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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Bandeirantes inaugura estúdio multimídia...

Publicação compartilhada do site da BAND, de 6 de maio de 2026 

Bandeirantes inaugura estúdio multimídia no dia em que completa 89 anos

Bandeirantes comemora 89 anos com inauguração de estúdio multimídia e nova identidade visual

Por Redação

A Bandeirantes inaugura nesta quarta-feira (6) um estúdio multimídia que marca uma nova fase da rádio mais tradicional do país, lançada há exatos 89 anos.

A novidade chega acompanhada de uma identidade renovada, que traz o logotipo vermelho, cor histórica na trajetória da estação, e o “R” remetendo agora à palavra “Rede”, refletindo a diversificação de formatos.

O evento, realizado na sede do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, tem a presença do presidente do conglomerado de mídia, João Saad, do prefeito da capital, Ricardo Nunes, e do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira.

Com o objetivo de tornar a marca mais adequada ao conteúdo multiplataforma, a estrutura passa a contar com dois estúdios completamente reformulados.

No principal, serão cinco câmeras robóticas em 4K, painéis LED de alta resolução e monitores de última geração, elementos que vão proporcionar ao público mais qualidade em todos os meios de comunicação.

Texto e imagem reproduzidos do site: www band com br/radio-bandeirantes

Bandeirantes oficializa nova identidade visual e estreia estúdio...


Legenda imagem: Grupo voltou a adotar o tradicional RB em vermelho - (Crédito da Foto: Divulgação).

Publicação compartilhada do site TUDO RÁDIO, de 5 de maio de 2026 

Bandeirantes oficializa nova identidade visual e estreia estúdio nesta quarta-feira (6)

São Paulo - Bandeirantes comemora 89 anos com inauguração de estúdio multimídia e nova identidade visual

A Bandeirantes FM 90.9 FM 86.3 de São Paulo inaugura nesta quarta-feira (6) um novo estúdio multimídia em sua sede, em São Paulo, marcando uma nova fase da emissora, que completa 89 anos na mesma data. As informações foram encaminhadas à redação do tudoradio.com pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. De acordo com o material divulgado pelo grupo, a novidade chega acompanhada de uma identidade visual renovada.

O projeto resgata o logotipo em vermelho, cor histórica da emissora, além de destacar o “R” com referência à palavra “Rede”, sinalizando a diversificação de formatos e a atuação multiplataforma da marca. O evento de inauguração será realizado na sede do Grupo Bandeirantes, na capital paulista, e contará com a presença de autoridades e executivos.

+ Bandeirantes inaugura novo estúdio multimídia e oficializa operação na FM 107.3 em São Paulo

Segundo o comunicado, estão confirmadas as participações do presidente do conglomerado, João Saad, do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira. Ainda conforme informado pelo grupo, a nova estrutura foi projetada para ampliar a integração entre as plataformas.

O espaço contará com dois estúdios completamente reformulados. No estúdio principal, foram instaladas cinco câmeras robóticas em 4K, além de painéis de LED de alta resolução e monitores de última geração. A iniciativa, segundo o Grupo Bandeirantes, tem como objetivo adequar a emissora às demandas de produção de conteúdo multiplataforma, ampliando a qualidade técnica das transmissões em diferentes meios.

Mudança para 107.3 FM

Após a estreia de seu novo estúdio, a Bandeirantes passará a ocupar nova frequência na capital paulista. Conforme já amplamente noticiado pelo tudoradio.com, a emissora jornalística passará a ocupar a 107.3 FM de forma definitiva a partir do próximo sábado (15). As novidades fazem parte das comemorações dos 89 anos da marca e a abertura das ações para os 90 anos em operação da rádio.

Texto e imagem reproduzidos do site: tudoradio com

domingo, 31 de janeiro de 2021

Programa "Arquivo Musical", da Rádio Bandeirantes de S. Paulo

Publicado originalmente no blog RADIOAMANTES, em 3 de janeiro de 2021

Tradição na Rádio Bandeirantes, Arquivo Musical sai do ar

Por Rodney Brocanelli

Muita gente foi pega de surpresa na manhã deste domingo com a não veiculação do Arquivo Musical, da Rádio Bandeirantes. Apresentado atualmente por Ronald Gimenez, o programa apresenta uma seleção de músicas nacionais e internacionais que marcaram época.  Na última sexta, Gimenez fez uma postagem em um perfil não oficial dedicado à atração com cerca de 15 mil membros no Facebook informando que o programa não iria ao ar neste domingo e que ele estaria passando por uma transição. “Esperamos que logo o Arquivo esteja de volta” (veja aqui). Como nem todos os ouvintes tradicionais tiveram acesso ao comunicado, as reações de surpresa não param de acontecer.

O que o Radioamantes sabe é que o Arquivo Musical está fora do ar devido a uma determinação da Rádio Bandeirantes de não mais veicular programas musicais para evitar problemas com o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), responsável por recolher e pagar direitos autorais aos autores de músicas. Várias emissoras já diminuíram a veiculação de músicas ou tiveram de se utilizar de outros artifícios em suas respectivas programações por causa disso. Uma das saídas é rodar trechos que não passam dos 15 segundos. Até onde se sabe, essa decisão não afeta a outras emissoras do grupo, eminentemente musicais.

O Arquivo Musical é um dos programas mais antigos da Rádio Bandeirantes. Estreou em 17 de março de 1963 e foi criado por Clodoaldo José Machado. Seu primeiro apresentador foi Odayr Baptista. Desde então, manteve-se fixo na grade aos domingos pela manhã, mesmo com todas as alterações pelas quais passou a emissora ao longo dos anos.

A lista de apresentadores que se seguiram depois de Odayr Baptista é ilustre. Além dele, estiveram no comando da atração os comunicadores Jorge Helal, Antônio Carvalho, Lourival Pacheco e Muibo César Cury. Ronald Gimenez é apresentador do Arquivo Musical desde 2010. Vale destacar que o programa só teve dois programadores musicais.

ATUALIZAÇÃO (04/01/2021 – 19h00) – Veja abaixo nota encaminhada pela assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes, a pedido do blog Radioamantes:

A Rádio Bandeirantes, cuja a tradição é marcada pelo seu conteúdo jornalístico, e que passou por importantes reestruturações da sua grade recentemente, está reavaliando a continuidade ou não da veiculação do programa “Arquivo Musical”

Texto e imagem reproduzidos do blog: radioamantes.wordpress.com

sábado, 30 de maio de 2020

Rádio Bandeirantes lança uma nova grade de programação

Imagem - Divulgação

Texto publicado originalmente na Fanpage/Facebook/Rádio Bandeirantes, em 29 de maio de 2020

Na próxima segunda-feira, 1º de junho, a Rádio Bandeirantes lança uma nova grade de programação.

A emissora vai reforçar sua veia analítica, de debate sério sobre os grandes assuntos do país e do mundo, além de ampliar o seu casting com a chegada de comunicadores e programas que estão na tela da Band, como Joel Datena, Lana Canepa e o craque Neto.

O jornalista Nelson Gomes, do BandNews TV, também passa a integrar o time de apresentadores da Rádio Bandeirantes.

A emissora ganha ainda uma nova identidade visual - criada pelo Núcleo de Arte e Criação do Grupo Bandeirantes - que será utilizada no estúdio, nas redes sociais e na comunicação externa.

Confira a nova grade a partir de segunda-feira:

05h30:
O Pulo do Gato com José Paulo de Andrade e Silvania Alves

07h00:
Jornal Primeira Hora com Nelson Gomes e Izabella Camargo

08h00:
Jornal Gente com José Paulo de Andrade, Cláudio Humberto, Pedro Campos e Thays Freitas

10h00:
Manhã Bandeirantes com José Luiz Datena e Agostinho Teixeira

12h00:
Os Donos da Bola com Neto e Ricardo Capriotti

13h00:
Bora Brasil com Joel Datena e Ana Paula Rodrigues

15h00:
Bandeirantes Acontece com Claudio Zaidan e Ronald Gimenez

17h00:
Bastidores do Poder com Pedro Campos, Cláudio Humberto e Lana Canepa

19h00:
Repórter Bandeirantes com Christiano Panvechi

20h00:
Nossa Área com Elia Júnior

22h00:
Band Notícias (em rede com a Band)

23h00:
Voz do Brasil

00h00:
Bandeirantes a Caminho do Sol com Yuri Cavalieri

03h45:
Primeiro Jornal com João Paulo Vergueiro (em rede com a Band)

Texto reproduzido na Fanpage/Facebook/Rádio Bandeirantes

Link site da BAND > https://bit.ly/2XghXiN

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Marco Antonio Villa estreia na Rádio Bandeirantes/Liberdade Aju.

Divulgação/Band

Publicado originalmente no site METROJORNAL, em 12 de julho de 2019

Marco Antonio Villa estreia na Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira

Historiador vai ancorar o jornal Primeira Hora a partir das 7h: "A ideia é qualificar a discussão política", diz

Por Band.com.br

Marco Antonio Villa estreia na programação da Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira, 15. O historiador vai ancorar o Primeira Hora, exibido das 7h às 8h.

“Estou animado e com muita disposição para discutir os principais problemas do Brasil no momento em que a política virou um assunto do cotidiano. Antigamente se dizia que não era bom falar de política na família, no trabalho. Hoje é o inverso. É estranho alguém que não fale sobre política. A ideia é qualificar a discussão política, isso que é central. Não é informação pela informação, mas sim a qualidade da informação. Eu acho que esse é o meu papel, esse é o desafio”, avalia Marco Antonio Villa.

A Rádio Bandeirantes também levará ao ar comentários do historiador ao longo da programação. Eles serão veiculados nos programas 90 Minutos (10h), RBNews (13h) e Bastidores do Poder (17h).

O Primeira Hora é transmitido para todo Brasil pela Rede Bandeirantes de Rádio. Em São Paulo, pode ser ouvido em 90.9 FM, 92.1 FM e 840 AM. O jornal também é transmitido em áudio e vídeo no Facebook e no YouTube da Rádio Bandeirantes.

Texto e imagem reproduzidos do site: metrojornal.com.br

sábado, 8 de março de 2014

Entrevista com as Mulheres do Grupo Bandeirantes de Rádio/SP

Da esquerda pra direita: Tatá, Marcinha, Silvânia Alves,
 Sheila Magalhães, José Paulo de Andrade,
 Bete Romero, Ana Paula Rodrigues e Thays Freitas.

sábado, 3 de agosto de 2013

Em crise, Rádio Bandeirantes demite comentarista Mauro Beting

Mauro Beting explica que a notícia não chegou de surpresa 
e que entende a crise da profissão.
 Imagem: Divulgação

Em crise, Rádio Bandeirantes demite comentarista Mauro Beting

Publicado em Sexta, 02 Agosto 2013 07:51
Escrito por Nathália Carvalho.

As contas não fecharam e foi preciso desligar Mauro Beting da Rádio Bandeirantes. Depois de ganhar oito prêmios como melhor comentarista, o profissional deixa a mídia que, segundo ele, era a que mais gostava de fazer. "Jornal é prestígio. Televisão é popularidade. Rádio é prazer. Por que ele vai com a gente ao banheiro, à escola, ao ônibus, pra cama, pra cima, pra baixo. O rádio fala. Mas também ouve", disse em texto publicado no Lance Net.

A tarde de quinta-feira, 1° de agosto, ficou marcada por diversas demissões. O mercado recebeu a notícia sobre o encerramento de quatro títulos da Editora Abril e o desligamento de 150 colaboradores. No final do dia, Band anunciou a saída de Beting. De acordo com o comentarista, a decisão faz parte de corte de custo da emissora. A crise, porém, atinge apenas as rádios. Sendo assim, Beting continua na TV aberta e no Band Sports.

“É uma pena, porque de tudo que eu faço, televisão, aberta e fechada, coluna de jornal, blog, canal do Youtube, é uma pena não fechar as contas justamente do lugar que eu tenha mais prazer em fazer. Trabalhava justamente por ser minha maior paixão”, disse Mauro Beting ao UOL. No texto divulgado em seu blog, ele afirma que sabia que teria de sair do rádio algum dia. "Sabia que haveria um dia em que não conseguiria mais acordar nossa equipe nas madrugadas de Munique tocando a Pamonha de Piracicaba com o Patrick na Copa de 2006. Sabia que um dia não berraria Master Bernard pelas ruas de Johanesburgo numa Copa como a de 2010. Sei que um dia teria de desligar o microfone que tantas vezes apertei o botão errado para abrir, que tantas vezes derrubei no chão, que tantas vezes não acreditei conversar, dialogar, tabelar com Silvério, Milton, Zaidan, Patrick, Ciccone, Capriotti, Quesada, Praetzel, Alex e tantos que continuam ou não na emissora".

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Mauro Beting explica que a notícia não chegou de surpresa e que entende a crise da profissão (Imagem: Divulgação)
Beting afirma que não foi pego de surpresa. “Acho que nenhum jornalista se surpreende porque é um problema sério da profissão que continua", lamentou. O comentarista diz que estudará propostas, mas que sua vontade é voltar para a Rádio Bandeirantes.
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Veja na íntegra o texto publicado por Beting em seu blog:

Voltamos depois do intervalo

“Alô, ouvintes do Brasil” – há quase 10 anos escuto José Silvério sem precisar do fone de ouvido do Douglas, do Abrãozinho, do Jair, de tantos nas cabines e estúdios da rádio Bandeirantes.

“Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo” – há 40 anos ouvi pela primeira vez Fiori Gigliotti começar os jogos que eu sonhava ver. Delirava ouvir. Imaginava sentir na emissora que passei a frequentar quando eu tinha nove anos, em 1975. Quando meu pai foi contratado pela TV Bandeirantes, saindo da Record. Corredores e estúdios da rádio onde meu pai virou comentarista econômico depois de três anos de Jovem Pan, e dois de Gazeta, em 1977.

Sou filho do rádio. Seu Joelmir e dona Lucila se conheceram na 9 de Julho, onde apresentavam “Bombons de Música para a Petizada”. Talvez o pior nome da história do rádio. Mas foi lá que nasceu o amor entre eles. Foi desse amor no dial e dialético que nasceu Gianfranco, meu irmão, meu ídolo, em 1964. Foi nesse amor no éter e eterno que nasceu Mauro, em 1966.

Eu.

Que desde o berço queria ser jornalista por esporte. Ainda mais quando meu pai entrava no estúdio do segundo andar lá pelas 18h para falar alguns minutinhos de economia depois de Fiori, Ênio Rodrigues, Mauro Pinheiro, Luís Augusto Maltoni, Roberto Silva, Paulo Edson, Alexandre Santos e outras feras falarem aos microfones da “Marcha do Esporte”. Era o que eu queria ouvir. Era onde um dia eu gostaria de falar desde aquele 1977 na Cadeia Verde e Amarela.

Em fevereiro de 1999, José Carlos Carboni me deu a chance de realizar um sonho. Ser comentarista esportivo do AM 840, FM 90,9. Mas eu tive de dizer um dos “nãos” mais difíceis e doídos em 23 anos como jornalista esportivo de rádio, TV, jornal, revista, internet, livros, filmes e videogames. Meu Luca tinha cinco meses e não podia ficar sem o pai todos os dias da semana sem folga por causa dos empregos do pai em TV, jornal e internet. Tive de dizer não. Não tinha como conciliar escala. Não tinha como largar o salário maior da televisão. Eu tive de dizer não ao veículo que me dá prazer. Jornal é prestígio. Televisão é popularidade. Rádio é prazer. Por que ele vai com a gente ao banheiro, à escola, ao ônibus, pra cama, pra cima, pra baixo.

O rádio fala. Mas também ouve.

É o melhor amigo do homem. Vai ver que por isso também morde.

Em 2002 quase vim para a rádio Bandeirantes. Era eu ou o querido Roberto Avallone. Reticências… Não fui. Exclamação!

O “não” de 1999 e o “quase” de 2002 virou “sim” em novembro de 2003. O fratello Sergio Patrick teve a ideia. O chefe Carboni reiterou o convite. O diretor Fernando Vieira de Mello assinou. Em 1o. de dezembro de 2003 eu estreei na Bandeirantes. Exatos 12 anos depois da minha estreia em rádio esportivo pela Gazeta.

A primeira transmissão na cabine do Morumbi foi São Paulo x River Plate. Quando Carboni me ligou ao final dela para dizer que eu “acabara” de ganhar o prêmio Ford-Aceesp de 2004 um ano depois. E ele acertou. Desde então, com toda a equipe mais técnica do rádio, com os narradores, comentaristas, repórteres, apresentadores e produtores que temos, só não ganhei um ano o mais cobiçado prêmio do jornalismo esportivo paulista. São oito troféus em casa. Desde 1984, nenhum outro comentarista de rádio ganhou tantos como aquele filho do Joelmir Beting que, a partir de 2004, pela primeira vez em 17 anos de carreira, tinha a alegria de trabalhar com o pai na mesma emissora.

A felicidade de comentar futebol enquanto narraram José Silvério, Ulisses Costa, José Maia, Dirceu Maravilha, Hugo Botelho, Odinei Edson. Enquanto comentaram Claudio Zaidan, Estevan Ciccone, Neto, Paulo Calçade, Fábio Sormani, Flávio Gomes, Fábio Seixas, Fábio Piperno, Erich Beting. Enquanto reportaram Leandro Quesada, Alexandre Praetzel, Eduardo Affonso, Alex Muller, Frank Fortes, PH Dragani, Ariane Rocha, Kamilla Malynowski, Antonio Petrin, Carlos Lima, Dirceu Cabral. Enquanto apresentaram Sergio Patrick, Ricardo Capriotti, Milton Neves, Beto Hora, Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória, Marcelo Duarte, Zancopé Simões. Enquanto produziram Vinicius Mendes, Guilherme Fagundes, Kelly Ferreira, Joãozinho, Vinicius Volpi, Claudia Oliveira, Mario Mendes, Bruno Almeida. Enquanto João Bicev comandava uma seleção de muita técnica. Com Ricardo Garcia, Davi Duarte, Aílton Dias, Nelson Wolter, Zé Pereira, Arthur Figueiroa.

Mais que um timaço de colegas, meus amigos. Alguns mais que amigos. Irmãos.

Campeões da Copa Nike-2004 de futebol. Com o Fred, com o Veras, com amigos que falavam e faziam futebol. Com ouvintes que eram ouvidos. Eram nossos. Não tinha como errar.

Pela rádio Bandeirantes eu deixei de fazer programa com Nasi e Ronaldo Giovanelli na Kiss FM. Pela rádio Bandeirantes eu deixei de ser o comentarista principal da Band em 2007 por priorizar a rádio.

Pela rádio Bandeirantes eu posso ter deixado outras propostas profissionais de lado. Por amor ao rádio. Por prazer de ofício de trabalhar em casa. No meu lar. Como se eu estivesse no meu quarto. Como várias transmissões fiz descalço. Derrubando café na mesa. Assustando Milton Neves no estúdio ao lado. Rindo da desgraça própria. Chorando da emoção alheia. Comentando. Reportando. Analisando. Jornalistando.

Apenas jornalistando. O que é nosso ofício. Por vezes nosso sacrifício.

Falando bobagens involuntárias ou mesmo com a intenção de produzir coliformes orais nas miltonlices da madrugadas. As mauradas que não tinham hora para acabar.

Mas que desde 17h de 1o de agosto de 2013 acabaram.

As contas não fecham. A mídia está mudando. Eu estou mudo no AM 840.

Era preciso cortar números. Meu nome foi cortado da rádio Bandeirantes.

Sabia que haveria um dia em que não conseguiria mais acordar nossa equipe nas madrugadas de Munique tocando a Pamonha de Piracicaba com o Patrick na Copa de 2006. Sabi que um dia não berraria Master Bernard pelas ruas de Johanesburgo numa Copa como a de 2010.

Sei que um dia teria de desligar o microfone que tantas vezes apertei o botão errado para abrir, que tantas vezes derrubei no chão, que tantas vezes não acreditei conversar, dialogar, tabelar com Silvério, Milton, Zaidan, Patrick, Ciccone, Capriotti, Quesada, Praetzel, Alex e tantos que continuam ou não na emissora.

Sei que um dia a Bandeirantes sairia de minha vida como os últimos sons do meu pai na vida foram pela rádio quando ele tentou voltar ao ar, nos 10 dias em que retornou do hospital. Quando um fiapo de voz pela T-Line instalada pelo João Bicev não o deixou voltar ao ar antes de retornar “em definitivo” para o hospital onde saiu do ar em 29 de novembro de 2012.

Quando no começo da madrugada de quinta-feira eu estava entrevistando Rogério Ceni até meu irmão dar a a notícia esperada desde o domingo pela manhã.

Meu pai morrera.

Eu estava saindo do ar. Eu estava fora do ar. Mas alguém precisava dizer que Joelmir Beting havia morrido. Eu mesmo disse. Li o texto que havia preparado para este blog na véspera. Li no ar a morte do meu pai.

Não era para isso que havia sido contratado. Mas é para isso que se é jornalista. Como foi meu pai de 1977 a 1985 na rádio Bandeirantes. Como ele foi de 2004 até morrer em 2012.

Eu fui rádio Bandeirantes do primeiro dia de dezembro de 2003 ao primeiro dia de agosto de 2013. Vou continuar sendo sempre aquilo que não pude mais ser. Com o mesmo prazer e honra que tive agora ao me tornar o quinto trading topic do twitter no mundo por ter sido demitido.

(A todos, todas as palavras que significam obrigado. Desculpem o cabotinismo. Mas estou precisando. Oferecimento: Mauro Beting Ltda.)

Como disse o Johnny Saad no velório do meu pai: “o Alemão é insubstituível”. E meu pai é mesmo. Posso garantir.

Como posso dizer a vocês que leem este blog e não precisavam ficar até o final deste longo texto: “o Mauro Beting é substituível”.

Não foi isso que me foi dito pela minha chefia a quem só posso agradecer pelos 10 anos de rádio.

Ao contrário.

Eles deixaram tão claro a mim como reitero a eles e a todos: as portas e microfones da rádio seguem tão abertas para mim como o amor que tenho pela casa, pelo prefixo, pelas pessoas, pelos colegas, pelos amigos.

Pela minha casa. Pela Bandeirantes.

Saio da rádio. Mas ela não sai de mim.

Assim é a vida. Assim é o rádio. Assim é a crise. Assim é a mídia.

São 2h28 de uma madrugada de sexta-feira. Estou acostumado pelo rádio e pelo Milton a sair tão tarde da emissora. A sair tão tarde de estádios onde já tive de pular muro ou pedir ao vivo que reabrissem os portões para que eu pudesse sair com nosso operador. Desde 2003 sou o jornalista que mais tarde sai de uma cabine e de um estádio. Sou o cara que normalmente apaga a luz. Sou o cara que hoje estou meio que fora do ar.

Desde esta madrugada vou poder dormir mais horas. Só não digo que vou poder dormir melhor.

Obrigado, Bandeirantes, pelo melhor ambiente em 26 anos de Jornalismo.

Obrigado, família Bandeirantes, por continuar na Band e no Bandsports.

Voltamos depois do intervalo comercial.

Foto e texto reproduzidos do site: portal.comunique-se.com.br

domingo, 6 de maio de 2012

Vinheta - Fórmula 1 da Rádio Bandeirantes

Enviado ao YouTube por  em 26/11/2011

Jornal Primeira Hora Completa 50 anos (2012)

"Jornal Primeira Hora completa 50 anos

Às 7h do dia 1º de maio de 1962 foi ao ar a primeira edição do jornal criado para unir o país pelo rádio.
Há 50 anos, o "Primeira Hora" estreou inicialmente para 5 milhões de pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A transmissão pioneira veiculou pela primeira vez em tempo real a mesma programação em dois Estados.
O sucesso foi imediato e a liderança de audiência, que até hoje se mantém, veio em poucas semanas.
Num depoimento arquivado no Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes, o idealizador e fundador do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Jorge Saad, falou sobre a criação do "Primeira Hora":
"Quando nós estreamos o nosso Primeira Hora foi o talento dos nossos jornalistas e locutores que nós transportamos do horário nobre da noite para de manhã. O jornal entrou com o pé direito, tomou o primeiro lugar e ninguém nos arrebatou essa posição".
Ao longo de 50 anos, o "Primeira Hora" veiculou as principais notícias de São Paulo, do Brasil e do mundo.
O homem na Lua, As Copas do Mundo conquistadas pela seleção canarinho, a morte de Elvis Presley e Ayrton Senna, as ´Diretas Já´, o impeachment de Collor. A história passa pelo "Primeira  Hora", que hoje chega aos quatro cantos do país, informando e entretendo milhões de ouvintes"

Reproduzido do site da Rádio Bandeirantes.