quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Comemorações dos 70 anos da Rádio Aperipê AM, de Aracaju/SE.









Vice-prefeito integra comemorações dos 70 anos da Aperipê AM

Um grande encontro entre amigos. Foi assim a comemoração dos 70 anos da rádio Aperipê AM prefixo 630, que aconteceu na noite da última quinta-feira, dia 16, no Teatro Lourival Batista. O evento contou com a participação do vice-prefeito de Aracaju, Silvio Santos, que representou o prefeito Edvaldo Nogueira - em viagem a Brasília na Marcha em Defesa dos Municípios-, além de radialistas, jornalistas e pessoas da comunidade.

Em todo esse período de existência, a emissora sempre dispôs de uma programação educativa e se destacou pela qualidade musical e por levar informação aos lares sergipanos. Para celebrar a data, os programas mais antigos da rádio, com mais de 15 anos no ar, receberam diplomas de grandes feitos para a Aperipê AM.

Foram eles: Forró no Asfalto, de Clemilda; Show Esportivo, de Raimundo Macedo; Rancho Alegre, de Chico Melodia; No Pé da Serra, de Taiobinha; Aquarela Nordestina, de José Augusto, e Momentos de Luz, de Emanuel Correia. "Três outros programas, que passaram mais de 25 anos no ar e hoje não fazem mais parte da programação, também serão homenageados pelo tempo e grande sucesso que alcançaram: Festa na Casa Grande, de Josá, o Vaqueiro do Sertão; Informativo Cinzano, de Silva Lima, e Calendário, de Santos Mendonça", afirmou o diretor da Aperipê AM, Mário Sérgio.

Como parte das comemorações, em breve serão entregue novos e modernos equipamentos, salas reformadas e modernizadas e a renovação da programação. Para a superintendente da Fundação Aperipê, Indira Amaral, os estúdios e equipamentos novos celebram o aniversário de 70 anos, com o vislumbramento de mais anos. "Esse é o maior presente que a gente pode oferecer ao povo sergipano e a todos os profissionais que fizeram a história da Aperipê", enfatizou.

Indira Amaral ainda ressaltou o período de existência fazendo um paralelo a história sergipana. "Dos 189 anos de Emancipação Política de Sergipe, em 70 anos a emissora narrou boa parte dessa história, seja na política, na cultura ou na economia do Estado. Isso me emocionou porque é bom fazer parte dessa construção" disse emocionada.

A superintendente falou sobre o período em que está à frente da administração da fundação. "Há dois anos e sete meses atrás, quando o governador Marcelo Déda me entregou a direção da Aperipê, foi um momento marcante da minha vida, pela responsabilidade e importância que tem a emissora. Espero cumprir com respeito, responsabilidade e esmero essa missão", destacou.

O vice-prefeito Silvio Santos ressaltou a importância da Aperipê AM para o Estado. "É muito relevante que uma emissora estatal consiga atingir essa idade. Nós sabemos que ela tem passado ao longo dos 70 anos por altos e baixos. Alguns governos a sucatearam, mas a Aperipê nunca se deixou vencer, resistiu ao tempo e está agora com um governo que dá importância ao papel que ela cumpre, com uma direção que tem feito um esforço para o soerguimento da emissora, para que ela volte a ocupar o destaque que sempre teve na radiofonia sergipana", observou.

Silvio Santos ressaltou ainda que a celebração é um marco na comunicação de Sergipe. "O aniversário de 70 anos da Aperipê é uma data que merece toda a comemoração da sociedade sergipana, pelo relevante serviço que essa emissora tem prestado, como também pelo fato de um veículo de comunicação resistir tantos anos", declarou.

Para o diretor da Aperipê AM Mário Sérgio é um orgulho grande estar dirigindo a emissora. "Desde o dia 30 de junho, estamos gravando toda a programação da emissora, para que daqui a 70 anos, a gente tenha vozes dos nossos radialistas. Para mim é uma grata satisfação dividir uma rádio com pessoas importantes da comunicação. Temos uma grade de entretenimento que não deixa de levar cultura e informação para a população sergipana".

Desde o dia 30 de junho, todos os programas da rádio Aperipê estão sendo gravados e arquivados no Museu da Fundação Aperipê de Sergipe. "Não vemos no rádio sergipano uma fonte de pesquisa dos programas passados. Se você procurar uma fonte de pesquisa dos programas de Santos Santana, Silva Lima, Santos Mendonça, entre outros, não irá encontrar nada. Quem pode ter algum registro de programas de 10 ou 15 anos atrás é porque recebeu a fita de alguém da rádio, mas esses arquivos não são de acesso público. Dessa forma, a atual administração mostrou que está preocupada com a memória do rádio sergipano, e com o registro da nossa atual comunicação", garantiu o diretor da Aperipê AM.

O radialista Raimundo Macêdo, com 33 anos trabalhando na Aperipê AM, não se conteve ao relatar sua alegria em estar com o mesmo programa ‘Show Esportivo' há 30 anos na mesma casa. "É com muita alegria que vejo essa comemoração porque tenho uma lonha história aqui. Sabemos que a Aperipê passou por várias transformações, mas sempre fez um trabalho muito importante na divulgação da cultura e na renovação de talentos. Entrei em 1976 e espero morrer trabalhando nela", avisou.

Memória do rádio sergipano

Inaugurada em 30 de junho de 1939, a Aperipê AM foi a pioneira da radiodifusão em Sergipe. Por isso, uma de suas maiores características é lançar grandes locutores sergipanos, dentre eles João Augusto Bezerra, João Marques Guimarães e Jefferson Silva. A emissora era identificada pelo prefixo PRJ-6 e tinha, prioritariamente, a meta 'Educação e Propaganda'. Escola de relevantes comunicadores do estado, a rádio Aperipê AM foi o berço de muitos calouros da comunicação, e até hoje ela participa da formação de muitos profissionais que nunca deixam de falar com carinho da emissora.

Sete décadas de atividade somam muitas histórias, reúnem muitas figuras, costuram muitas épocas. E, como símbolo de longevidade, bastariam para transformar o aniversário da Aperipê AM em uma celebração de sucesso. Mas a comemoração vai além disso: quando as primeiras ondas foram transmitidas no já longíquo 30 de junho de 1939, não estava apenas estabelecido o marco inicial do que seria um grande complexo de comunicação, mas também o verdadeiro ‘Big Bang' das atividades radiofônicas no estado de Sergipe.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Denilza Miranda

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

José Apóstolo

José Apóstolo, grande diretor técnico do rádio, gravando
 no dia 22/10/2015 para o Projeto Memória do Rádio Sergipano
 Foto e informação de legenda do Facebook/Moises Teles Teles 

Radialista Sérgio Souza

Sérgio Souza, apresentando "Aperipê Informa", durante o 
Programa "Seleção Brasileira", na Rádio Aperipê AM/FM.
Foto e informação de legenda do Facebook/Mario Sergio Felix, 
em 21 de janeiro de 2016, em Aracaju/SE.

Acordando com o rádio

Imagem reproduzida do site rcr.org.br e 
postada pelo blog para ilustrar o presente artigo.

Texto publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 12/11/2018

Acordando com o rádio
Por Ruy Castro 

Nesta época de redes sociais, ainda sou dos que acordam com o rádio. É uma garantia de que escutarei notícias, não fakes. Imagine se, naquela mesma manhã, na Casa Branca, Donald Trump tiver tropeçado no próprio topete e fraturado a uretra. Se for verdade, é algo de que precisamos ficar sabendo em tempo real.

Nos anos 50, foi pelo Repórter Esso e pelo O Globo no Ar que ouvi as notícias da morte de Francisco Alves, Getulio Vargas, Carmen Miranda, James Dean e Oliver Hardy, o Gordo de O Gordo e o Magro. Infelizmente, nenhuma delas era boato.

Durante muito tempo, a divisão entre o rádio e seus ouvintes era mais nítida. Cada qual ficava em seu lado do dial, e isso parecia muito natural. As únicas possibilidades de um ouvinte se ouvir no rádio eram se fosse entrevistado na rua, telefonasse para pedir música ou cantasse no programa de calouros.

Hoje, principalmente nas rádios que só tocam notícia, não é mais assim. Os ouvintes são estimulados a participar da programação, telefonando para a emissora a fim de dar notícias sobre o que está acontecendo no seu bairro ou rua. E, com isso, temos:

Há um tiroteio na Praça Seca, em Jacarepaguá. Vazamento de água da altura de um chafariz está inundando a rua do Matoso, na Tijuca. Acidente envolvendo dois ônibus fechou uma pista da avenida Brasil na altura de Bonsucesso. Engarrafamento na ponte Rio-Niterói faz com que a travessia sentido Rio esteja levando 23 minutos. E por aí vai. Só notícias chatas, desagradáveis. Gostaria de, um dia, ser acordado ao som de:

Garças sobrevoam a Lagoa. O sol está nascendo de uma maneira incrível atrás da igreja da Penha. Há um ipê amarelo todo florido na Gávea. O mar está cristalino no Arpoador, dá até para ver os cardumes. Acabo de passar por um casal apaixonado se beijando numa praça do Grajaú.

Essas coisas também acontecem todo dia no Rio. Talvez por isso não sejam notícia.

Texto reproduzido do site: nenoticias.com.br

Petrônio Gomes gravando para Memória do Rádio Sergipano







Publicado originalmente no Facebook/Moises Teles Teles, Aracaju, 19 de maio de 2016 

Nesse momento (19/05/2016) o radialista Petrônio Gomes grava o projeto memória do rádio Sergipano o projeto realizado pelo Sindicato dos Radialista de Sergipe.

Texto e imagens reproduzidos do Facebook/Moises Teles Teles

Daniel Aragão


Publicado originalmente no Facebook/Daniel Aragão, em Aracaju, 26 de janeiro de 2018

Daniel Aragão está se sentindo agradecido.

1 ano na Rádio Fan FM 📻
Trabalhar fazendo o que amo, ao lado de grandes feras do rádio Sergipano em uma empresa séria é um grande privilegio.
Obrigado ao Coordenador Joe Feitosa por me convidar a fazer parte desse grande projeto.
Fan Fm - A mais gostosa de ouvir!
Hoje estarei ao vivo das 22h às 00h apresentando o Fan Relax.
Fan FM Aracaju 99.7 📻
Fan FM Carmópolis 94.3 📻

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Daniel Aragão

Valquiria Miron


Publicado originalmente no Facebook/Valquiria Miron, em 20 de fevereiro de 2018·

Já vivi muita coisa boa no rádio sergipano. Momentos bons que estão guardados na memória. Comecei super nova, mas sempre com a mesma energia. Amoooooooo muito tudo isso! Fotos da época em que trabalhei na FM Sergipe, Jornal FM e 103 FM. Obrigada @ritamirone por ter acreditado em mim! Foi ela que me indicou para a primeira rádio q trabalhei, a Atalaia FM. O @evaldocostha me deu a primeira oportunidade. Depois tantos outros, Fábio Rivera, Vieira Matos, Risia Rodrigues, Jeane Mendonça, Iggor Cleyver...

Texto e imagens reproduzidos do Facebook/Valquiria Miron

Reinaldo Moura

Festa de formatura irradiada pela Rádio Cultura, 
com o locutor Reinaldo Moura
Foto reproduzida do Facebook/Antonio Samarone

Júnior Carvalho, Eduardo Abril e Paulo Lacerda

Foto reproduzida do Facebook/Júnior Carvalho

Goiabinha

Foto reproduzida do Facebook/Fabio Jaciuk

Memória do Rádio Sergipano

Clique no link abaixo para acessar 

sábado, 10 de novembro de 2018

Expressão Especial | Homenagem ao radialista Petrônio Gomes



Programa Expressão Especial, na Aperipê TV, em homenagem ao radialista e escritor Petrônio Gomes.

Apresentado por Pascoal Maynard e os convidados, Luciano Correia, jornalista e Lilian Rocha, escritora e filha do homenageado (23/02/2018).

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Colecionador tem quase 200 rádios antigos em funcionamento

João de Ponte e parte de seus rádios 
Foto: Mariane Rossi/G1

Publicado originalmente no site G1 Santos, em 27/09/2013

Colecionador tem quase 200 rádios antigos em funcionamento

Exemplares de 1940 e 1960 fazem parte do acervo do morador de Santos. Português aposentado João André de Ponte tem orgulho da coleção.

Por Mariane Rossi (Do G1 Santos)

Um português apaixonado por rádio tem uma coleção com cerca de 200 exemplares antigos em funcionamento em Santos, no litoral de São Paulo. O gosto pelo objeto começou em terras brasileiras, no interior do Estado de São Paulo, mas foi no litoral que ele teve a oportunidade de reformar algumas raridades que eram consideradas sucatas em ferros velhos.

Ainda menino, João André de Ponte saiu de Portugal e veio morar com o pai em um sítio em Presidente Prudente, interior de SP. Lá, foi apresentado ao rádio e passou momentos inesquecíveis ao lado de vários exemplares. “Quando eu tinha 13 ou 14 anos eu ia para a casa do vizinho para ouvir rádio. A gente morava no sítio e tinha aqueles programas de música sertaneja. Às vezes, a gente ia no escuro, andando até 1 km para chegar na casa do vizinho e escutar rádio. Escutávamos os programas na Rádio Tupi e na Rádio Nacional, e das 20h às 22h, era só música sertaneja, cada dia da semana tinha uma dupla. Todo mundo curtia, era muito gostoso, era uma delícia, a gente viciava”, conta João.

Os anos se passaram e ele teve a oportunidade de ter um aparelho em casa. "Sempre tivemos muita dificuldade de ter rádio. Meu pai, em 1958, o primeiro rádio que comprou foi um Semp. Foi o rádio mais vendido na época. E a paixão foi crescendo mais, mais e mais", conta. Já adulto, mudou para Santos, mas sempre com um rádio a tira colo. Ele virou biólogo e seguiu na profissão trabalhando dentro de hospitais. Quando se aposentou, decidiu que iria dedicar a sua vida ao conserto e restauração de rádios antigos e que guardam parte da história da comunicação do Brasil. "Eu me aposentei e comecei a fazer essas coisas, há uns 10 ou 12 anos", conta João André, que atualmente tem 69 anos.

João, a esposa Maria Irene e alguns rádios
Foto: Mariane Rossi/G1

Na casa do aposentado há exemplares por toda a parte. Ele encontra muitas raridades em bazares, feiras, ferros velhos e até no meio do lixo de carroceiros. "Eu perdi muita coisa, mas ainda tenho rádios aqui que eu comprei em 1960, ainda tenho a nota fiscal dele. Mas hoje temos muita dificuldade de encontrar as peças. É difícil, principalmente os rádios a válvula. Ainda encontro, mas são usados e muito caros", conta ele.

O biólogo aposentado, com conhecimento em eletrônica e montagem de rádios, resgata a aparência e também o som de muitos aparelhos que pareciam estar destruídos. A esposa, Maria Irene de Ponte, de 62 anos, revela que no começo foi difícil aceitar essa paixão do marido. Ela conta que para arrumar os aparelhos, João faz vários testes de som e o barulho é muito alto, tanto que ela prefere fechar a porta da cozinha e deixar João e os rádios no quintal. "E também, às vezes, ele deixa de passear para ficar consertando rádios", fala Irene.

Exemplar holandês da década de 40 
Foto: Mariane Rossi/G1

João mostra, orgulhoso, o fruto de seu trabalho. Após o conserto, os rádios antigos e os toca-discos funcionam perfeitamente e dão um tom de melancolia a todos que visitam a sua casa. O dono faz questão de contar a história de cada exemplar e como ele ressurgiu em suas mãos. Segundo ele, o mais antigo é da década de 1940, que ganhou do avô de um amigo. "O mais antigo eu creio que é da Philips holandês valvulado. Na época, a Holanda já tinha FM. Eles usavam uma frequência um pouquinho diferente da nossa atual, eles tinham FM, AM e ondas curtas. O valvulado portátil é muito difícil de encontrar”, explica.

Rádio de João, da década de 60. (Foto: Mariane Rossi/G1)

Há exemplares também da década de 1950, 1960, 1970 e 1990. São rádios de mesa, de carro, de cabeceira, amplificadores e até toca-discos. Entre as peças mais interessantes está um rádio caseiro de 1950. "Nessa época o pessoal montava em casa e saia mais barato", conta. Por isso o exemplar não tem nenhuma marca registrada nele. Um dos toca-discos mais queridos por João é da década de 1960. O exemplar é de uma marca alemã, mas foi fabricado no Brasil e possui um olho mágico, que indica a sintonia da música. Para João, a graça é ouvir os discos de vinil do cantor Roberto Carlos nesse aparelho que consegue transmitir perfeitamente a voz do cantor.

Pequenos rádios de João (Foto: Mariane Rossi/G1)

O rádio virou companheiro não apenas daqueles que gostam de boa música, mas também dos fãs de futebol. A mania de andar com um pequeno radinho no estádio de futebol fez surgir um rádio bem compacto na década de 1960. João tem duas versões do "Artilheiro", que virou mania durante as partidas de futebol. Ainda há aqueles rádios que remetem as histórias de João, como o primeiro rádio de seu pai, o  rádio em que ele ouviu o anúncio da morte de John Kennedy e o rádio do sogro, entre tantos outros da coleção que se espalha por toda a casa.

A mágica do rádio tocou o português desde que ele chegou em terras brasileiras. No século XX ele relembra o quanto era boa a vida no campo ao som dos passarinhos e do locutor de rádio, trazendo as melhores notícias do dia ou as músicas sertanejas do momento. Como esse tempo não volta mais, ele preserva e resgata o que ainda restou do tempo áureo do rádio no Brasil. "Se eu tivesse começado antes tinha muito mais. Tenho muito carinho por todos, gosto muito disso aqui", fala o saudosista.

João ouvindo um dos rádios que consertou 
Foto: Mariane Rossi/G1

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/sp/santos

8 de novembro, aniversário de 1 ANO da CBN Aracaju


No dia 8 de novembro/2018, completamos nosso primeiro ano em Aracaju, cheio de momentos especiais, entrevistas, informação e descontração. 

Obrigado Aracaju por nos receber em sua casa. 

A cada dia que passa, temos mais orgulho de fazer parte desta terra!

CBN Aracaju, a rádio que toca notícia!

Com informação e imagem do Facebook/CBN Aracaju

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

JLPolítica ENTREVISTA Narcizo Machado

Narcizo Machado: “George Magalhães abriu as
portas do rádio para mim atendendo 
ao pedido de uma pessoa”

Publicado originalmente no site JLPolítica, em 07 de Nov de 2018

Narcizo Machado: “Tenho como norte a verdade, a imparcialidade e o respeito ao ouvinte”

Narcizo Machado. Ele é um nome novo no rádio sergipano: vem de 2016. Aliás, é novo até na idade de vida: tem 37 anos. E bem mais novo, ainda, na posição de âncora de um dos maiores espaços do radiojornalismo do Estado de Sergipe.

Narcizo Machado estreia no dia 1º de setembro deste ano como âncora interino no Jornal da Fan nas bordas de uma fatalidade que tirou a fórceps o radialista George Magalhães do ar. Deu-se ali a sua dura estreia de comando. Somente um mês depois, no dia 1º de outubro, ele foi confirmado titular. 

Como repórter de rua, Narcizo Machado já conhecia um pouco do caminho das pedras desde 2016. Daí não ter sido difícil enfeixar as rédeas na condução do Jornal da Fan. Aparenta segurança, conhecimento de causa e um bem mais de respeito aos que estão do outro lado da notícia. Essas características o fazem bem palatável.

Aliás, o currículo de Narcizo Machado é bom, beirando o ótimo. Desde o familiar ao de formações acadêmicas e atuações profissionais. Fala aí, Narcizo: “Sou filho de comunicadores natos. Minha mãe, Gilda Lélis, uma professora e uma líder da família, que congregava a todos. Meu pai, Narciso Machado, foi radialista e cronista desportivo, além de vereador por 20 anos em Aracaju. Foi interventor de Canindé do São Francisco na década de 1990. Eu sou casado com Kelly Vieira e tenho quatro filhos: Vitor, Artur, Maria Luíza e Maria Esther”.

Ele é um relações públicas graduado em 2004, fez especialização em marketing e tem MBA em Gestão de Empresas. Trabalhou em assessorias de comunicação a parlamentares de 2004 a 2010 e com gestão de empresas na Rede Presidente, de 2008 a 2015. É muito grato a alguém que o fez entrar no rádio, a cujo nome ele não revela. Leia entrevista que ele concede à Coluna Aparte.

Aparte - O senhor já pegou o ritmo do comando do programa “Jornal da Fan”?
Narcizo Machado - Tenho escutado que sim (risos). Mesmo assim, prefiro ficar com uma opinião sempre crítica de que o amanhã precisa sempre ser melhor do que o hoje. Isso me obriga a tentar sempre entender que ritmo na apresentação é sintonia com o que acontece na sociedade, feeling jornalístico e atualização com temas que podem contribuir no debate social e político, fortes características do rádio sergipano.

Aparte - A Emissora Fan ainda lhe tem como interino?
NM - Não. Após um mês de experiência - eu iniciei no dia 1º de outubro -, fui convidado a permanecer no comando. Portanto, não sou mais interino. Creio eu que isso deve durar até o dia em que continuar dando resposta positiva com um trabalho de qualidade. Vamos avançar agora com o objetivo de solidificar esse projeto e ampliar nosso alcance. Aos poucos, a sociedade vai absorvendo isso.

Aparte - E essa condição de definitivo muda o que na sua responsabilidade?
NM - A rotina, a responsabilidade com a minha relação de âncora com a sociedade, o grau de informação que precisamos ter, a necessidade de atualização sempre, e o principal, muda a responsabilidade com os ouvintes, com a informação de qualidade, apurada, sem pressa e nem intenção de fazer sensacionalismo ou de dar em primeira mão, ou exclusiva, e aquele fato que não ajudar em nada a sociedade.

Aparte - Nesse curto espaço de tempo, já passou por alguma experiência que precisou aguçar seu faro nesse sentido?
NM - Na semana em que iniciei, houve a morte do garoto Ruan, na Soledade, e lidamos com esse fato com responsabilidade, sem sensacionalismo, sem bradar mais ódio pelas ondas do rádio. Agimos com precisão e não incitando a sociedade. Recebi muitos comentários depois. Nós profissionais de imprensa temos uma responsabilidade grande. Tenho como norte a verdade e a imparcialidade, o que não quer dizer que não tenha identidade e opinião. As tenho sim, mas devo ter o respeito pelo ouvinte, no sentido de que do outro lado há pessoas inteligentes, que pensam e formam opinião. Então penso que é uma função de alta e grande responsabilidade. Mas acima de tudo, muito prazerosa, porque faço o que amo.

Aparte - O senhor acha que já pegou ritmo?
NM - As pessoas dizem que sim (risos). Tenho ouvido bons comentários.

Aparte - Qual era a sua experiência no rádio sergipano até então?
NM - Eu sou relações públicas de primeira formação. Graduei-me em 2004 e depois fiz especialização em marketing e tenho MBA em Gestão de Empresas. Sou radialista desde 2016 e sou estudante de jornalismo. Trabalhei com assessoria de comunicação para parlamentares de 2004 a 2010 e, no ramo empresarial, com gestão de empresas na Rede Presidente de 2008 a 2015. Em 2016, retomei o trabalho com assessoria de comunicação e estudei Rádio/TV, e foi quando fui convidado a ser repórter de George Magalhães na 103 FM. Ficamos lá de maio a dezembro de 2016. Em janeiro de 2017 viemos para a Fan. Nesse novo quadro vim como produtor e fiquei na produção até janeiro de 2018. Em janeiro, o colega Antero Alves soma-se a nosso projeto, eu tiro férias em fevereiro e quando retomei em março fui para reportagem, onde fiquei até o final de setembro, saindo para assumir o comando do Jornal da Fan. George Magalhães abriu as portas do rádio para mim atendendo ao pedido de uma pessoa. Não revelarei o nome - ela saberá ao ler -, e se estou aqui, é porque há 14 anos depois continuo desfrutando da confiança dela e de seus familiares em meu talento. Sou muito grato a Deus por tudo! É só o começo de uma longa estrada.

Aparte - Qual foi o saldo comunicacional em favor da Fan nesta campanha?
NM - Muito positivo. Trabalhamos com o foco de ter a notícia em primeiro lugar. Buscamos contribuir com a boa informação, para que o cidadão pudesse decidir de forma consciente. Ouvimos a todos, em várias horas de entrevistas no Portal Fan F1 através de lives nas redes sociais e no Jornal da Fan, em Aracaju e em Carmópolis. Além disso, estreamos na transmissão da apuração de forma competente e inovadora, sob o comando do grande Paulo Lacerda, que tem 52 anos de rádio e sob nosso comando. Foi um encontro de duas gerações do rádio e audiência foi de ponta a ponta em Sergipe, num retorno muito bom.

Aparte - Qual a orientação política que é passada pelo Grupo Presidente na sua programação?
NM - É a de ouvir a todos sem distinção e priorizar a notícia, que deve ser a grande estrela do jornalismo. Essa é a política do Grupo Miro Santos, do qual fazem parte a Rede Presidente e a Rede Fan de Comunicação.

Aparte - Qual foi a reação do ouvinte com sua substituição a George Magalhães?
NM - Não sei medir isso. Mas ouço muitos comentários de pessoas saudosas do estilo único e marcante dele, e ouço muitos comentários de parabéns a mim por não estar tentando imitá-lo, mas por criar um estilo próprio.

Aparte - O senhor era produtor dele. Acha que ele tem condição de reassumir o posto no comando do programa?
NM - Não me cabe esta avaliação e resposta. Só a direção da emissora.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

domingo, 4 de novembro de 2018

Estreia do Programa Relíquia Musical, na Fan FM 99.7


Fotos reproduzidas do Facebook/Barreto Colchões

Foto Facebook/Gleide Selma Nascimento

Estreia do Programa Relíquia Musical, na Fan FM 99.7, 
no dia 3 de novembro de 2018. Programa “Relíquia Musical”,
todas as sextas feiras e sábados das 00:00 às 04:00 da madrugada!
Apresentação de Edelvan Oliveira e Ari Nogueira.
Foto reproduzida do Facebook/Barreto Colchões

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Juliana Almeida apresentando o "ACONTECE", na 930 AM





Fotos: Roberto César

Publicado originalmente no Facebook/Juliana Almeida, 02/11/2011 

O face me lembra de um tempo que fui muito feliz! Durante 4 anos fui âncora na Rádio Liberdade. Pude sentir toda magia do rádio. Desde ouvintes que iam no estúdio me conhecer até descobrir todas as possibilidades que o rádio proporciona. Nesse estúdio, quando desligava o microfone, já sorri muito, chorei muito (não pelo trabalho, mas pelos percalços da vida), dormi no meio de uma transmissão (Por causa do dramin quando estava grávida). Ganhei meus primeiros prêmios (inclusive um dos mais importantes que concorri com 70 reportagens de todo o país - O Prêmio Nacional Sebrae de Jornalismo) e trabalhei com uma equipe incrível!! Levo a Rádio Liberdade AM nas minhas melhores lembranças... Minha homenagem a Carlos Rodrigues cujo amor pelo rádio corria pelas veias, tive a honra de trabalhar muito com ele, conhecer suas histórias fantásticas e, quando morreu, o desafio de substitui-lo no programa. Difícil conter às lágrimas...

Texto e imagens reproduzidos do Facebook/Juliana Almeida

sábado, 27 de outubro de 2018

Radialista Flávio Foster

Flávio Foster: O locutor mais ‘xonado’ do rádio

Publicado originalmente no site FAN F1, em 20 de maio de 2018 

Por Célia Silva

O Fan F1 inicia neste domingo uma série de reportagens contando a história de cada um dos locutores que fazem a Fan FM de Aracaju e  Carmópolis. Abrindo a série, vamos traçar o perfil de Flávio Foster, um alagoano, nascido há 54 anos na cidade de Penedo e que tem como princípio de trabalho levar música, mas também, mensagens inspiradoras que alimentem o corpo e a alma.

As manhãs na Fan, de segunda sexta-feira, são de Flávio Foster. Logo após o Jornal da Fan, às 9h, o “Locutor xonado demais”, um de seus bordões preferidos, abre o Show da Fan com uma mensagem espiritualista. “Tudo depende de como começamos o dia. Por isso é tão importante começar ouvindo coisas boas, tendo pensamentos e sentimentos bons e, acima de tudo, com palavras que alimentem positivamente a alma”, disse o locutor que fica no ar até às 13h.

Flávio Foster nasceu no dia 3 de junho de 1964. Aos seis meses de idade, seus pais foram para o Rio de Janeiro onde fixaram moradia por 20 anos. Em 1986, voltaram para Aracaju e ele foi trabalhar na TV Atalaia, não em estúdio, mas como cobrador.

“O sonho de fazer rádio vem da infância. Pegava um pedaço de pau e fazia de microfone. As caixas de som eram duas latas de óleo”, relembra Foster que só foi se tornar profissional do rádio em 1987, ao concluir o curso de radialista.

Flávio Foster na Rádio LBV, São Paulo.
Foto: Arquivo pessoal

Busco a essência – Em 1988, aos 24 anos, depois de uma breve passagem como operador de áudio pela Atalaia AM, vai para São Paulo, onde consegue emprego na Rádio da Legião da Boa Vontade (LBV) de Alziro Zarur e Paiva Neto. “Lá tive um grande professor, o jornalista e radialista José de Paiva Neto, que me inspirou a fazer rádio com essência”, disse.

E que essência é essa? “É fazer rádio com espiritualidade, levando mensagens positivas. Tudo que faço e falo busco inspiração na espiritualidade. Dessa forma, a medida que cresce meu trabalho, cresce também a minha responsabilidade. Por isso minha prece em cada manhã é a seguinte: “Meu Deus! Intua-me para que eu possa falar o que as pessoas estão precisando ouvir! ”.

Flávio conta que teve grandes professores para isso na vida, além de Paiva Netto: Paulo Coelho, Zibia Gasparetto, Luís Gasparetto (que partiu recentemente) Augusto Cury, Osho, Dalai Lama, além de tantos outros escritores, psicólogos e psicanalistas que leio diariamente.

Sempre pensei que o tempo no rádio, assim como o tempo das pessoas, é muito precioso, então, nessas quatro horas em que passo com meu povo quero levar boas informações para as famílias e no universo de milhões de canções, tocar aquelas que mais tocam e engrandecem os casais, as famílias.

Ele acorda de segunda a sexta às 3h para preparar o programa. “Pesquiso dicas e mensagens, além de uma programação musical em que toda a família, das crianças até a vovó, possam ouvir, com muita descontração e boa energia. Sempre pensei que o tempo no rádio, assim como o tempo das pessoas, é muito precioso, então, nessas quatro horas em que passo com meu povo quero levar boas informações para as famílias e no universo de milhões de canções, tocar aquelas que mais tocam e engrandecem os casais, as famílias, enfim”, relatou Foster.

Carreira profissional – O locutor dos Modões que começou pela Atalaia AM e Rádio LBV, na década de 80, passou pelas rádios Aracaju FM – hoje 103 FM – e Delmar FM (locutor e diretor artístico), do saudoso empresário José Carlos Silva, teve uma rápida passagem por uma pequena rádio na cidade de São José dos Campos, em São Paulo, e ao retornar, pela 103 FM.

Em Aracaju, recebeu o convite de Paiva Neto para coordenar a Rádio Cristal LBV, da cidade de Salvador (BA), onde permaneceu até o ano de 2000. Voltou e foi para a Ilha FM, onde começou a fazer um jeito novo de rádio, inserindo na programação, reflexões positivas.

“A emissora, com estúdio na Barra e com apenas 1 Kw, tornou-se uma das mais ouvidas na capital, com a direção da amiga Geane Mendonça. Aos poucos fui inserindo uma reflexão a cada hora no programa que fazia das 5 às 9 da manhã. A rádio, que era ouvida em todos os ônibus da cidade, me deu a oportunidade de emocionar muita gente que pegava ônibus para ir ao trabalho. Tenho muitos relatos de pessoas que perdiam o ponto para terminar de ouvir as mensagens e outros que se emocionavam às lágrimas dentro do ônibus”, conta.

Mas, em 2003, se desligou da Ilha e voltou para a 103. “Ao mesmo tempo fui convidado para a rádio Jornal AM, pois o diretor Augusto Jr, fez uma pesquisa para saber qual locutor o público queria na Jornal 540. Meu nome foi o mais citado. Me desliguei da 103 FM, mas fui convidado pela Mega FM, uma indicação do meu amigo Sandro de Miro, com quem comecei uma grande amizade sincera e pura no ano de 2001. Passei algum tempo fazendo as duas rádios simultaneamente, mas sempre com o mesmo segmento de meu programa. Algo que nunca abri mão, pois sempre foi a essência de Flávio Foster”, relembra.

Algo que nunca abri mão, foi a essência de Flávio Foster

Em 2009, retorna à Ilha FM onde fica até 2012. Por discordâncias com a coordenação artística, decide tomar novos rumos e segue para a cidade de Tobias Barreto, para a rádio Luandê, onde fica até vir para a Fan FM Aracaju. “Recebi um convite muito especial do senhor Miro para voltar a Aracaju” disse.

Wilma e Flávio estão casados há 28 anos.
O casal tem dois filhos e dois netos. 
Foto: Arquivo pessoal

Vida em família – Flávio Foster é casado com Wilma Foster há 28 anos. O casal tem dois filhos – Igor Leonardo, 25, e Flávia Gaspar, 14 – e dois netos – Liandra Sophia, 4, e Davi Leonardo, 1. O hobby do “Rei das manhãs” é tomar uma gelada com a esposa no “nosso boteco particular”.

“Como eu sou feliz quero ver feliz quem andar comigo” é outro bordão usado por Flávio Foster em seu programa, mas nem tudo na vida dele são flores. “Atravessei dificuldades mil”, conta. Em São Paulo ou em Minas Gerais, ele diz que são vencidas com a ajuda da fonte maior de inspiração da vida dele – Jesus.

“Em 2007, atravessando um período conturbado da minha vida, muitas dificuldades financeiras, decidi deixar tudo aqui em Aracaju e tentar a vida na cidade de minha esposa, onde toda família dela reside, João Pinheiro-MG. Fui embora com auxílio de muitos amigos, inclusive Sandro de Miro e sua família”, relembra com sentimento de gratidão.

Lembro com muitas saudades do meu pai, que era meu ouvinte maior, era presente em todas as horas onde e quando eu fosse preciso. Meu pai sofria com minhas lutas e se alegrava com minhas conquistas. Nunca pude dar a vida que meu pai merecia, mas dei todo amor e respeito que ele sempre foi merecedor.

Hoje tenho uma vida simples e de muitas dificuldades, como trabalhador brasileiro, mas minha riqueza é meu trabalho, a conquista de milhares de ouvintes e seguidores e as centenas de relatos de que meu trabalho ajudou casamentos, pessoas a saírem da depressão e a tornar cada um que me ouve uma pessoa melhor.

Flávio ao lado do pai Dermeval e da mãe, Nilda dos Santos

Alimento de fé – “Quando eu morava em Salvador e fiquei desempregado. Minha esposa trabalhava e eu ficava tentando uma vaga no rádio. Todo dia, meio-dia ela me ligava, no intervalo do almoço pra falar comigo e falava pra mim ligar em um telefone que tinha uma mensagem linda. Eu ligava no telefone fixo e cada dia era uma mensagem de força e fé. Aquilo foi me mantendo vivo e de pé com esperança de sair daquela situação difícil.

Ele disse que agora é só gratidão. É grato a Deus, ao presidente do Grupo Miro Santos “por ter mais uma vez acreditado em meu trabalho e ter me permitido ser Flávio Foster, sem perder minha essência, ao meu pai, meu maior ouvinte, sempre, minha mãe, e a minha família”, disse Flávio Foster, o locutor mais xonado do rádio.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

História da rádio novela em Aracaju, no final dos anos 60


Publicado originalmente no blog jolusi, em 15 de fevereiro de 2015

Resumindo a história da rádio novela em Aracaju no final dos anos 60

Texto, edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Imagens: Arquivo Musibol, Facebook e Google
Salvador, BA (da redação Itinerante)

No final dos anos 60, o saudoso Antonio Teles, um dos grandes seresteiros de Aracaju, criou e apresentou de forma inédita a rádio novela, ao vivo, levada ao ar através da antiga Difusora de Sergipe, com estórias de 5 e de 10 capítulos.

Ao tomar conhecimento que ele dava oportunidade para novos radio-atores, o procurei imediatamente.

Fui submetido a um teste rápido e logo aprovado, passei a participar da estória seguinte.

Cada estória começava na segunda feira e terminava na sexta ou após a apresentação de dez capítulos.

Cada capítulo tinha cerca de trinta minutos diariamente.

Durante determinado período interpretei diversos personagens.


Algum tempo depois, não lembro exatamente, quantos meses, surgiu a oportunidade de produzir a minha própria radio novela.

Isso depois que conheci o também saudoso Edildécio Andrade, que na época era discotecário da rádio Jornal de Sergipe, além de ser crooner do conjunto musical Brasa 10, de Luiz Trindade.

Edildécio conseguiu com o diretor da Rádio Jornal, a liberação do horário da Voz do Brasil e do Projeto Minerva, quando o estúdio estava livre e aproveitamos para gravar os capítulos da rádio novela “TERRA DE ILUSÕES”, escrita por mim.

Geralmente gravávamos um ou dois capítulos diariamente.


Ainda interpretei Sérgio Bueno, o personagem principal da estória.

Convidamos várias pessoas para que pudéssemos selecionar o elenco.

A Rádio Novela estreou numa segunda-feira, as 09h00, mas não lembro a data. Só sei que foi no final dos anos 60 (68 ou 69).



Dentre os funcionários da rádio foram selecionados para compor o elenco: Edildécio Andrade, Luiz Ramalho e José Messias.

Foram destaques ainda na novela: Antonio José e Di Cavalcantti, entre outros.

Texto e imagens reproduzidos do blog: jolusi.blogspot.com