domingo, 4 de dezembro de 2022

Vilermando Orico

Legenda da foto: Vilermando Orico, acompanhado por Antonio Teles, ao violão

Publicação compartilhada do site do Portal INFONET, de 22 de maio de 2009

Vilermando Orico
Por Luiz Antonio Barreto (do blog Infonet) 

O rádio revitalizou a vida cultural sergipana, ampliando o contato de artistas com o público. Ainda que tenha sido criada como emissora oficial do Estado Novo em Sergipe, com o nome de Rádio Palácio, a Rádio Difusora, instalada no prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, construído no final dos anos de 1930, cumpriu um papel magistral levando ao ar as vozes e os instrumentos que davam trilha sonora à vida da capital sergipana. Vozes que ficaram imortalizadas, como a de João Melo, que além de cantar é, ainda hoje, um exímio violonista, compositor aplaudido e produtor vitorioso no Rio de Janeiro, a de Raimundo Santos, que pode ser ouvida, ainda hoje, cantando o Hino do Clube Esportivo Sergipe, neste ano completando um século de “luta e de glória”, a de Antonio Teles, talvez a mais romântica, a de Dão, dando graça ao samba, a de Floriano Valente, com seu repertório de valsas, dentre muitas outras embaladas pela Rádio Orquestra de Pinduca, pelos Regionais de Eutímio, Honor Gregório, João Argolo, Carnera e tantos outros astros de primeira grandeza, que fizeram a radiofonia dos primeiros tempos e abriram caminho para os artistas da atualidade.

Havia um grupo de meninos: Alexandre Diniz, Vilermando Orico, Adilson Alves, o Gravatinha e Edildécio Andrade, buscando espaço entre os ouvintes, ancorados por programas de auditório apresentados por Santos Mendonça, Aglaé Fontes, Nelson Souza, e outros. Cada um com seu estilo, sua voz identificada facilmente, seu repertório. Dentre eles, Vilermando Orico camava mais a atenção dos ouvintes, porque seu pai, o alagoano sergipanizado José Orico, que montou em casa um estúdio de gravação, acompanhava as exibições do filho, gravando-as diretamente do sistema de som dos velhos receptores Mulard, ABC, para os pesados acetatos, que eram, depois, reproduzidos no rádio. Alexandre Diniz, que gostava de cantar sentado, fez carreira como professor de Geografia na Universidade Federal de Sergipe, destacando-se como um dos expoentes da sua geração. Adilson Alves gravou alguns discos, fez shows, mas, com o passar do tempo e o domínio da TV, na qual teve participação, afastou-se. Edildécio Andrade foi mais longe, pois é o violão e a voz do Trio Irakitan, um dos mais antigos grupos musicais do Brasil.

Vilermando Orico tinha uma voz extensa, de fortes agudos, e cantava quase tudo, incluindo as músicas que fazia, ainda menino, como o “dobrado” Terra da Promissão, dedicada a Aracaju, em 1955, ano do centenário da mudança da capital. Cantava e tocava piano, vestindo-se como um astro de Hollywood, com direito a Fã Clube, como o que foi organizado na avenida Carlos Burlamaqui, sob a direção de Cordélia Alves (Presidente), Isabel Silva (Secretária) e Normélia Alves França (Tesoureira), do qual dá notícia testemunhal o professor Vilder Santos. Menino prodígio, bem vestido, Vilermando Orico fez de sua infância um projeto artístico, sempre contando com a presença forte do seu pai. Passada a fase infantil, Vilermando Orico sofreu com a mudança da voz, como tinha ocorrido com Paulo Molin, do Recife, uma jovem promessa de cantor. Foram longos anos fora do rádio e do estúdio de gravação. Dominando o piano, Vilermando Orico passou a tocar teclado e montou um Trio, com o nome de Nino, e fez enorme sucesso nas tardes de domingo, na Associação Atlética de Sergipe, tocando inclusive bossa nova.

O sucesso de Nino como músico em nada fazia lembrar o menino Vilermando Orico. Aquele tempo estava apenas na memória dos amigos de infância, e no arquivo do pai. Depois do sucesso com o Trio, Nino foi para Salvador, como piano-bar, lá casou e depois dos aplausos resolveu aceitar uma proposta do Hotel 4 Rodas, de São Luiz do Maranhão, onde repetiu suas performances, e mereceu os aplausos dos ouvintes. Um dia, na praia com a família, sentiu dor no peito, tratou-se mas morreu, em junho de 1984, como sabe Vilder Santos, aos 42 anos. A voz, muito antes já calada, ficou na lembrança da família e dos amigos, em velhos e estragados acetatos, ou salvos em fitas de rolo. A parte do músico ficou, certamente, na memória dos casais, de homens e mulheres que o viram tocar nos hotéis de Salvador e de São Luiz.

A morte de Vilermando Orico, há exatos 25 anos, interrompeu uma das mais brilhantes carreiras de artista sergipano. Nascido em Viçosa, Alagoas, vindo com poucos anos para viver em Aracaju, aqui criado e aqui revelado como artista múltiplo, de uma capacidade extraordinária para a música, Vilermando Orico, o Nino, trajou os melhores figurinos para circular, ainda criança, entre todos e demonstrar sua intimidade com o microfone. Aracaju não pode esquecer Vilermando Orico.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sábado, 3 de dezembro de 2022

Carla Bigatto da BandNews FM

Publicado originalmente no site PORTAL DOS JORNALISTAS, em 11 de junho de 2017 

Carla Bigatto

Por Redação 

Carla Bigatto é paulistana, formada pela Universidade Estadual Paulista, São Paulo, SP. Está cursando MBA na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo.

Iniciou a carreira como repórter no jornal A Cidade, de Ribeirão Preto, SP. De volta à capital paulista, trabalhou por 3 anos na reportagem do jornal Agora São Paulo, nas editorias de Cidades e Polícia.

Na BandNews FM desde janeiro de 2008, passou por diversas funções, como a edição de reportagens, além da coordenação de rede.

Responsável pelo quadro São Paulo para Paulistanos, Carla Bigatto é também produtora da 9ª edição do Desafio BandNews em Forma, e âncora das noites na BandNews FM.

Passou também a assinar a coluna Tecnologia, com Wharrysson Lacerda veiculada pela Bandnews (96,9FM), de segunda a sexta às 6h55 e 13h17 e no site da emissora. 

Atualizado em dezembro/2014 – Portal dos Jornalistas

Fontes: bandnewsfm

Text e imagem reproduzidos do site: portaldosjornalistas.com.br

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

"Paradinha do Chicão", por Lilian Rocha

Crédito da foto: Imagem reproduzida do site: aracajusaudade

Artigo publicado originalmente no Facebook/Lilian Rocha, em 20 de novembro de 2022

ARACAJU ERA ASSIM...

"Paradinha do Chicão"

Por Lilian Rocha

Fica até difícil imaginar Aracaju dos anos 70, sem os veículos de comunicação que temos hoje...

Nossa primeira (e única) estação de TV (A Sergipe), inaugurada em 1971, era apenas uma criança e sua programação começava às 18 e terminava às 21h...

Para falar com alguém, usávamos o telefone, mas normalmente, só havia um aparelho na casa que, geralmente, ficava na sala. Ou seja, privacidade zero...

Ora, sem celulares, sem internet e sem opções de TVs, nosso companheiro de todas as horas era o rádio mesmo. E rádio AM, pois a FM ainda não tinha chegado por aqui. 

Eram 5 as estações naquele tempo e eu ainda me lembro da ordem de cada uma. Começando da esquerda para a direita, tínhamos a Difusora, depois a Cultura, a Liberdade (bem no meio), a Atalaia e, por último, a Jornal.

Como eu usava o rádio só pra ouvir música, minha estação preferida era a Atalaia. Especialmente das 10 ao meio dia, hora da “Paradinha do Chicão”, apresentada pelo radialista Francisco Carlos. Não tinha roteiro nem nada, mas a seleção musical era simplesmente uma delícia! Ele selecionava as músicas mais pedidas do rádio e ia apresentando-as de trás pra frente, até chegar ao primeiro lugar. 

Nem sei se alguém pedia de verdade, mas isso não tinha a menor importância. A gente confiava no bom gosto dele e ele parecia adivinhar tudo o que a gente queria ouvir.

Como eu estudava à tarde, a ‘Paradinha’ fazia parte da minha rotina diária. Eu tomava banho, me arrumava pra ir ao colégio e almoçava ouvindo Chicão. Eu e a maioria dos sergipanos. O programa passou 12 anos no ar, foi um record de audiência e marcou pra sempre a minha adolescência...

Obrigada, Chicão!

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Lilian Rocha

Postagem original no Facebook > https://bit.ly/3EOKt0w

domingo, 13 de novembro de 2022

Memórias do Rádio: projeto da Funcaju relembra Petrônio Gomes

 

Legenda da foto: Petrônio Gomes - 
Crédito da foto: Arquivo Pessoal Lilian Rocha

Crédito da imagem: Arte - Ascom/Funcaju

REGISTRO de post publicado em 29/04/2022

Publicado originalmente no site PMA, em 29 de abril de 2022  

Memórias do Rádio: projeto da Funcaju relembra Petrônio Gomes

Do caminho ao trabalho à rotina doméstica e momentos de descanso, o rádio sempre esteve presente na vida dos aracajuanos. Grandes nomes de jornalistas, escritores e radialistas fizeram parte da construção da cidade, apresentando programas com suas vozes firmes e singulares, conquistando a todos com originalidade e simpatia. 

Com o intuito de resgatar momentos que marcaram o rádio sergipano, a Prefeitura de Aracaju, com planejamento da Fundação de Cultura da Cidade de Aracaju (Funcaju), oferece à população uma nova aba na plataforma AjuPlay: o Memórias do Rádio. O projeto traz, semanalmente, sonoras do locutor e escritor Petrônio Gomes, reconhecido radialista e cronista da cidade aracajuana. 

O programa a ser relembrado é o “Conversando com você”, que era transmitido pela Rádio Aperipê, no começo dos anos 90. Com mais de 50 episódios, ele apresenta curiosidades gerais da sociedade, além de poemas e crônicas.

O presidente da Funcaju, Luciano Correia, exalta Petrônio Gomes como sendo um dos maiores nomes da época de ouro do rádio sergipano. “Ele simboliza um dos momentos mais ricos da história do rádio local, pela riqueza cultural que representa sua produção radiofônica, do ponto de vista de formato de programas, das crônicas que ele produzia, que escrevia e da forma como ele apresentava”, pontua.

Os episódios estarão disponíveis na plataforma Ajuplay, que contempla várias áreas culturais, como a dança, a música, o teatro, a literatura e o cinema. “Estamos abrindo uma aba para a memória do rádio sergipano. O rádio, que é uma ferramenta a qual está se reinventando no período da internet, mas tem uma memória riquíssima, que se confunde muito com a própria história da cultura brasileira. Sergipe teve uma época de ouro do rádio; tem um rádio pujante, vivo, muito importante para a sociedade. E Petrônio Gomes, dentre outros nomes que fizeram essa época de ouro do rádio sergipano, é um dos mais importantes”, ressalta o presidente da Funcaju.    

Filha de Petrônio Gomes, Lilian Rocha relata, de forma saudosa e admirada, o talento de seu pai em ser um ótimo radialista e escritor. Além de ter sido autodidata, era apaixonado pela inteligência, cultura, raciocínio rápido, memória e possuía um jeito quase didático de explicar alguma coisa.

“Meu pai publicou seis livros, apenas, mas escreveu mais de 1.000 crônicas. Foi a pessoa que mais lindamente escreveu sobre Aracaju. Suas crônicas são fotográficas e repletas de saudosismo. Para que isso não se perdesse com o tempo, resolvi escrever a biografia dele, pois é uma figura que, dada à sua importância cultural, não pode nem deve ser esquecida. Além desse livro, pretendo publicar mais três livros de crônicas dele: um sobre as crônicas que retratam Aracaju; outro sobre as crônicas de cunho religioso, que também são uma preciosidade; e outro sobre os textos que ele publicava no Facebook, que retratam sua última fase como escritor, que vai dos 80 aos 89 anos de vida”, explica Lilian Rocha.

O jornalista Pascoal Maynard comenta que ouvia Petrônio Gomes na rádio, aos domingos, e gostava das suas crônicas. 

“Eu estou remasterizando os áudios que serão relembrados. São mais de 50 episódios, os quais estão em fita cassete. São interessantes porque tratam de curiosidades da época”, comenta Pascoal.

Sobre Petrônio Gomes

Apaixonado pela literatura, pelo rádio e pela cultura, Petrônio Gomes publicou seu primeiro artigo em 1959, no jornal Gazeta de Sergipe, não parando mais de escrever, a partir disso. Tornou-se radialista em 1971, com o programa Rádio Revista, transmitido pela Rádio Cultura. Cronista nato, possui mais de mil crônicas, as quais escreveu por mais de 60 anos, contribuindo para variados jornais. Suas crônicas são conhecidas por certo grau de profundidade, principalmente por possui um cunho religioso.

Seu primeiro programa de rádio foi “Rádio Revista”, transmitido pela Rádio Cultura, em 1971, em que consistia na locução dos mais variados assuntos, com muitas curiosidades. Passou por outras emissoras, porém sua última foi a Rádio Aperipê, com o programa que apresentamos: “Conversando com Você”.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

A Liberdade nas Ondas do Rádio


Facsimile reproduzido do Portal Imprensa
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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Radialista Clenaldo Santos.

Radialista Clenaldo Santos.

Os radialistas Carlos Rodrigues e Clenaldo Santos.
Fotos reproduzidas do Facebook/Clenaldo Santos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Funcaju celebra Dia do Radialista com o Memórias do Rádio

Crédito imagem : Arte - Ascom/Funcaju

Publicação compartilhada da PMA, de 7 de novembro de 2022

Funcaju celebra Dia do Radialista com o Memórias do Rádio

Neste dia 7 de novembro é celebrado o Dia do Radialista. A data oficial para a comemoração é uma homenagem ao compositor, músico e radialista Ary Barroso, que nasceu em 7 de novembro de 1903. Com o intuito de homenagear os profissionais da área, a Prefeitura de Aracaju, através da Fundação de Cultura da Cidade de Aracaju (Funcaju), oferta novos capítulos do Memórias do Rádio. 

Por meio do projeto são veiculadas sonoras do locutor e escritor Petrônio Gomes, radialista e cronista renomado em Sergipe. Com mais de 50 episódios, ele apresenta curiosidades gerais da sociedade, além de poemas e crônicas.

Os episódios do Memórias do Rádio estão disponíveis no Ajuplay, plataforma de streaming criada pela Prefeitura de Aracaju com o objetivo de fazer as produções sergipanas conhecidas e assistidas de qualquer lugar do mundo, de forma gratuita.

De acordo com o presidente da Funcaju, Luciano Correia, “o rádio tem uma importância fundamental na cultura brasileira contemporânea. A Funcaju, inclusive, através da plataforma de streaming AjuPlay, tem uma aba dedicada especialmente à memória do rádio sergipano e seus grandes profissionais. No Dia do Radialista, a Funcaju homenageia os profissionais que atuam nesta área e empenha esforços para que esta atividade se mantenha no protagonista da cultura e da democracia”. 

O AjuPlay pode ser acessado no endereço eletrônico www.ajuplay.com.br

Texto e imagem reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

'Uma voz, tantos sonhos!', por Acrísio Gonçalves de Oliveira

Publicação compartilhada da Coluna APARTE do site JLPOLÍTICA, de 05 de novembro de 2022.

Opinião - Uma voz, tantos sonhos!
Por Acrísio Gonçalves de Oliveira *

Quando comecei a escrever esse texto, João Muniz (1941-2020), o locutor dos meus sonhos, não tinha morrido. Porém, o tempo passou e ele já se foi há mais de dois anos! Atuando por muitos anos na Rádio Esperança de Estância, fazendo diversos programas desde musicais a esportivos, foi na Rádio Mar Azul FM que comandou um programa de esporte, sua área preferida.

Mas, antes de falar desse extraordinário mestre da comunicação sergipana, precisarei recorrer ao campo das reminiscências, revolver lembranças do tempo de meninice, pois João Muniz nelas se encontram. Tendo nascido no começo da década de 1970, num pequeno povoado de Santa Luzia do Itanhy (o inesquecível Retiro), é que em fins desses anos surgem as tais lembranças. Infelizmente, meu nascimento não se deu num momento de alegria da juventude brasileira. Foi bem no período dos “anos de chumbo” da ditadura do Brasil, a qual faria morrer muita gente nas suas sessões de tortura. Por ora, para nossa infelicidade, uma matilha pestilenta tenta achar brilho nesse passado criminoso da nossa história.

Quando estava para nascer, rapidinho teve meu pai que chamar Dona Maria, conhecida por Maria Branquinha. Uma senhora parteira que morava a uns três quilômetros de casa. O parto foi um sucesso! Não tinha sido o seu primeiro trabalho. Quando crescidinho minha mãe a ela me apresentou: “Essa também é sua mãe e você sempre peça a bença a ela”. Assim, quando me via, Mãe Maria rogava que tivesse muito sorte na vida. Rogava a Deus e que de mim sempre tomasse conta. Seus dizeres foram ouvidos. Era uma pessoa de bom coração.

Mãe Maria fumava muito e parecia sentir-se melhor quando fazia isso de cócoras. Ela colocava o vestido entre as pernas e, nos beiços, um cachimbo que fazia muita fumaça. Por isso o cheiro dela era forte, porque exalava de suas roupas o preparo do cachimbo, a fumaça inebriante. De tanto fumar, acho que nem comia direito. Lembro-me perfeitamente do jeito, da forma de ser de Mãe Maria. Quando a conheci já era idosa, bem magrinha, de pele engelhada e voz fina. Além de fumar ela costumava tomar muita cachaça e cuspir bastante. Morava numa casa de taipa e telha, no caminho que seguia do Retiro para o Candeal, hoje um bairro de Estância.

A cachaça se aprofundou quando morreu Xeleléu, único filho. Nutrindo carinho especial, minha mãe a chamava de “Cumade Maria Branquinha”. Quando se referia a ela e lembrava dos seus cuidados para comigo, sorria e enchia de lágrimas os olhos. Minha mãe tinha um cheiro característico, cheiro materno. Porém, já se foram as duas e o cheiro de ambas há muito desapareceram dos meus sentidos!

Estudei as quatro primeiras séries na Escola Municipal Esmeraldo Vieira da Costa, que foi construída, coincidentemente em 1970, no ano em que nasci. Esse fato minha mãe sempre fazia questão de me lembrar. Escola pequena. Todas as séries se espremiam numa sala só. O professor era Antônio (também falecido), um tio meu, irmão da minha mãe. Tempos depois, ao perceber que na denominação da escola começava com o nome do meu pai, então lhe perguntei se era uma homenagem a ele. Para minha tristeza, disse não! Seria algo muito incomum, uma escola ter nome de gente do roçado, de preto semianalfabeto. Na verdade, tratava-se de uma homenagem que o município fez a um prefeito. Ele governou Santa Luzia em fins dos anos 1940.

A minha infância também foi tangida pela magia do rádio. A caixa falante. Quando menino, além das canções que ali tocava não recordo de outra voz senão a de João Muniz. Uma voz enxuta, limpa e apaixonante. Era a voz que contrastava com a escuridão das noites do pequeno povoado, competindo nos invernos com o canto dos sapos nos brejos próximos ao indígena Rio Aritiquiba. Casa mais afastada das demais e, na época, iluminada à candeeiro - sempre posto em um pequeno cepo sobre a mesa - ouvíamos o rádio bradar colocado sobre uma velha banquinha. Na nossa casa éramos praticamente cinco: eu e meu irmão (Anísio, já falecido), meu pai e minha mãe, além de João Muniz, no rádio. As minhas irmãs, Ana Maria e Maria Angélica, embora tenham sido ouvintes do nosso ilustre radialista, já não moravam mais com a gente.

O tempo foi passando e eu fui guardando uma imagem nítida do meu fã. Imaginava-o bem forte, de rosto meio largo. Foi com essa imagem que convivi escutando a Rádio Esperança durante muitos anos. Jamais passou por minha cabeça que o locutor dos meus sonhos fosse uma pessoa com deficiência visual. Não imaginava que estivesse escutando um gênio da memória!

Meu pai era “um pobre ousado” e adquiriu o rádio Teleunião - com sua armação de madeira - marca famosa, de som muito potente. Ele sempre lembra com muito orgulho que seus “vizinhos” – à cerca de cinco quilômetros! - diziam escutar o som do seu rádio. Só que na minha época o aparelho já se achava decadente, de som meio embolado e com o fundo apodrecido, o que facilitava a entrada de baratas. Se de repente o rádio parava de tocar, então meu pai dizia: “aí é a barata!”. E isso de barato não tinha nada! Sendo a pilhas (seis), algumas delas às vezes explodiam e isso deixava “Seu Esmeraldo” bastante nervoso.

O tempo que eu mais convivia com a voz de João Muniz eram às noites, no Programa Boa Noite Nordeste. Também passei a ouvi-lo em A Esperança Nos Esportes, pois o meu tio Antônio, acima citado, tinha um time de futebol competitivo chamado “América Futebol Clube”. O resultado dos jogos acompanhava também pela emissora na voz alegre e vibrante de João Muniz. Outro programa que ele fazia com mestria e muita alegria era o Meia Hora no Sertão, com o Trio Sertanejo. O referido programa trazia como fundo musical a canção “Onde Tu Tá Neném” (composição de Luiz Bandeira), na voz do Rei do Baião. Fizemos uma busca, com o objetivo de resgatar ao menos uma “fita K-7” com um dos programas, ou uma chamada sobre ele, mas infelizmente, nada conseguimos. Nem mesmo com um dos integrantes do programa. É possível que até nem exista algo preservado acerca do dito programa na própria emissora.

Nos oito anos que passei como um humilde locutor da Rádio Esperança, sempre no finalzinho de tarde, tinha como companheiro João Muniz. Uma coisa muito boa, porque ele foi um professor amigo. No final da Esperança nos Esportes, nos divertíamos ao som do violão, tocado muito bem por ele. Para realçar, José Félix, o diretor da emissora, também participava com seu clarinete. Enquanto eu, fazendo às vezes de cantor, capengava nas notas musicais.

João Muniz havia chegado em Estância ainda garoto e era natural da cidade de Indiaroba. Chegou com sua mãe de canoa pelo Porto d’Areia. Para nossa sorte, findou se tornando mestre navegante das ondas radiofônicas estancianas.

Ele não tinha olhos para ver, é bem verdade. Contudo, a força da sua voz serviu de guia para muitos radialistas que por ali passaram. O nosso locutor, um embalador de sonhos, artista notável, raro no Brasil, foi um radialista cuja visão não se iguala a nenhum outro!

* Escritor, radialista, professor do Estado e da Rede Pública de Estância.

Texto e imagem reproduzidos do site jlpolitica.com.br

Radialista Marcos Couto

Legenda da foto: Marcos Couto e Chico Melodia, na entrada da FM Aperipê, em Aracaju-SE.

Marcos Couto na rádio Aperipê FM
Fotos reproduzidas do Perfil do Facebook/Marcos Couto

terça-feira, 25 de outubro de 2022

7 filmes para comemorar o centenário do rádio

Publicação compartilhada do site NOS BASTIDORES, de agosto de 2022

7 filmes para comemorar o centenário do rádio
Por Gabriel Danius

Hoje a internet reina como meio para se conseguir informações de forma praticamente imediata com os acontecimentos que vão surgindo. Mas muito antes o rádio foi soberano como meio de se receber informações do mundo. Alguns film­­es abordam a paixão pelo rádio, enquanto outros usam o meio como pano de fundo para suas tramas, deixando-as mais realista e mais convencional.

O Rei da Baixaria (1997)

Cinebiografia do contraditório radialista Howard Stern é um prato cheio para quem quer conhecer mais sobre Stern e também entender como criou um estilo próprio ao apresentar seus programas de maneira completamente insana. Longa foi inspirado no livro biográfico do radialista, e é bastante interessante o resultado final, pois faz uma personalidade que não é muito celebrada fora dos EUA a se tornar conhecida. Uma curiosidade é que Stern interpreta a si mesmo no filme.

Longwave – Nas Ondas da Revolução (2013)

Para quem gosta de produções que retratem momentos históricos Longwave é um prato cheio. Longa retrata do ponto de vista de dois jornalistas suíços que trabalham para uma rádio e foram enviados a Portugal com a finalidade de fazer uma matéria, mas acabam mudando a pauta a partir do momento que acontecimentos vão surgindo ao longo da abordagem, pois em 1874 acontecia no país a revolução operária, na qual depôs o regime ditatorial que estava em vigor no país.

É um verdadeiro achado esse filme francês, uma pena ser tão desconhecido do grande público. De modo simples o longa traz a sua mensagem com eficiência ao contar uma história real a respeito de um momento conturbado de Portugal.

Os Piratas do Rock (2009)

O principal ponto a ser levado em conta neste longa dirigido por Richard Curtis (Questão de Tempo) é a ótima trilha sonora, composta por nomes como The Beach Boys, The Who, David Bowie entre outros. Filme foi vagamente inspirado na conhecida Radio Caroline, que foi criada em 1964 para bater de frente contra o monopólio da época da rádio BBC, e também com uma motivação peculiar: de tocar rock em alto mar, sendo assim alcançaram uma audiência de 25 milhões de pessoas

É uma boa história, mesmo sendo um pouco bobinho em alguns momentos, entrega diversão ao público. Vale a pena assistir para conhecer mais sobre como eram realizadas as transmissões no período e para aqueles que gostam de música de qualidade.

A Vastidão da Noite (2019)

A ideia por trás desse bom sci-fi é o de colocar o rádio como pano de fundo para a narrativa principal. O grande problema dele é que a trama, mesmo sendo inteligente, é um pouco arrastada e o próprio mistério em si a respeito da frequência estranha que surge no rádio.

Há um suspense bem desenvolvido sobre uma possível invasão alienígena, mas nada aparece de fato sobre os aliens em si, apenas nos últimos minutos e rapidamente. Portanto, quem busca um entretenimento com explosões, tiros e bombas não irá encontrar isso nessa ficção-científica.

Fale Comigo (2007)

Ralph “Petey” Greene pode não ser um nome muito conhecido do público, mas sua importância é constatada nesta obra que aborda o poder de comunicação do rádio, com Greene falando sobre assuntos importantes e sendo ouvido por todos a respeito do tema.

A crítica social que a produção apresenta – a história se passa nos anos 60 – sobre a conscientização negra e a também sobre os direitos civis, se tornando um dos grandes ativistas do período.

A Era do Rádio (1987)

Woody Allen faz uma bela homenagem ao rádio como veículo de comunicação e também como meio que tinha um grande valor emocional e mexia com a imaginação das pessoas que o ouviam, já que o período retratado no longa as televisões não tinham a rapidez em comunicar que o rádio tinha.

Para os saudosistas que cresceram ouvindo rádio é uma boa pedida assistir A Era do Rádio, e também funciona como reprodução de uma época que já passou.

Bom dia, Vietnã (1987)

Essa é outra produção que trata da rápida difusão do rádio como meio de comunicação, em que o descontraído Robin Williams surge para dar uma dinâmica divertida em um filme com uma necessidade de carga dramática e que demanda de um tom crítico sobre a Guerra do Vietnã.

A atuação de Robin Williams é espetacular, prendendo o espectador na cadeira, tanto que recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de melhor ator em 1988.

Texto e imagens reproduzidos do site: nosbastidores.com.br

domingo, 16 de outubro de 2022

Programa Fôlego, aos domingos, Rádio Bandeirantes de S.Paulo


RICARDO CAPRIOTTI - Jornalista esportivo da rádio Bandeirantes de S. Paulo

Por Túlio Nassif

Ricardo Tadeu Capriotti Sanches, mais conhecido como Ricardo Capriotti, nasceu no dia 22 de outubro de 1966, em Osasco-SP.

 Iniciou sua carreira na Rádio Difusora Oeste de Osasco, em 1983, como produtor. Mais tarde trabalhou na Rádio Cacique de Sorocaba, na Rádio Educadora de Campinas e na Rádio Gazeta de São Paulo, sempre como repórter, e na Antena 1, foi locutor da programação musical.

 Chegou à Rádio Bandeirantes de São Paulo exercendo a função de repórter, mas foi atuando como âncora em programas esportivos que Capriotti ficou reconhecido.

 Capriotti começou a se destacar na mídia pela maneira como trabalhava. Isso favoreceu sua ida para a TV Gazeta de São Paulo, posteriormente no Canal 21 e na década de 90 tornou-se comentarista no programa do meio-dia da TV Bandeirantes, com apresentação de Milton Neves. Também fazia comentários sobre esportes para a Band News.

 É funcionário da Rádio Bandeirantes de São Paulo há mais de dez anos. Na televisão, trocou a Rede Bandeirantes pela Rede Record, em 2002. Na ocasião, Capriotti foi convidado para apresentar o jornal "Cidade Alerta" e participar de transmissões esportivas. Apresentou também na Rede Record o programa "Direitos Humanos" e trabalhou na Record News.

 Foi presidente da ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), cargo que deixou no começo de 2010.

Mais tarde, Capriotti voltaria a trabalhar na Rede Bandeirantes, no Band Sports e na Rádio Bandeirantes-AM.

 Capriotti ao lado de Sérgio Patrick apresenta o programa Fôlego, que ao vai ao ar todos os domingos, das 8h30 às 9h, e de segunda a sexta durante a programação esportiva na Rádio Bandeirantes.  

O "Fôlego" aborda os aspectos mais importantes sobre treinamentos de corridas de rua e equipamentos para a prática esportiva responsável, saúde e nutrição.

 Ricardo Capriotti é casado com Elisabete Stampetta Capriotti Sanches. O casal têm uma filha e um filho. Capriotti é da cidade de Osasco-SP e não apenas fala sobre prática esportiva, mas é um amante do pedestrianismo e, sempre que pode, participa de provas de longa distância.

Texto e imagem reproduzidos do site: terceirotempo.uol.com.br

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PODCAST FÔLEGO - Ouça clicando Link na coluna ao lado >

Informações

O Fôlego é um podcast comprometido com a corrida de rua e atividade física em geral. Apresentado pelo jornalista e corredor Ricardo Capriotti, as edições contam com suporte de colunistas médicos, treinadores, fisioterapeuta, nutricionista e psicóloga, além de entrevistas inspiradoras e uma trilha sonora contagiante. Oferecer informação de qualidade para esportistas iniciantes e avançados, incentivar a prática da atividade física, adoção de hábitos saudáveis e mudança no estilo de vida dos ouvintes são os princípios do programa.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

100 Anos do Rádio no Brasil

Publicação compartilhada do site SOU MAIS CULTURA, de 9 de setebro de 20229 de set.

“Nossa Opinião”: 100 Anos do Rádio no Brasil

Prezados ouvintes: 

Há 100 anos, o Brasil tem a presença sonora do rádio, que, aos poucos, foi ganhando o gosto e o apoio dos brasileiros e, por isso, penetrou os mais remotos rincões do País, levando entretenimento, formação e informação, tornando, desta forma, a maior companhia dos brasileiros e das brasileiras, neste século de tantas aventuras e de enormes superações.

Independentemente de quem é o considerado o pai da radiofonia, com destaques para o Padre gaúcho Roberto Landell de Moura, ou, ainda, quem é a emissora pioneira, no Brasil, se a Rádio Club de Recife, ou a Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro, a presença do Rádio, nos ares brasileiros, foi uma conquista que mudou a cara do Brasil, unindo este imenso território, de dimensões continentais, com a chamada era do ouro, período em que o rádio despontou como o entretenimento mais procurado em todo o território nacional.

Foi o período do radioteatro, das radionovelas, quando autores e atores se transmutaram para o rádio, fazendo o Brasil parar, debruçando-se sobre os enormes receptores, privilégio das famílias mais abastadas, mas que comportavam o imperioso dever de acolher os vizinhos e amigos, para a descontração comunitária. O tino comercial de Ademar Casé, grande pernambucano radicado no Rio de Janeiro, foi o estopim para a grande largada desse tipo de programação, quando o rádio passou a divulgar a propaganda das empresas privadas, que passaram a ser a força econômica das emissoras do Rio de Janeiro.

Com os chamados programas musicais de auditórios, com os calouros, a rádio se tornou a maior promotora de artistas, da música e do teatro, em todo o país. Não fosse o rádio, muitos talentos teriam se perdido, pois não alcançariam a fama que as emissoras de rádio lhes proporcionaram. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o Brasil começou a se conhecer, pois as informações e a boa música, com o regionalismo presente, foi-se tornando realidade palpável.

A Rádio Cultura de Sergipe, que a há mais de seis décadas, tem presença cativa no coração dos ouvintes de todo o Nordeste,  foi instrumento divulgação e de lançamento de inúmeros artistas, músicos de qualidade, que foram lançados pelos shows de calouros, que a Cultura oferecia a seus nobres e fiéis ouvintes. 

Que prazer, neste centenário, contar seis décadas de história, engrossando a fileira dos bem-sucedidos profissionais do rádio! Que alegria, saber que o MEB teve, nas ondas sonoras da Rádio Cultura, voz e vez! Que o Evangelho fora anunciado e testemunhado; que a Igreja proporcionou a Eucaristia e as orientações cristãs a tantas famílias sergipanas e de além-fronteiras! Que Beleza, saber que o Jornalismo ético, competente e instrutivo foi responsável por informar e formar a consciência cidadã dos ouvintes do rádio brasileiro, pela arte, competência e dedicação dos inumeráveis profissionais que emprestaram sua voz à Rádio Cultura.

O Brasil está em festa, pelos duzentos anos de independência e pelos cem anos do Rádio em seus ares. A Rádio Cultura integrante dessa história, rende uma ação de graças a Deus, pelo que de bom foi feito pelo rádio: cultura, informação, música, descontração, espiritualidade, ciência, saber, cidadania e apoio à democracia. Viva o rádio brasileiro, que continuará intrépido, apesar de outros meios importantes como a TV e a internet. Nada, absolutamente nada, tirará o brio, a pujança e a nobreza do rádio. E o rádio brasileiro dá um show de competência e de dinamismo!

Parabéns ao Rádio.

Essa é a nossa opinião.

(veiculado no Programa “Linha Direta” do dia 09 de setembro de 2022)

Portal C8 Notícias  

Foto: Correio Braziliense/divulgação

Texto e imagem reproduzidos do site: soumaiscultura.com

Rádio Cultura de Sergipe inicia os testes em FM 107.5


Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 12 de outubro de 2022

Rádio Cultura de Sergipe inicia os testes em FM 107.5

A montagem do transmissor já foi finalizada

Após 63 anos operando em Amplitude Modulada (AM), a Rádio Cultura de Sergipe chega a um dos mais esperados momentos em sua história: a migração para FM 107.5. E ela começou pra valer nesta terça-feira (11), em fase de testes. Nesta quarta-feira (12), a transmissão da Cultura em FM começou às 8 horas e seguirá até às 19h, com missas, apresentações de programas nas duas paróquias, além de participação dos peregrinos.

A montagem do transmissor, localizado no Morro do Urubu, em Aracaju, já foi finalizada. “Fico muito feliz em vir a Aracaju e ver mais um grande projeto nascer. A Rádio Cultura tem uma grande história e hoje dá um passo em modernidade e avanço na sua qualidade”, afirmou Paulo Santos, o técnico da empresa responsável.

Ele também destacou os próximos passos para a entrada em definitivo do sinal. “Finalizada a montagem, procederemos agora a ligação dos links que estarão na sede da emissora e também aqui no parque tecnológico. Teremos potência máxima de 18kW de potência, sendo uma das rádios mais potentes de Sergipe”, ressaltou.

O Coordenador Técnico da Cultura, Alysson Andrade, reafirmou a importância da migração, como “questão de sobrevivência”. “Os rádios AM que ainda existem têm grande interferência, por conta das frequências, por exemplo de celular. Por isso, a migração da Rádio Cultura é, sem dúvidas, um caminho de avanço e de melhoria na sua qualidade, que será sentida pelos sergipanos”, analisa Alysson.

Nova programação

Segundo Marcos Simões, Diretor de Programação, a emissora começará a apresentar aos seus ouvintes os novos caminhos da grade. “É claro que, com tudo novo, precisamos também nos atualizar. Com a programação não será diferente. Já estamos trabalhando nisso há um bom tempo e agora, com as questões técnicas finalizadas, teremos a alegria de iniciar os novos programas da emissora, que serão apresentados, em breve, aos nossos ouvintes, já que estaremos operando em AM e FM pelos próximos meses”, relatou.

Primeira transmissão FM

O diretor de programação da Rádio Cultura também lembra o marco que será a primeira transmissão na frequência modulada. “Vale pontuar que, neste 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Cultura já iniciou a programação também na FM. Para isso, estaremos em duas paróquias da nossa Arquidiocese: Conjunto Bugio e na cidade de Aparecida. Será um momento histórico e especial. Esperamos nossos amados ouvintes nesse momento“, convida Marcos Simões.

Fonte e fotos: Portal C8 Notícias

Texto e imagens reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Estúdio da rádio UFS FM, no município de São Cristóvão - SE.

Foto reprodduzida do Facebook/Rádio UFS FM

"Amo rádio e a comunicação pública" (Juliana Almeida)




Postagem compartilhada do Perfil Facebook/Juliana Almeida, de 03/10/2022 

"Ontem voltei pra casa! Quase 8 horas de transmissão que passaram voando. Amo rádio e a comunicação pública. Agradeço por nunca esquecerem de mim... a Rádio UFS é parte da minha vida!! 🥰🥰🥰 @netojosafa @marcoscardosojornalista @mairabittencourt_ gratidão 🙏" (Juliana Almeida).

Texto e imagens reproduzidos do Facebook/Juliana Almeida/Rádio UFS FM.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Sterts realiza evento comemorativo ao Dia dos Radialistas

Legenda da foto: Diretoria Sterts 

Legenda da foto: Houve apresentação de bandas, homenagens e sorteios - (Créditos das fotos: divulgação)

Publicação compartilhada do site do Portal INFONET, de 26 de setembro de 2022 

Sterts realiza evento comemorativo ao Dia dos Radialistas

Na tarde do último sábado, 24, a diretoria do Sindicato dos Radialistas de Sergipe (Sterts), realizou o evento alusivo ao Dia dos Radialistas, que tem como data comemorativa o dia 21 de setembro. A programação começou pela manhã, com a decisão da Copa Radialista Reinaldo Moura, sagrando-se campeão o time do Sterts. A tarde, no Gonzagão, houve apresentação de bandas, homenagens, sorteios e o tradicional comes e bebes.

Copa

O desporto esteve na programação com a Copa “Radialista Reinaldo Moura”, que teve início no último dia 3 de setembro, sendo concluída na manhã deste sábado, 24, na Estação Radialista Carlos Magno – Bugio. A diretoria do Sterts aproveitou para homenagear nomes que deixaram sua valorosa colaboração quando estiveram na vida terrena, nos troféus. A final, envolvendo as equipes do Sindicato dos Radialistas e TV Atalaia, finalizou com a vitória do Sterts, por 3 a 1. Além do bicampeonato e o troféu de campeão que levou o nome do inesquecível Reinaldo Moura, apontou o goleiro menos vazado, Thiago, que recebeu o troféu radialista Carmem Mesquita e o craque da Copa, Caio Brandão, com o troféu Fernando Souza.

O segundo colocado, no caso a TV Atalaia, recebeu o “caneco” que homenageou o comunicador Maurício Lobão. Já a terceira posição ficou com o quadro da Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS), com o troféu repórter policial Coutinho de Gouveia, que também, teve o artilheiro com quatro gols assinalados na competição, Everton Pirambu, recebendo o troféu repórter cinematográfico Dedé Simões.

A segunda parte do evento promovido pelo Sterts em comemoração alusiva ao Dia dos Radialistas, aconteceu no período da tarde se estendendo até o anoitecer, quando foram registradas entregas de premiação, homenagens, sorteios, apresentação de bandas e o tradicional regabofe.

Homenagens

Receberam a Comenda “Radialista Jorge Prado Leite”, o filho do homenageado, o empresário e radialista Ivan Leite, que teve a oportunidade de falar um pouco sobre a vida de seu pai, um dos pioneiros na comunicação em Sergipe, fundador da Rádio Esperança – em Estância, e ficou conhecido pela alcunha de “Um homem chamado trabalho”.

O Deputado Bosco Costa (PL), também foi contemplado com a comenda, pelos relevantes serviços prestados à radiofonia sergipana, “abrindo portas” em Brasília, em benefício da categoria. O Secretário Chefe da Casa Civil, José Carlos Felizola, pelas ações entre o Governo do Estado na relação com a diretoria Sterts.

Um outro nome que não podeira ficar fora do contexto foi do ex-presidente da entidade que agrega à categoria de radialistas no estado e que, hoje coordena nacionalmente da Federação dos Radialistas – Fitert, Fernando Cabral, que aproveito para agradecer pela lembrança do seu nome.

“Quero agradecer a belíssima homenagem prestada pelo nosso Sindicato ao meu nome. A comenda Radialista Jorge Prado Leite, é um símbolo de reconhecimento de nossa categoria. Muito obrigado a todos pela homenagem, e que teve uma festa brilhante”, ressaltou o coordenador da Fitert Fernando Cabral.

No andamento do evento foram entregues pela diretoria da entidade, certificados de “honra ao mérito” a radialistas que contribuíram e seguem praticando a boa informação em suas opiniões nas apresentações de programas, seja na área artística, jornalística e esportiva ou operacional nas emissoras existentes em nosso estado. Radialistas como: Carlos Batalha, Raimundo Macedo, Jairo Alves de Almeida, José Antônio Marques, Paulo Santos, Robson Tavares, Stênio Brandão, entre outros nomes da radiofonia sergipana.

O presidente do Sindicato dos Radialistas Alex Carvalho, destacou a importância de comemorar num dia tão importante para a categoria, levando animação e um social com direito a prêmios, homenagens e sorteio numa parceira com órgãos do estado, empresas privadas e homens públicos.

“Para nós do Sindicato dos Radialistas foi importante a confraternização, o lado social, fechando o mês dos radialistas, o dia 21 de setembro. Esse ano foi bastante proveitoso. Fizemos reformas em nossa sede, envolvendo acessibilidade na entrada do Sindicato, reforma do telhado, eliminamos infiltrações existentes, pintamos toda sede de nossa instituição. Para o próximo ano pretendemos ampliar uma sala para realização de cursos e treinamentos. Contamos com a realização da Copa “Radialista Reinaldo Moura”, sagrando-se campeão o combinado Sterts/Senac. Apresentações das bandas Forró Brasil, Missinho do Acordeon e Erick Souza, além de Paula Brasil. Fiquei muito feliz pela participação de nossa categoria em seu evento”, destacou o dirigente maior do Sterts Alex Carvalho.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Rádio Cultura começa a operar em FM a partir de 12 de outubro

Publicado originalmente no site HORA NEWS, em 14 de setembro de 2022

Rádio Cultura, emissora católica de Sergipe, começa a operar em FM a partir de 12 de outubro

Na manhã desta terça-feira, 13, a direção da Rádio Cultura de Sergipe acompanhou o início da montagem da nova antena que será responsável pelo envio do sinal de Frequência Modulada (FM) em 107,5, novo prefixo da emissora.

Além da antena, toda a estrutura de cabos também foi alocada e aguarda a chegada dos transmissores para início das operações.

“Iniciamos hoje a montagem do nosso sistema irradiante aqui no morro do urubu, no Parque da Cidade, que conta com uma antena de oito elementos e 20 metros de cumprimento, dipolo com refletores. A nossa previsão é de trabalhar com 15 a 18 kilowatts de potência máxima, chegando, acreditamos, a quase todo Sergipe”, explica Alysson Andrade, coordenador técnico da emissora.

Segundo o diretor de programação da Cultura, Marcos Simões, a etapa chega à fase de conclusão.

“Desde a nossa chegada, há pouco mais de dois anos, já vislumbrávamos a migração da nossa emissora para FM, algo tão falado e necessário há muito tempo. Hoje, temos a alegria em ver que, além dos estúdios novos, programações modificadas, temos o parque tecnológico sendo montado. Com isso, aguardamos apenas a chegada dos transmissores e, em seguida, a tão sonhada migração”, disse.

Simões comunica ainda que já existe uma data para que ocorra a ligação oficial do sinal de FM.

“No dia da Rainha do Brasil. Sim, no dia 12 de outubro, data tão importante para a Igreja no Brasil, nós daremos início a esse momento de tamanha expectativa para os ouvintes da emissora”, afirma.

Fonte: Rádio Cultura

Foto: Marcos Simões

Texto e imagem reproduzidos do site: horanews.net

domingo, 18 de setembro de 2022

Wellington deixa um grande vácuo no jornalismo esportivo

Foto reproduzida do programa Expressão/Aperipê TV e postada pelo blog

Texto publicado originalmente no site FAXAJU, em 9 de setembro de 2022

Radialista Wellington Elias morre em sua residência e deixa um grande vácuo no jornalismo esportivo e social de Sergipe

O radialista Wellington Elias, uma das vozes que marcaram a história do rádio sergipano, Wellington Elias, o “Diabinho”, como era carinhosamente chamado, faleceu aos 90 anos nesta sexta-feira (08), em sua casa. Ele era o radialista mais antigo de Sergipe.

Também chamado de “comentarista do povo”, Wellington Elias começou sua carreira na Rádio Difusora, emissora oficial do Estado, mas também acumulou passagens pela imprensa escrita, sendo um dos pioneiros do colunismo social na Gazeta de Sergipe e ainda pela TV Atalaia.

Torcedor declarado do Sergipe, o radialista chegou a atuar como técnico na década de cinquenta, comandando o Olímpico e o Cotinguiba. A radialista Wellington Elias tornou-se referência para a comunicação sergipana porque, ao longo de sua trajetória, conseguiu transpor as barreiras da sua época.

Texto reproduzido do site: faxaju.com.br

terça-feira, 13 de setembro de 2022

O Diabinho Wellington Elias descansou...

Publicação compartilha do site JLPOLÍTICA, de 12 de setembro de 2022

Opinião - O Diabinho Wellington Elias descansou e certamente vai se haver bem com Deus!

Por Edson Júnior (Coluna Aparte)

A crônica esportiva sergipana perdeu na sexta-feira passada, dia 9, um dos seus maiores expoentes. O mestre do rádio e da televisão, Wellington Elias da Paixão, o querido Diabinho, como era carinhosamente tratado no meio esportivo, morreu aos 95 anos. O corpo dele foi sepultado no sábado, 10, no Cemitério Colina de Saudade, em Aracaju. Ele e sua essência, no entanto, jamais morrerão.

O rádio e a televisão sergipana praticamente nasceram com Wellington Elias, e gerações de cronistas foram formadas por esse mestre do improviso. Da notícia respeitada. Com o Diabinho, não tinha pauta, nem produção. A coisa era feita no gogó, do jeito que o povão entendia. E assim conquistou o coração dos sergipanos.

Wellington Elias não tinha papas na língua. Mandava um “vá se arrombar” e um “vá pra casa da peste” em seus comentários sem qualquer cerimônia. Mas o fazia sem nenhum vestígio de ódio, nem em busca cega por audiências. Era pura figura de linguagem que divertia a quem o ouvia, mas advertia os personagens alvos da crítica.

O Diabinho falava o que pensava em sua “pauta” de improviso, e sem machucar ou agredir ninguém. E no elogio, não fazia bajulação. Tinha a justa medida do que dizia, assim como fazem todos os mestres. Wellington Elias era dos bons.

No costumeiro gesto crítico do polegar pra baixo, seguido do labial “pruuuuuuuu”, que fazia em muitas das suas crônicas, a galera ia ao delírio e entendia o tom da crítica cáustica. O gesto virou bordão nos bate-papos de boleiros. E virou sinônimo de genuíno.

Era comum no calçadão da João Pessoa se ouvir um “pruuuuuuuu” dos cronistas populares. Quem passava e ouvia aquele “pruuuuuu”, sabia que ali existia um Wellington Elias. Na crônica esportiva, ele era onipresente!

Suas duas paixões no futebol, me advertiu o amigo Elton Coelho em um comentário no instagram: o Botafogo e o Sergipe.

Agora, no seu descanso eterno, nosso irreverente Wellington Elias deixa uma silenciosa crônica cravada para sempre no coração de todos que o ouviram e que o viram ditando decência no rádio e na TV. Seu nome está no panteão da crônica esportiva sergipana.

O Diabinho, com suas generosas diabruras, deixa saudade e não tristeza. Esse sentimento ele não carregava, nem passava para seus ouvintes ou telespectadores. Ele era a alegria personificada em comunicação social. O personagem ranzinza no microfone ou em frente às câmeras era um ser humano de pura beleza e vasta gentileza.

Wellington Elias fez e disse tudo o que quis, sem medo de expor suas opiniões. Era autêntico, e quem não gostasse da crítica recebia aquele um “vá se arrombar” com o sorriso maroto do travesso Diabinho.

Com a partida dele, ficam a saudade e o agradecimento por toda contribuição e momentos de alegria que Wellington Elias proporcionou ao rádio, à televisão, mas, principalmente, aos seus telespectadores e ouvintes.

Hoje não tem "pruuuuu". Hoje é dia de um salve Wellington Elias! Valeu, Diabinho: que você certamente possa se haver bem aí com Deus.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br