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sábado, 20 de outubro de 2018

ASI homenageia radialista José Eugênio de Jesus com memorial


ASI homenageia radialista José Eugênio de Jesus com memorial

O jornalista e radialista sergipano José Eugênio de Jesus completaria 100 anos na data de hoje, 18 de outubro. Para homenageá-lo, a Associação Sergipana de Imprensa (ASI), inaugurou no último dia 16, amplo espaço em menção ao radialista: “Memorial Jornalista José Eugênio de Jesus”. Espaço está instalado na própria sede da ASI, na rua Itabaianinha, Centro da capital sergipana.


Para o presidente da ASI, Cleiber Viera Silva, o radialista José Eugênio de Jesus foi um dos grandes comunicadores do rádio sergipano do século XX. “José Eugênio atuou na imprensa e no rádio, principalmente na parte esportiva, durante 50 anos. Escreveu no jornal imprenso, na coluna de Esportes. Nesta casa, foi presidente por duas vezes. No primeiro ano que me tornei presidente da ASI o tornei presidente de honra da instituição pelo seu valor.  José Silveira era uma pessoa de representatividade marcante, não só na área de comunicação, mas na sociedade sergipana como um todo.  Ele foi uma das pessoas mais íntegras que que já conheci, pessoa elegante e de fino trato. Então, homenageá-lo com este memorial é muito justo”, externou Cleiber Viera.


A neta de José Silveira esteve hoje conhecendo o monumento pela primeira vez, e se emocionou com o espaço que conta a história de seu avô. “Hoje comemoraria com ele o nosso aniversário.  Estou muito feliz com essa homenagem. Meu avô sempre trabalhou muito pela comunicação, pelo Estado. O sentimento da nossa família é de plenitude e serenidade. A memória do que ele foi, é exemplo de ética e integridade”, citou a Isabella Santos de Jesus, enfatizando que hoje, ao ir ao monumento, foi uma forma que teve de se conectar com o seu avô.

O espaço foi uma criação do museólogo Carlos Braz, filho de “Zé Eugênio”, como era carinhosamente conhecido. Espaço conta com imagens, livros, escritos, condensando cerca de 80 anos de vida dedicada à comunicação e ao rádio sergipano.

SELO

Nesta sexta-feira, às 9h, no TCE, a Associação Sergipana de Imprensa (ASI), em conjunto com a Academia Sergipana de Letras, irá promover sessão solene em homenagem ao 85 de aniversário da ASI e ao centenário de nascimento do jornalista José Eugênio de Jesus.  Na oportunidade, cerimônia marcará a obliteração do selo comemorativo ao centenário de José Eugênio. O selo será usado institucionalmente pela instituição.

Reportagem Especial

Por Stephanie Macêdo – Rede Alese

Fotos: Stephanie Macêdo

Texto e imagens reproduzidos do site: al.se.leg.br

sábado, 11 de março de 2017

Corpo do radialista José Eugênio é sepultado em Aracaju


Com bandeira do Sergipe, corpo do radialista José Eugênio é sepultado em Aracaju

Parentes, amigos e colegas deram o último adeus ao cronista esportivo José Eugênio de Jesus. O corpo dele foi sepultado na manhã deste sábado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju. "Zé Eugênio", como era mais conhecido, faleceu aos 98 anos nesta sexta-feira, após tratar de complicações renais em um hospital da capital sergipana.

A Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS) decretou luto de três dias, assim como a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e o Sindicato dos Jornalistas, o Sindijor. 

José Eugênio de Jesus tinha 98 anos (completados em outubro do ano passado) e estava internado há um mês no hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia.

José Eugênio.

Dono de uma memória privilegiada, ele era considerado a enciclopédia do esporte sergipano. Na década de 40, ele participou da criação da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora, hoje Rádio Aperipê AM.

- O que eu posso falar sobre Zé Eugênio? O nome mais importante do rádio sergipano e um dos mais importantes do país. Tive a honra de trabalhar com ele na Rádio Aperipê, ele tinha 92 anos na época e sempre se mostrou um cara muito lúcido, enciclopédia do futebol sergipano, lembrava de muita coisa, com riqueza de detalhes. Tinha opiniões contundentes e era muito sério. Com certeza tudo que ele fez no nosso rádio jamais será esquecido - afirmou Thiago Barbosa, coordenador de esportes da TV Sergipe.

"Zé" Eugênio foi gráfico no jornal Diário da Manhã, depois passou pelo Sergipe Jornal, pelo jornal "A Cruzada", foi colaborador da Gazeta de Sergipe, além de ter criado e atuado como diretor da Gazeta dos Esportes. Vale lembrar que ele foi presidente da Associação dos Cronistas de Sergipe (ACDS) e presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI). Como se não bastasse, José Eugênio de Jesus fundou o Sindicato dos Gráficos de Sergipe, o Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e o Sindicato dos Radialistas de Sergipe.

Veja a nota de pesar do Sergipe.

"O Club Sportivo Sergipe vem a público lamentar o falecimento de José Eugênio de Jesus aos 98 anos. O jornalista e radialista estava internado há um mês em um hospital da capital sergipana para tratar de um problema renal e uma pneumonia. José Eugênio fez parte da primeira equipe de rádio esportivo de Sergipe e foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa. O Club Sportivo Sergipe solidariza-se com os familiares deste grande profissional que nos deixou nesta sexta-feira."

Fonte: G1/SE.

Texto e imagem reproduzidos do site: portaltobiense.com.br  

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

José Eugênio de Jesus (1918 - 2016)

Foto reproduzida do site: aperipe.com.br
Postada por MTéSERGIPE, para ilustrar artigo.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 09/09/2003.

Maior ícone vivo da história da imprensa sergipana.
Por Najara Lima.

Ele queria ser torneiro mecânico, assim como o nosso atual Presidente da República. E seria, não fosse uma pequena ajuda do destino, colocando cada coisa em seu lugar. Acabou indo parar nas tipografias dos jornais. De gráfico a impressor, depois comentarista, colaborador, cronista esportivo, diretor de jornalismo. Falando assim, parece que foi fácil. Mas tudo isso foi conseqüência de muito trabalho, luta e um punhado grande de seriedade. Dos três filhos do Sr. Antônio, um marinheiro de carreira, e da Dona Raquel, dona de casa, apenas um sobreviveu. E por ter escapado da morte, que levou os dois irmãos, ele parece mesmo gostar da vida. Aos 84 anos, José Eugênio de Jesus possui uma lucidez inacreditável e uma condição física de fazer inveja a muito jovem. Fala pausadamente e nunca perde a linha de raciocínio. Tem uma memória privilegiada e prova isso ao tentar relatar fatos que ocorreram há muito tempo em sua vida. Ele é considerado hoje o comunicador mais antigo em atividade no Brasil. Ocupa o cargo de Presidente da Associação Sergipana de Imprensa, e como a função não é remunerada, ele a exerce simplesmente por amor à entidade e à profissão. Além de subir várias vezes e todos os dias dois grandes lances de escada que dão acesso à sede da ASI, José Eugênio caminha ainda 5.800 metros todas as manhãs. Esse exemplo de vitalidade mostra, com sua história de vida, que as pessoas ainda têm muito que se surpreender com ele. Eugênio é possuidor de um largo e invejável currículo. Em rádio, trabalhou Aperipê, na Rádio Jornal AM, na Liberdade e na Rádio Cultura. Na televisão, apresentou o programa Bola em Jogo, na TV Aperipê. Em jornal, trabalhou como gráfico no Diário da Manhã e impressor no Sergipe Jornal. Depois, colaborou com a Gazeta Esportiva, com o Jornal Gazeta de Sergipe e com o jornal católico A Cruzada. Participou também da Revista Alvorada. Gravou definitivamente seu nome na história da imprensa sergipana, participando da fundação da Associação de Cronistas Esportivos de Sergipe, do Sindicato de Gráficos, de Jornalistas e de Radialistas de Sergipe. Além de tudo isso, o maior comunicador de todos os tempos ainda em ação no país teve tempo para lecionar linotipia na Escola Industrial de Aracaju. Ele trabalhou no Diário Oficial do Estado, se tornou funcionário público e teve sua aposentadoria garantida depois de 42 anos de serviços prestados, “mas isso nunca fez com que eu me afastasse do rádio, que sempre foi minha grande paixão”. Hoje, ele acumula, além da presidência da ASI há um ano e quatro meses, o cargo de delegado da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos e colabora para o Semanário Esportivo. O esporte e sua tão amada profissão já levaram o Sr. José Eugênio para caminhos distantes. Ele teve a honra de estar presente na Copa do Mundo na Itália. Participou da despedida de Pelé no Rio de Janeiro. Pôde presenciar uma edição da fantástica Corrida de São Silvestre. Conheceu o Brasil inteiro através da vertente esportiva da comunicação. Não é à toa que nasceu numa rua chamada Boa Viagem. Já ganhou vários prêmios por sua atuação na área, mas considera o Troféu Destaque Imprensa, que ganhou como melhor cronista esportivo, como o maior reconhecimento em forma de premiação que poderia receber. O atual presidente da ASI é um homem de fortes convicções. Quando questionado sobre polêmica da desobrigatoriedade do diploma, ele é incisivo. “Eu acho absolutamente necessário o diploma, sob todos os aspectos”, declara ele. Com relação ao cenário da comunicação no Estado, ele não tem papas na língua na hora de falar. Apesar de afirmar que estamos numa fase de franca expansão, ele destaca um problema crônico. “Infelizmente, ainda temos mais quantidade que qualidade”, afirma José Eugênio. Ele defende, acima de tudo, a ética na profissão. Ouvir os dois lados da questão é, para ele, a base de toda a atividade jornalística. “A notícia não é unilateral! Tem que ouvir as duas partes e o interessante é que se faça isso antes de divulgar. Do contrário, o jornalista perde credibilidade”, diz ele. O maior sonho desse homem que considera o jornalismo “uma coisa muito séria” é ver a ASI crescer. Trazer os jornalistas que estão saindo das universidades, com força de vontade e ânimo renovado para dar continuidade ao trabalho iniciado há 70 anos é um dos grandes desejos de José Eugênio de Jesus. Viúvo, com três filhos, nove netos e uma bisneta, ele exibe uma feição de saúde e felicidade aos que têm a oportunidade de conhecê-lo. Com uma família grande e um círculo de amizades maior ainda, ele já pode dizer, aos 84 anos de vida, que cumpriu sua missão. Mas sua vitalidade prova que há muito ainda por fazer. Verá quem viver até lá.

Texto reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias/cultura

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A morte levou o decano de todos nós

Foto: César de Oliveira.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 06/02/2017.

A morte levou o decano de todos nós.
Por Ivan Valença.

Um fim de semana triste, por conta da morte do jornalista e radialista José Eugenio de Jesus, que faleceu no meio da semana que passou aos 98 anos de idade. Seria ele, talvez, o jornalista mais velho no Brasil. Trabalhei com ele nos tempos da Rádio Difusora de Sergipe, quando a antiga Aperipê ficava no Edifício Serigy, hoje ocupado pela Secretaria de Saúde. Focado na área dos esportes, Eugênio era também gráfico, atuando nas oficinas da antiga Escola Industrial de Aracaju, por onde, aliás, se aposentou. Por seus ensinamentos, passaram boa parte dos gráficos de Sergipe de hoje. Na antiga Escola Industrial havia dois sujeitos bons de papo, ambos jornalistas esportivos: Francisco Viana, o Tito, e José Eugenio de Jesus. Voltamos a nos encontrar quando da fundação do Sindicato dos Jornalistas, no início dos anos 70. Sem dúvida, Sergipe perdeu um ótimo profissional. A morte de José Eugênio ensejou uma série de notas oficiais lamentando o seu passamento, do Governador Jackson Barreto e do Prefeito Edvaldo Nogueira ao Sindijor.

Texto reproduzido do suite: infonet.com.br/blogs/ivanvalenca

Depoimentos sobre o cronista José Eugênio

José Eugênio de Jesus. (Foto: César de Oliveira).

Publicado originalmente no site Globo Esporte/SE., em 03/02/2017

Relembre história de José Eugênio e leia os depoimentos sobre o cronista.

Um dos cronistas esportivos mais antigos do Brasil faleceu nesta sexta aos 98 anos.

Por GloboEsporte.com

O relógio marcava onze horas e quinze minutos. A manhã desta sexta-feira anunciava a morte de um dos primeiros cronistas esportivos de Sergipe, um dos mais antigos do país. José Eugênio de Jesus tinha completado 98 anos em 10 de outubro do ano passado. Há um mês ele estava internado no Hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia.

O velório ocorrerá no cemitério Colina da Saudade, a partir das 15 horas, e o sepultamento será na manhã de sábado, a previsão é que comece às 10 horas. "Zé" Eugênio, como também era conhecido, era jornalista e radialista. A Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS) decretou luto de três dias, assim como a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e o Sindicato dos Jornalistas, o Sindijor.

Em 1939, com o surgimento da Rádio Difusora 630 AM – hoje chamada Aperipê – a primeira emissora sergipana, foi criado o primeiro Departamento de Esportes, que teve como chefe Alfredo Gomes, primeiro narrador esportivo do Estado. Integraram a equipe também Carlos Nagib e, depois, José Eugênio de Jesus.

- José Eugênio foi o homem que teve participação direta na minha carreira como narrador de futebol. Naquela época, em 1968, eu pedi uma chance na Rádio Difusora de Sergipe e ele me deu essa chance. E até hoje eu gravo na memória esse favor que ele fez a esse humilde narrador esportivo. Lamentei profundamente o falecimento dele, pois é uma pessoa que tenho o maior carinho, respeito e admiração. Sempre que nos encontrávamos era uma festa, era um cara feliz, honesto, trabalhador e um grande comentarista. Que Deus receba em um bom lugar este grande homem que me lançou no rádio. Obrigado por tudo, José Eugênio de Jesus, que Deus te receba de braços abertos porque sei que terá um bom lugar - relembrou o cronista esportivo José Antônio Marques.

"Zé" Eugênio foi gráfico no jornal Diário da Manhã, depois passou pelo Sergipe Jornal, pelo jornal "A Cruzada", foi colaborador da Gazeta de Sergipe, além de ter criado e atuado como diretor da Gazeta dos Esportes. Vale lembrar que ele foi presidente da Associação dos Cronistas de Sergipe (ACDS) e presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI). Como se não bastasse, José Eugênio de Jesus fundou o Sindicato dos Gráficos de Sergipe, o Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e o Sindicato dos Radialistas de Sergipe.

- O que eu posso falar sobre Zé Eugênio? O nome mais importante do rádio sergipano e um dos mais importantes do país. Tive a honra de trabalhar com ele na Rádio Aperipê, ele tinha 92 anos na época e sempre se mostrou um cara muito lúcido, enciclopédia do futebol sergipano, lembrava de muita coisa, com riqueza de detalhes. Tinha opiniões contundentes e era muito sério. Com certeza tudo que ele fez no nosso rádio jamais será esquecido - afirmou o jornalista Thiago Barbosa.

Em 2007, durante a abertura da trigésima terceira edição do Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, José Eugênio, que tinha na época 88 anos, foi homenageado pelos 70 anos dedicados ao rádio. Ele também foi gráfico, linotipista, professor e, já aposentado, virou escritor.
- Não tive a honra de trabalhar com José Eugênio, mas tive o privilégio de ter a sua amizade. Com a morte de Ze Eugênio abre-se uma grande lacuna no rádio sergipano, na imprensa, na comunicação do nosso estado. Descanse em paz, Decano! - disse o radialista Otacílio Leite.

Nota do Club Sportivo Sergipe.

"O Club Sportivo Sergipe vem a público lamentar o falecimento de José Eugênio de Jesus aos 98 anos. O jornalista e radialista estava internado há um mês em um hospital da capital sergipana para tratar de um problema renal e uma pneumonia. José Eugênio fez parte da primeira equipe de rádio esportivo de Sergipe e foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa. O Club Sportivo Sergipe solidariza-se com os familiares deste grande profissional que nos deixou nesta sexta-feira."

Texto e imagem reproduzidos do site: globoesporte.globo.com/se

Lendas do rádio sergipano exaltam José Eugênio de Jesus

 José Eugênio (foto: Arquivo Portal Infonet).

 José Antônio Marques (foto: Igor Matheus/ Portal Infonet).

Carlos Magalhães (foto: Igor Matheus/ Portal Infonet).

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 04/02/2017.

Lendas do rádio sergipano exaltam José Eugênio de Jesus.

Carlos Magalhães e José Antônio Marques relembraram radialista.

A história do radialista José Eugênio de Jesus, falecido na última sexta-feira, 3, é tão vasta que abrange praticamente todas as gerações de profissionais da comunicação de Sergipe dos séculos XX e XXI. E nada comprova isso com mais propriedade do que os testemunhos de dois dos cronistas esportivos mais longevos do rádio sergipano: José Antônio Marques e Carlos Magalhães.

Com 49 anos de atividade no rádio, José Antônio Marques revelou que José Eugênio não apenas fez parte de sua história como comunicador: foi o veterano Zé Eugênio que a iniciou. “Em 1968 pedi uma oportunidade na Rádio Difusora e foi ele que a ofereceu. Lembro quando ele disse que eu passaria seis meses em observação. Foi quando faltou um narrador esportivo e fui no Sabino Ribeiro transmitir o futebol. No dia seguinte, fui chamado pelo diretor da emissora , que disse que eu tinha grande futuro. E foi assim que comecei”;

Um dos grandes nomes do rádio esportivo de Sergipe, Marques destacou a memória de José Eugênio, com quem também trabalhou lado a lado. “Eugênio foi um ícone do esporte brasileiro como comunicador, e eu tive o prazer de tê-lo ao meu lado como comentarista. A notícia de seu falecimento foi triste, mas sei que ele está no céu com Deus. Zé Eugênio representa a tradição do rádio esportivo sergipano”.

Mais antigo cronista esportivo em atividade em Sergipe, Carlos Magalhães relembra do parceiro Eugênio do alto de seus 60 anos de rádio. “Foi uma grande figura, um grande amigo. Um homem ético, sério e competente. Quando terminei meus cursos superiores, em 1963, voltei para Sergipe e continuei minha trajetória no rádio, que eu já havia começado anos antes em Maceió. Foi nessa época que encontrei Zé Eugênio, que era homem de muitas atividades. Foi professor da antiga Escola Técnica e até tipógrafo. Estivemos juntos em muitas jornadas, e lembro bem de quando ele integrou a Rádio Cultura ao lado de Wellington Elias. Daquela época, muitos já se foram”.

Um dos últimos grandes nomes de uma geração que marcou o radialismo sergipano, Carlos Magalhães não demorou para encontrar uma palavra que descrevesse José Eugênio. “Um homem extraordinário. Deixou uma família feliz e agora seguirá pelo bom caminho”.

Por Igor Matheus.

Texto e imagens reproduzidos do site: 
infonet.com.br/noticias/esporte

José Eugênio de Jesus morre aos 98 anos.

Foto: Reprodução/TV Sergipe.

Publicado originalmente pelo site do Jornal da Cidade, em 03/02/2017.

José Eugênio de Jesus morre aos 98 anos.

Um dos maiores nomes da imprensa sergipana, ícone da crônica esportiva, estava internado há cerca de um mês.

Por: JornadaCidade.Net

Um dos maiores contadores de histórias de Sergipe, José Eugênio de Jesus, morreu, na manhã desta sexta-feira (3), aos 98 anos. Internado há cerca de um mês em um hospital particular de Aracaju, ele estava tratando um problema renal quando contraiu uma pneumonia. Como um dos maiores expoentes da imprensa sergipana, José Eugênio ainda tinha muita energia, mesmo depois de quase um século de vida. O velório será realizado a partir das 15h de hoje, no cemitério Colina da Saudade, e o sepultamento está marcado para as 10h deste sábado (4).

Tendo dedicado pelo menos dois terços de sua vida ao exercício da comunicação, ele foi criador do Sindicato dos Gráficos de Sergipe, Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e Sindicato dos Radialistas de Sergipe e ainda foi pioneiro na criação da Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe e presidiu a Associação Sergipana de Imprensa (ASI).

Apaixonado pela profissão, ele tinha disposição de sobra para dar espaço para mais uma história e só parou de trabalhar aos 92 anos, sendo assim, em 2011, tido como um dos radialistas mais antigos em atividade na época.

Nascido em Aracaju, além de ser cronista, ele chegou a ser cantor no tempo de ouro dos programas de auditório nas rádios. Sendo ícone da imprensa sergipana, José Eugênio recebeu títulos de cidadania, medalha do Mérito Cultural Silvio Romero, da Academia Sergipana de Letras, e medalha da Ordem do Mérito Serigy, a mais alta condecoração concedida pelo município de Aracaju. Ele também foi detentor de prêmios Brasil a fora, confirmando o posto de um dos maiores personagens do estado.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Falece o cronista esportivo José Eugênio de Jesus, aos 97 anos

Adel Ribeiro e José Eugênio de Jesus.
Foto: Arquivo/Adel Ribeiro.

Publicado originalmente no site Globo Esporte/SE., em 03/02/2017.

Falece em Aracaju o cronista esportivo José Eugênio de Jesus, aos 97 anos.

Um dos mais antigos do Brasil, ele participou da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora; presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa.

Por GloboEsporte.com

Um dos mais antigos cronistas esportivos do Brasil acaba de nos deixar. Presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI), José Eugênio de Jesus tinha 97 anos (completados em outubro do ano passado) e estava internado há um mês no hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia. Ele participou da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora, hoje Rádio Aperipê.

- Consternado, acabo de receber a notícia do falecimento do grande comunicador José Eugênio de Jesus, o decano da imprensa sergipana. Meu histórico vizinho no Centro da cidade. Que Deus o acolha e conforte aos seus e, sobretudo, ao meu irmão Lucio Telles. O falecimento se deu às 11h15, no hospital Primavera, em decorrência de insuficiência respiratória provocada por pneumonia. O velório ocorrerá no cemitério Colina da Saudade, a partir das 15 horas (desta sexta), e o sepultamento previsto para a manhã de sábado - publicou em rede social o jornalista Hugo Sidney Brandão.

- A crônica esportiva do nosso estado perde um dos seus expoentes. Zé Eugênio deixará saudades pela sua lucidez e bom relacionamento com contemporâneos e jovens da imprensa sergipana num modo geral. Meus votos de pesar aos familiares e amigos - disse o cronista Adel Ribeiro.
Em 2007, durante a abertura da trigésima terceira edição do Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, José Eugênio, que tinha na época 88 anos, foi homenageado pelos 70 anos dedicados ao rádio. Ele também foi gráfico, linotipista, professor e, já aposentado, virou escritor.

- José Eugênio de Jesus era a grande referência, a memória viva do rádio sergipano. Quando precisávamos de alguma informação sobre a história do rádio sergipano, seja no esporte, na música ou em qualquer outra área, tínhamos a figura dele como central. A gente perde muito, muito mesmo com a morte dele, principalmente em um estado no qual a memória do rádio é tão colocada em segundo plano. Fica a lembrança desse homem digno, honrado e que amou a comunicação acima de tudo - afirmou a radialista e jornalista, pesquisadora e professora Juliana Almeida.

Texto e imagem reproduzidos do site: globoesporte.globo.com/se

Clique no link abaixo, para assistir ao programa Terra Serigy,
especial sobre o cronista esportivo, exibido em 6 de abril de 2013.

Morre jornalista e radialista José Eugênio de Jesus.

Foto reproduzida do site: infonet.com.br

Publicado originalmente no site G1/SE, em 03/02/2017.

Morre jornalista e radialista José Eugênio de Jesus.

Ele estava internado em um hospital de Aracaju.

Sepultamento será realizado neste sábado no Cemitério Colina da Saudade.

Do G1 SE

Morreu nesta sexta-feira (3) aos 97 anos, o jornalista e radialista, José Eugênio de Jesus.

Segundo a família, ele estava internado há cerca de um mês em um hospital particular da capital sergipana.

Ainda de acordo com a família, ele se internou para tratar de um problema renal, mas adquiriu uma pneumonia que estava em tratamento.

Entre os muitos trabalhos realizados ao longo da carreira ele foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa (ASI) e fez parte da primeira equipe de rádio esportivo do estado de Sergipe.

O velório será realizado na tarde de hoje no Cemitério Colina da Saudade e o sepultamento está previsto para às 11h, deste sábado (4), no mesmo local.

Texto reproduzido do site: g1.globo.com/se

domingo, 29 de abril de 2012

Entrevista: José Eugênio de Jesus

Entrevista: José Eugênio de Jesus - Memória do rádio

"Alguns personagens têm a fortuna de atravessar um século e a sua história. Têm, por isso, a autoridade de falar com conhecimento de causa sobre os acontecimentos não só vividos individualmente, mas a ventura de terem sido testemunhas vivas do surgimento dos fenômenos coletivos que marcaram esse mesmo século. Este é o caso de José Eugênio de Jesus, uma memória viva da história do rádio em Sergipe.
Octogenário, de fala pausada, José Eugênio começou, na verdade, na imprensa escrita nos bons e difíceis tempos dos jornais do primeiro quartel do século 20, sempre sujeitos a empastelamentos e censura rigorosa. Foi de fato o que ocorreu com o Sergipe Jornal, veículo em que José Eugênio iniciou sua carreira. O jornal acabou sendo fechado pela mão de chumbo da Revolução de 1930.
Esta foi a oportunidade para que José Eugênio ingressasse no incipiente rádio à época, tão incipiente que, por dificuldades técnicas de funcionamento, muitas vezes fez da área onde funcionavam os transmissores o seu palco de atuação. Tão incipiente que não passava de uma mera extensão do poder estabelecido, funcionando como uma espécie de "Diário Oficial radiofônico" do governo do estado, conforme relata o próprio José Eugênio nesta entrevista.
Na Rádio Aperipê, a incipiente emissora, José Eugênio fez de tudo: de redator a chefe de redação, passando pela experiência de "corretor" dos anúncios publicitários da rádio, tarefa que ele exerceu com orgulho e prazer. Foi nesse jornalismo, que se aprendia no batente diário da experiência, que José Eugênio construiu uma carreira. Nesta entrevista, ele conta parte dessa trajetória". (Paulo Sousa).*


 BN – O  senhor,  que vivenciou a época áurea do rádio sergipano, poderia contar como se deu o início do rádio em Sergipe?
José Eugênio de Jesus -   Comecei a conhecer a história do rádio da seguinte forma: eu trabalhava no Sergipe Jornal, onde comecei minha vida na imprensa como gráfico. Foi um jornal que fechou em face da Revolução de 1930. Trabalhei uma temporada nesse jornal, até que o empastelaram. A propósito dessa minisérie da noite [da TV Globo] "Um só coração", me lembrei muito daquele movimento. Eu era garoto. Então surgiu a Rádio Aperipê, uma rádio do Palácio do Governo e que foi fundada nos fundos desse Palácio para divulgação das contas oficiais do governo do estado. Em geral como sendo um Diário Oficial, que já existia. Então passou-se a divulgar  radiofonicamente. Daí foi progredindo o rádio. Entrou o locutor João Marques Guimarães, que foi por muito tempo secretário de governo. E o rádio foi crescendo. Com a passagem dos anos, tomou um caráter diferente. Passou a ser então uma emissora propriamente dita, mas sempre muito ligada ao governo, como ainda hoje é. Depois que o povo foi tomando interesse pela radiofonia sergipana, que se restringia a esse trabalho, começou a se fazer rádio mesmo, em caráter de emissora já divulgando alguns programas interessantes. Foi quando ela passou a se instalar no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Ali assistimos a bons programas, programas de calouros e um rádio propriamente dito, com conjuntos, com cantores. Muita gente boa apareceu na época. Experimentou-se muitas dificuldades, porque em face de não ter um estúdio certo, andou-se  até transmitindo do próprio transmissor, que era no bairro Siqueira Campos. E passou a se transmitir alguns programas de lá, do transmissor, precariamente. O som era terrível, estridente. Depois foi-se aperfeiçoando, até assumir mesmo a característica de rádio real. No Instituto Histórico assistimos a bons programas. Alfredo Gomes era um dos responsáveis pela programação da rádio. Nessa época, já se podia contar com alguns valores, como João Melo, João Gomes, Dalva Cavalcanti, Guaracy Leite França. O corpo de locutores era pequeno, porque não tinha-se gente apta no assunto. Mas tinha João Ribeiro, que era um grande valor do rádio sergipano. E aí foi-se formando. Tivemos também uma época de alto-falante muito bom, que era a preço fixo. Era uma casa comercial, que era instalada na esquina da travessa José de Faro com o Parque [região central de Aracaju], onde hoje temos um conjunto de lojinhas. A um preço fixo era instalada ali. E ele tinha uma discoteca muito boa que fazia o papel de uma rádio, com alto-falantes instalados na primeira praça. Tinha em alguns pontos da cidade, e tinha-se a impressão de que realmente foi quando nasceu a idéia de uma fundação de uma emissora de rádio aqui em Aracaju. Então o início do rádio aqui foi esse.
 
BN – E depois do rádio já instalado e implantado em Sergipe, como conseguia sobreviver naquela época? Sabemos que hoje, para sobreviver, há muitas dificuldades. Naquela época havia tanta dificuldade como há hoje?
José Eugênio de Jesus - Havia, sim. Naturalmente que havia. Fazíamos um rádio de acordo com as nossas possibilidades. Não tínhamos valores remunerados, trabalhávamos mais à base do amadorismo, não tínhamos remuneração. Por exemplo, Alfredo Gomes:  era funcionário da Receita Federal. Era um rapaz muito bem preparado e além de funcionário da Receita Federal ele escrevia, era jornalista. E dentro desse critério, o rádio foi progredindo. Mas havia muita dificuldade, o nosso comércio sempre foi deficiente, sempre foi desinteressado na questão do desenvolvimento do rádio. Hoje, não. Hoje é claro que tem que  guardar as devidas possibilidades e a carência da época. O anunciante para fazer uma publicidade no rádio era um sacrifício danado. Ainda não havia uma compreensão de que estava comprando e vendendo. Então, alguns deles faziam mais a publicidade em consideração a quem os procurava. Eles achavam... não sei qual era finalmente a mentalidade deles. Eles achavam que viviam perfeitamente bem sem fazer a publicidade, sem divulgar o produto, para que aquele produto fosse mais procurado nas lojas comerciais. A verdade era que não havia interesse deles. Até que se formou uma mentalidade, uma filosofia de vida diferente, e cada um então foi conhecendo as carências, que era preciso divulgar, vender seu produto e tudo o mais. Mas demorou muito. 
 
BN  –  Politicamente falando, como se comportava o rádio sergipano naquela época?
José Eugênio de Jesus - Naquela época, em face de termos a emissora mais antiga - e por muito tempo ela conservou esse pioneirismo de viver só -,  a política naquela época não teve tanta evidência, a não ser depois da rivalidade nascida, com a criação de outras emissoras. O governo, por exemplo, tinha o privilégio de ter uma emissora de rádio e que os outros partidos não tinham e ficavam no prejuízo,  até que surgiu a idéia de ser fundada e criada uma nova emissora e foi surgindo a Rádio Jornal, depois a Liberdade, a Cultura e aí então a coisa foi agitando. Nós vivemos uma época aqui muito difícil em que havia censura. Na época da ditadura, a censura era muito pesada. Os jornais eram duramente vigiados, duramente censurados, as matérias às vezes eram alteradas porque não eram permitidos uns certos ataques políticos. De modo que foi uma época muito difícil essa da ditadura. E nós tínhamos como censor o Dr. João Marques Guimarães. Tínhamos o DEIC (Departamento Estadual de Propaganda) que fazia todo esse trabalho de censura. Vivíamos uma época agitada na política, que cresceu ainda mais com o aparecimento de outras emissoras de rádio, principalmente depois do surgimento das rádios Jornal e Liberdade. Aí a política esquentou. Houve época em que as emissoras de rádio não podiam fazer determinadas... nos comícios, por exemplo. Por que? Na época, quando a coisa estava no melhor, quando estava aquecendo o comício, era desligado a energia naquela parte. Uma determinada parte da cidade ficava com e outra sem energia, o que já era fruto da agitação da política. Foi uma época dura, difícil.

*Radialista, estudante de jornalismo da Universidade Tiradentes (SE) e editor do site Cidade Agora

Entrevista publicada originalmente no site: http://www.sergipe.com.br/balaiodenoticias/entrevistaj50.htm