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quinta-feira, 11 de julho de 2019

REGISTRO DE PUBLICAÇÃO > Alceu Monteiro (1945 - 2015)

Alceu Monteiro (Foto: Arte: GloboEsporte.com)

REGISTRO DE PUBLICAÇÃO de 8 de outubro de 2015.

Publicado originalmente no site Globo Esporte SE., em 08/10/2015 

 Aos 70 anos, cronista esportivo Alceu Monteiro morre de insuficiência renal

Em Sergipe, ele atuou nas seguintes rádios: Jornal AM, Cultura AM, Liberdade AM, Atalaia AM e Difusora AM (hoje Aperipê), Princesa da Serra (Itabaiana) e 103 FM

Por Osmar Rios

No início da manhã desta quinta-feira, a crônica esportiva sergipana se despediu de um dos primeiros integrantes. Segundo a família, Alceu Monteiro estava internado há cerca de um mês em um hospital particular da capital e morreu por complicações de uma insuficiência renal, aos 70 anos. Ele é natural de Alagoas, mas como os pais eram de Laranjeiras, veio ainda pequeno morar em Sergipe. Quando jovem estudou em Aracaju no Colégio Atheneu. Alceu também era formado em Letras Português-Inglês, e bancário. Mesmo aposentado ainda trabalhava no Banco do Brasil. Além disso, ele já presidiu a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB/SE) e a Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS).

Alceu começou em 1959 no rádio, parou em 1966 e depois voltou. Ele foi um dos primeiros narradores do estado. O cronista conhecido como "o professor de bola" completou 50 anos de rádio em 2009 e considerava como um dos seus grandes momentos a participação na cobertura da Copa do Mundo de 1986 (México), pela Rádio Jornal AM de Sergipe. No início da trajetória dele, trabalhou em serviços de alto-falantes no interior, participou de um programa de rádio para estudantes, foi também repórter esportivo e, mesmo sem narrar, era convidado a fazer a abertura de jornada. Mas foi como comentarista que ele se firmou no rádio sergipano.

- Era um grande amigo. Trabalhei com ele na Jornal, na Cultura e na Atalaia, todas AM. Era um camarada muito tranquilo, democrata. Se juntar tudo, dá uns 10 anos de convivência no rádio. Não tinha confusão com ninguém. Ah, e era um grande torcedor do Confiança. É uma lacuna muito grande que fica a partir de hoje na crônica sergipana - afirmou o narrador da Liberdade AM, Antônio Barbosa.

Em Sergipe, Alceu Monteiro atuou nas seguintes rádios: Jornal AM, Cultura AM, Liberdade AM, Atalaia AM e Difusora AM (hoje Aperipê), Princesa da Serra (Itabaiana) e 103 FM. Fora do estado apenas na rádio Olinda, em Recife/PE. O corpo do radialista será enterrado no final da tarde no cemitério Colina da Saudade.

- Trabalhou comigo na Rádio Cultura, na fundação da equipe esportiva, em 1967.Era a maior equipe de esportes do rádio sergipano. Ele era um homem muito ético, inteligente, muito exigente com ele nas coisas. Além de ser muito eficiente e enquanto esteve no rádio foi muito dedicado e prestativo - comentou o narrador da Rádio Jornal AM, Carlos Magalhães.

Texto e imagens reproduzidos do site: globoesporte.globo.com/se

sábado, 10 de outubro de 2015

Alceu Ezequiel Monteiro (1945 - 2015)

Foto reproduzida do Facebook/Maurício Gentil.

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Adeus a Alceu.
Por Ivan Valença.

Com o passar dos dias, Sergipe vai ficando
menor por conta da perda, para a senhora morte,
de personalidades que agora nos fazem falta.
Há poucos meses foi-se o querido intelectual
Ezequiel Monteiro. Esta semana, uma crise de
insuficiência renal levou o também querido Alceu
Monteiro, aos 70 anos de idade. Lembro que
conheci Alceu como locutor de horário na Rádio
Cultura, ao tempo em que eu e José Carlos Monteiro
fazíamos programa sobre Cinema na Rádio
Cultura de Sergipe. Depois nos encontramos na
Faculdade Católica de Filosofia, no mesmo curso
de Letras, Inglês/Português, onde estudava
também aquela que viria a ser sua mulher, pelo
resto do tempo: Sônia Gentil. Mesmo funcionário
do Banco do Brasil, nunca abandonou o
rádio e a crônica esportiva, escrevendo para
vários jornais, um deles a “Gazeta de Sergipe”,
onde o escriba era editor. Guardo também boas
lembranças dele, como político, candidato que
foi a vice-prefeito na chapa liderada por Ismael,
na dobradinha PT/PSB. Alceu integrou por muito
tempo o PSB, não este de Valadares de hoje,
mas aquele que era animado pelo Dr. José Rosa
de Oliveira Neto, Silvério Fontes, Jocelino Menezes,
Dr. Gilmário, Zelita Correia, Iara Correia,
entre tantos outros.
Vejam como Sergipe ficou menor nesta
semana: na semana passada, morreu José Eduardo
Dutra, o homem que, ao lado de Marcelo Deda, remoçou a política sergipana.
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Texto reproduzido do Colunão de Ivan Valença.
Jornal da Cidade.Net  de 11 a 13 de outubro de 2015.

Morre o cronista esportivo Alceu Monteiro.


Infonet > Esporte > Noticias> 08/10/2015.

Morre o cronista esportivo Alceu Monteiro.

O cronista era conhecido como professor Alceu.

Morreu na manhã desta quinta-feira, 8, o cronista esportivo e aposentado do Banco do Brasil, Alceu Monteiro, de 70 anos. De acordo com parentes do professor Alceu, conhecido como o Professor de Bola estava internado no Hospital primavera em decorrência de uma insuficiência renal. O velório será no Cemitério Colina da Saudade e o sepultamento às 17h.

Alceu Ezequiel Monteiro começou na crônica esportiva no rádio, em 1959, ainda estudante no Colégio Atheneu Sergipense com 15 anos de idade. Sua estréia como cronista esportivo foi na Rádio Jornal de Sergipe, levado pelo radialista Narciso Machado. O Professor de Bola trabalhou em diversos jornais sergipanos e colaborou nacionalmente com a crônica esportiva de sites.

Naquela época, o comentarista esportivo da Rádio Jornal era Jota da Silva. A vida de Alceu como radialista foi sempre na cobertura esportiva. Por muito tempo, trabalhou nas Rádios Jornal e Cultura, atuando também em todas emissoras/AM’s do Estado de Sergipe.

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/esporte

Família e amigos dão último adeus a Alceu Monteiro.

 Velório do ex-radialista e bancário ocorreu no
 Cemitério Colina da Saudade.
Fotos: Portal Infonet.

Cristiano Prado: Me incentivou no começo da minha carreira.

José de Castro à direita e Augusto à esquerda são amigos de Alceu há anos

Infonet > Cidade > Noticias > 08/10/2015.

Família e amigos dão último adeus a Alceu Monteiro.

Aos 70 anos, Alceu deixou a vida após complicação renal.

Sob um céu cinzento, familiares e amigos do falecido Alceu Monteiro se despediram pela última vez do homem que aos 70 anos, deixa a vida após complicações de uma insuficiência renal. O sepultamento do ex-professor, radialista e funcionário aposentado do Banco do Brasil ocorreu na tarde desta quinta-feira, 8, no Cemitério Colina da Saudade.

Conhecido como Professor da Bola, os amigos radialistas dizem que Alceu deixou um legado na crônica esportiva sergipana. Sua trajetória no rádio começou no ano de 1959, ainda como estudante e aos 15 anos de idade. Mais tarde, o Professor da Bola já serviria de exemplo profissional para os novos profissionais do rádio. “Eu conheci Alceu há 36 anos atrás, quando eu ainda estava começando na crônica esportiva. Ele foi um dos incentivadores para que eu pudesse seguir a carreira”, conta o radialista Cristiano Prado.

O respeito pela história de Alceu é unânime entre os ex-companheiros, sejam eles do rádio ou do Banco do Brasil. “O legado de Alceu demonstra sua integridade, lealdade, honestidade, afinal, o homem era antenado e intelectual, portanto não só a crônica esportiva, mas sim toda imprensa e a sociedade sergipana perde um dos homens mais ímpares do nosso Estado”, completa Cristiano.

Os ex-companheiros dos tempos de bancário também prestaram honras no velório de Alceu e contaram um pouco sobre a amizade com o falecido. “Sempre foi um colega muito sincero, amigo e, acima de tudo, uma pessoa maravilhosa. Além de um funcionário exemplar. Fará falta e merece muitas honras, e isso não porque ele morreu, mas em vida ele já merecia todas as honras possíveis”, diz o funcionário aposentado do Banco do Brasil, José de Castro.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/cidade

sábado, 20 de abril de 2013

Alceu Monteiro: O Professor de Bola.


As Peripécias do Esporte Sergipano, (primeira edição), 13/09/2006.

Autor: Joel Batalha, Radialista, Jornalista, Advogado e Escritor.

Alceu Monteiro: O Professor de Bola. 

Alceu Ezequiel Monteiro começou na crônica esportiva no rádio, em 1959, ainda estudante no Colégio Atheneu Sergipense com 15 anos de idade. Sua estréia como cronista esportivo foi na Rádio Jornal de Sergipe, levado que foi pelo radialista Narciso Machado. Naquela época, o comentarista esportivo da Rádio Jornal era Jota da Silva. A vida de Alceu como radialista foi sempre na cobertura esportiva. Por muito tempo, trabalhou nas Rádios Jornal e Cultura, atuando também em todas emissoras/AM’s do Estado de Sergipe.

Nos jornais matutinos da capital sergipana, Alceu atuou em todos como colaborador, escrevendo artigos, mesmo não sendo jornalista profissional. É professor universitário, licenciado em Letras (Inglês e Português). Por isso, um dos seus colegas de imprensa, Jota Santos, o apelidou de “professor de bola”, pela sua presença na programação esportiva da Rádio Cultura de Sergipe. Deu certo...

Para o “professor de bola”, a nossa imprensa, ultimamente, está em decadência. Ele cita, por exemplo, que, antes, para se entrar em rádio ou em jornal era uma grande dificuldade, havia uma seleção rigorosa. Ao passo que, hoje, acontece o contrário, deixando muito a desejar em termos de qualidade. No campo esportivo, Alceu faz observação que, hoje, o futebol sergipano é melhor dentro de campo do que fora dele. Cita, como exemplo, os atletas que jogam em nosso Estado que, ao saírem para outros centros, dão-se muito bem. Para ele, o futebol sergipano ou, de resto, o próprio futebol brasileiro precisa melhorar administrativamente, a fim de render mais em termos técnicos e táticos.

Um dos fatos relatados por Alceu Monteiro que devia ser aproveitado pelo futebol sergipano, foi quando houve a troca de siglas, de Federação Sergipana de Desportos por Federação Sergipana de Futebol. Para muitos, houve uma “intervenção”. Não houve qualquer mudança significativa no futebol sergipano, em que pese ser um jornalista da época, José Carlos de Oliveira Filho, tido como “interventor”, o primeiro presidente da Federação Sergipana de Futebol. Houve uma chance para se dar uma balançada no futebol sergipano. Mas não foi aproveitada a chance e a estrutura continua sendo a mesma, considera Alceu Monteiro. Para Alceu, a denominada “oligarquia” não acabou ainda, pois o atual presidente, José Carivaldo de Souza, oriundo do Vasco desta capital, continua com a mesma turma, não havendo, portanto, qualquer renovação na Federação Sergipana de Futebol ou mesmo nas demais Regionais e na própria Confederação Brasileira de Futebol.

Alceu Monteiro tem uma longa estrada na imprensa sergipana. É funcionário aposentado do Banco do Brasil, ex-presidente da Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe e hoje é o atual presidente da Associação Sergipana de Imprensa-ASI, onde faz uma administração digna de elogios. E o nosso futebol, ó! (sem palavras).

O nosso personagem “professor de bola” tem várias peripécias a contar e uma delas foi sobre a transmissão de uma partida de futebol no interior sergipano, onde as dificuldades eram imensas na época, chegando a um ponto de levar um transmissor pesadíssimo. Outra peripécia a que ele assistiu, foi sobre o atacante Carlos Tirço, do Cotinguiba, que fez 10 gols numa partida contra o Atlético de Cobrinha, quando o resultado final foi 11 a 1. O que mais chamou atenção de Alceu foi o comportamento do dirigente Cobrinha que, depois de muito relatar as faltas perdidas, gols anulados, pênaltis não marcados, o seu Atlético saiu-se vencedor por 12 a 11. Mas só de intenção e de boca...

Falando sobre os seus colegas de trabalho, Alceu cita Carlos Magalhães como o salvador do rádio esportivo sergipano na atualidade. O Magá, sinceramente, tem uma larga folha de serviços prestados a área de comunicação do nosso Estado. É sobre o “Magá” que Alceu tem a comentar uma peripécia um pouco “espinhosa”. Houve uma época em que Magalhães era impossível e impiedoso com seus colegas. Gostava de dar “carões” em pleno ar. Alceu atuava ao lado de Magalhães na Rádio Liberdade. Num domingo, à tarde, Alceu foi trabalhar no Baptistão, enquanto que Magalhães se deslocou para o Estádio Paulo Barreto na cidade de Lagarto. No andamento da transmissão, sem saber qual o motivo, Magalhães deu um duro “carão” em Alceu e este, de bate pronto, respondeu à altura, contrariando ao “Magá”. No outro dia, Alceu recebeu o aviso de que estava demitido. Porém, até hoje Alceu não guarda qualquer rancor, achando ele um fato passageiro em sua vida.

Texto reproduzido do site: futebolsergipano.com.br
Foto reproduzida do site: grandearacaju.com.br

Reproduzido aqui da página do
 Facebook/MTéSERGIPE,  em 20/04/2013.