniz, confiante no que desenvolvia na emissora, foi procurar Milane (diretor) no Banco do Brasil, do qual era funcionário também, para pedir-lhe que pudesse apresentar o programa A Esperança nos Esportes, e assim o diretor o deixou.

Quando o programa estava no ar, Milane se dirigiu até a rádio para pedir a João Muniz que não o colocasse no ar, porque Dr. Jorge estava viajando e podia não gostar da sua decisão, mas já era tarde. O programa chegou ao seu final, e o diretor Milane abraçou João Muniz e o chamou de “gênio”, garantiu-lhe que assim que Dr. Jorge chegasse do Rio de Janeiro, conversaria com ele a seu respeito. E assim Milene cumpriu o que prometeu a João Muniz.

Dr. Jorge recebeu a informação de Milane e disse a João Muniz que ele podia apresentar o programa, disse-lhe ainda que iria ouvi-lo. No outro dia, ele procurou João Muniz e declarou ter gostado da sua locução, contudo, era para ele fazer os próximos programas gravados, alegando-lhe que precisava melhorar o português, e assim avisou que as operadoras Denilza Miranda e Maria José (Zezé) gravassem o programa com ele, e ao mesmo tempo fossem corrigindo os equívocos apresentados.

Melhorando-se no português e dando defeito no gravador, João Muniz teve a oportunidade de conduzir ao vivo o programa A Esperança nos Esportes.

Hoje aposentado pela Rádio Esperança e casado com Maria de Lourdes, João Muniz possui quatro filhos: Leila, Márcia, Flávio e Eduardo. No Congresso dos Radialistas, em Itabaiana, João Muniz foi homenageado. Ele disse que o radialista Francis de Andrade, diretor da Rádio Princesa da Serra, à época, teria lhe convidado para trabalhar nessa emissora, como plantonista esportivo, mas não aceitou, dizendo que só aceitaria no dia em que Dr. Jorge não o quisesse mais como seu funcionário.

João Muniz reside na Rua “A”, 192 do Bairro São Jorge. Ele já recebeu o título de Cidadania Estanciana, a nosso pedido, da Câmara Municipal, sendo o autor desse projeto, o então vereador Acrísio Assunção.

Biografia por Magno de Jesus

Texto reproduzido do site: faxaju.com.br