domingo, 19 de março de 2017

O Rádio: sua história, seus profissionais...


Publicado originalmente no blog Parabólica News, em 15/08/2016.

O Rádio: sua história, seus profissionais, Esperança em forma de música.
Por:Genílson Máximo.

Há quase meio século Estância e região ouve, ininterruptamente, as transmissões da emissora que se consagrou como a Pioneira do Interior do Estado - RÁDIO ESPERANÇA - criada pelo jornalista Jorge Prado Leite, também engenheiro elétrico. A partir de 01 de maio de 1967, o interior passou a ouvir o prefixo " ZYJ 925, Rádio Esperança, operando na freqüência de 1.250kHz". Com esse feito, retumbante à época, o invento de Guglielmo Marconi, do físico Nikola Tesla - o gênio injustiçado da história -, do Padre Roberto Landell de Moura - inventor do transmissor de ondas, do telégrafo sem fio e do telefone sem fio - , passou a ser ouvido por mais de 300 mil habitantes nas regiões Sul de Sergipe e Norte da Bahia.

No dia 22 de fevereiro de 1857 nasceu Heinrich Hertz. O físico foi o primeiro a medir as oscilações eletromagnéticas. Desde 1933, a medida internacional para a freqüência destas oscilações é chamada Hertz. Comumente ouvimos locutores pronunciarem Hertz, kilohertz, megahertz, quase todos os dias, por exemplo, na especificação da freqüência em que transmite a emissora de rádio preferida.

O referido cientista que deu origem à medida e à onda hertziana – um Hertz corresponde a uma oscilação por segundo – determinou a velocidade da propagação das ondas e contribuiu decisivamente para o desenvolvimento das técnicas de radiotransmissão que hoje são tão presentes no dia a dia de milhões de ouvintes, divididos em vários segmentos sociais, gostos, programas, criando aldeias por todo o globo.

Estância tem vocação para ser pioneira: na indústria com a Fábrica Santa Cruz, na Fé com a implantação da Diocese e na radiodifusão com a presença da Rádio Esperança. A historia se divide em dois tempos: o antes e o depois da presença da emissora pioneira na cidade e região.

A rádio estabeleceu, por longos anos, um elo entre as cidades e povoados da região; estes trocavam recados e avisos por meio da emissora. O receptor de rádio, por se tratar de um equipamento de baixo custo, passou a povoar os lares e a captar os programas levados aos possíveis recantos existentes.

A programação diversificada, até hoje, exerce um encanto que incide na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais. O rádio tem a capacidade de ilustrar a imaginação do ouvinte, de estabelecer laços afetivos e de até suscitar uma cálida sensação de intimidade com o comunicador.

Após anos de radiotransmissão, os entendimentos estão sendo ultimados para efetivar a migração entre sinais. O sucessor na superintendência, engenheiro elétrico Ivan Leite, não se fez de rogado quando recebeu o convite da ANATEL se gostaria de migrar de AM (Amplitude Modulada) para FM (Freqüência Modulada). Até meados do ano que vem, possivelmente, a Rádio Esperança estará transmitindo em FM, passará a ser Esperança FM.

Atualmente o quadro de locutores e operadores expõe profissionais de larga experiência, alguns com mais de 20 anos de atuação, seja na Técnica de Áudio, seja defronte dos Microfones, seja na Produção - Ana Maria, Rita Neris, Irene Menezes (operadoras de áudio); Valter Santos, Karina Liberal, Saulo Oliveira, Théo Batista, Elda Maria e Genilson Máximo (locutores).

Estes são responsáveis pela condução de uma rádio que mudou a maneira de ouvir rádio. Profissionais que fizeram do rádio um instrumento da vida cotidiana de milhares de ouvintes. E é usado para informar, ouvir música, interagir, educar, etc.

Ao adentrar à fase de migração para FM, sem dúvida, o superintendente Ivan Leite contará com uma das melhores mãos de obra do rádio sergipano. Profissionais capacitados, experientes, de grande bagagem, que fazem da Esperança uma das mais conceituadas emissoras do interior. Que não deixa nada a desejar.

Guglielmo, Tesla, Landell, Roquetti Pinto, doutor Jorge Leite, sem o feito ousado desses homens, sem dúvida, a vida não teria o mesmo encanto. Não teria a Esperança!

Texto e imagem reproduzidos do blog:
parabolicanews.blogspot.com.br

sábado, 18 de março de 2017

João de Barros, o popular Barrinhos



João de Barros, o popular Barrinhos, ao lado do cantor Jorge Luiz da Silva, quando de sua visita a Aracaju, no ano de 1983, fazendo a divulgação de seu trabalho, na Rádio Liberdade, programa Café Society, em sua coluna social do Jornal da Cidade e em seu programa da TV Atalaia.

Fotos e informações de legenda, reproduzidas do blog:
 jolusi.blogspot.com.br

terça-feira, 14 de março de 2017

Estreia do Programa - Memória do Rádio Sergipano



Vereadora Emília Correa, Weliton Elias o Homenageado,
Vereador Eliel Felipe, Marcos Luduvice do Jornal Povão e 
Vice-presidente do Sindicato dos Radialistas e 
Fernando Cabral presidente do Sindicato dos radialistas de Sergipe.

Radialista e Jornalista Bispo Pedrão, Radialista Horácio Nascimento
 e o Vereador Eliel Felipe e o Vice-Presidente do  Sindicato
 dos Radialistas Marcos Luduvice.

Publicada em 05/03/17.

Memória do rádio Sergipano! Em Parceria com a TV Aperipê a secretaria estadual de cultura o sindicato dos radialistas fez uma homenagem a grandes ícones que escreveram e contribuíram para a evolução do rádio no estado.

Na primeira exibição da Série de documentários o homenageado foi o comentarista esportivo Weliton Elias o diabinho popularmente conhecido no cenário esportivo tanto no rádio, tanto na TV.

No início da tarde de ontem (04) o sindicato dos radialistas de Sergipe na pessoa do presidente Fernando Cabral ao lado do diretor presidente da fundação Aperipe Givaldo Ricardo deram início a série de homenagens a grades personalidades da história do rádio Sergipano projeto esse que visa resgatar e eternizar a vida e obras de radialistas que marcaram o rádio, muitos hoje já não estão mais presentes, assim começou a homenagem pelos os que ainda estão presente e sendo o primeiro homenageado o radialista e jornalista Weliton Elias uma grande figura que marcou a história do rádio o segundo homenageado será João Oliva no próximo sábado (11) às 13h, dando sequência ao princípio do projeto que homenageara outras feras da comunicação como Nazaré Carvalho, Goiabinha, Carlos Magalhães e tantos que ainda vivem na memória do povo.

Hoje aos 89 anos de idade o comentarista é uma personalidade inesquecível pelos bordões usados em suas colocações ao comentar os resultados das partidas futebolísticas de uma forma muito bem humorada como a de chupar o picolé de graviola e tantos outros.

A serie memória do rádio Sergipano trouxe ao público presente no auditório da TV Aperipe muitas emoções ao homenageado e aos que marcaram presença para assistir juntos o 1º (primeiro episódio) de uma serie de 200 (duzentos episódios), pois além de Weliton Elias a serie individual também irá homenagear outros grandes comunicadores que marcaram o seus nomes na história e se fizeram presentes no dia a dia do ouvinte rompendo a barreira do rádio que continua cada vez mais vivo na vida das pessoas, a série de documentários será exibida pela a TV Aperipe canal 06 sempre aos sábados às 13h com represes as terça-feira às 19h.

Presenças!

Além do homenageado, estiveram presentes grandes personalidades da comunicação do radio e da tv, também marcou presença o Vereador Eliel Felipe do município de Nossa Senhora do Socorro e a Vereadora Emília Correa de Aracaju e o secretario de cultura do estado Irineu Fontes.

Representado a Tv Atalaia e o radialista Raimundo Macedo popular pinguinho de leite, assim carinhosamente chamando por Weliton Elias, pois os mesmos trabalharam 35 anos juntos e a jornalista Susana Guimarães levou uma mensagem de carinho para o homenageado do dia.

Também marcou presença o vice-presidente do sindico dos radialistas Marcos Luduvice, o jornalista e radialista professor Everton, o radialista e jornalista bispo Pedrão, o radialista Flavio Lima e o próximo homenageado da série João Oliva, o radialista Alex Carvalho e o radialista e jornalista Horácio Nascimento diretor da Paradão Popular FM e representantes da federação Sergipana de Futebol já que o presidente Milton Dantas encontrava-se em viagem ao Chile.

Final do evento!

Após a exibição da serie de abertura dos documentários sobre a memória do rádio Sergipano os convidas degustaram um sabor muito marcante dos bordões famosos do comentarista o famoso picolé de graviola.

Assim o Diabinho matou a saudade de amigos da comunicação e aqueles que o viram na telinha ou o ouviu nas ondas do rádio tiveram a honra de vê-lo de perto.

Esse foi um fato marcante durante o evento no auditório da TV Aperipe onde os novos e velhos comunicadores relataram a Weliton Elias o quanto ele foi importante a sua influência em suas carreiras.

Homenagem em vida!

Além da homenagem prestada em vida pelo o sindicato dos radialistas, secretaria de cultura do estado e pela federação de esporte de Sergipe o Diabinho também foi prestigiado pelo representante do município Socorrense, Chamado à frente da plateia Eliel Felipe atual vereador e ex-sec. de esporte do Município de Nossa Senhora do Socorro fez o seu relato da importância de Weliton Elias não só como pessoa e como comunicador, o mesmo também exaltou a honra do comentarista ter sido homenageado em vida, pois em sua gestão como secretário do municipal de esporte foi construído um estádio de futebol no município o qual leva o nome do homenageado popularmente conhecido como o estádio do Lelezão pelos amantes de futebol.

Uma justa homenagem a esse homem que marcou o seu tempo no rádio de uma forma espetacular e muito bem humorada em suas narrativas ao comentar a paixão do povo Brasileiro.
Para muitos Weliton Elias foi um comentarista além do seu tampo, pois é sempre lembrado como um metre para todos que até hoje continuam levando a alegria do poder da comunicação através das ondas do rádio para o povo.

Fotos e reportagem por: Horácio Nascimento
Radialista e Jornalista
DRT/SE: 1718 Radialista
DRT/SE: 1948 Jornalista

Texto e imagens reproduzidos do site: paradaopopularfm.com

segunda-feira, 13 de março de 2017

Marcio Rocha conta a sua vida no rádio sergipano


Publicado originalmente no site Osmário Santos, em 10/12/2012, 

Marcio Rocha conta a sua vida no rádio sergipano
Por Osmário Santos.

Marcio da Rocha Santos nasceu em Aracaju a 7 de fevereiro de 1981, numa sexta-feira de Carnaval. Seus pais: Manoel Cordeiro dos Santose Helena da Rocha.

Seu pai, aposentado, levou uma vida de rodoviário. Dele, o filho aprendeu que a humildade é a maior premissa que o ser humano pode carregar. “Ele me dizia sempre que a vida em si é a recompensa pelo seu comportamento, pelos seus atos e modo de agir. São os amigos, são as conquistas, as vitórias, é o trabalho, são os prazeres, os dissabores. Independentemente de situação, até mesmo as coisas ruins servem para um aprendizado e isso se conquista vivendo com harmonia e dedicação ao trabalho, aos estudos e à família .Isso tudo faz com que você conquiste a sua grande recompensa. O maior dom que o ser humano tem é a vida”.

Sua mãe teve dois filhos: Marcio e Miriele da Rocha, que conta com 25 anos. “Ela é uma pessoa de alto astral, de bem com a vida, que não se deixa abater com problemas. Sorri sempre, independente de qualquer situação”.

Dos primeiros passos nos estudos:“Fui alfabetizado numa turma de grandes pessoas, de grandes pensadores em Sergipe na Escola Parque. A jornalista Tiffany Tavares, o delegado Hugo Leonardo, o engenheiro Márcio Cunha e mais alguns que já não estão ente nós, o agrônomo Márcio Carvalho, que morreu num acidente de carro em 2008 e outros”.

Diz que a Escola Parque é um capítulo na vida de quem estudou por lá.“A formação cidadã infantil que é dada é algo que carregamos ao longo de toda a vida. O muito que tenho de cidadania e de consciência ambiental eu aprendi com o memorável e saudoso professor Paulo, da Escola Parque. Ele tem uma história na vida de pelo menos 10 mil pessoas. Acredito que esse número tenha passado por lá ao longo dos anos. A perda da Escola de fato foi um grande choque. Concluí meu ensino médio através do Colégio Gabarito e do Colégio Gracho do querido Abelardo Neto”.

Ao completar 18 anos ficou na dúvida na profissão que desejava seguir. “Meu pai queria que eu fizesse Direito e ao mesmo tempo queria que fizesse Comunicação, pois era apaixonado pelo rádio”. Eu tinha dúvida. Queira fazer Medicina, mas fiz o curso técnico de rádio na cidade de Itabuna/Bahia em 1999. Foi quando descobri que podia ser profissional do rádio”.

Conta que cresceu ouvindo rádio. “Ouvia o Carlos Magalhães, Paulo Brandão, Laércio Miranda, José Eugênio, Macedo Filho, Paulo Lacerda, Wellington Elias, Raimundo Macedo e tantos outros”.

Ingressou no rádio sergipano em 26 de novembro de 1999 na Rádio Aperipê AM, com o saudoso Daniel Vieira das 11h às 15h. “Daniel Vieira, Zé do Feijão e eu com pequenas notinhas. Depois aprendi a operar, também trabalhei na produção do programa do professor Luduwing Oliveira de 1999 a 2000. Por um tempo passei acompanhando os trabalhos de estúdio onde conheci grandes figuras como professor José Barros, professora Marlene Calumby – dotada de uma mente iluminada, professor Alvino Argolo e tantos outros que marcaram o início da minha trajetória no rádio”.

Atendendo ao convite do radialista FábioHenrique, começa a trabalhar de assistente de produção do programa de Fábio Henrique na rádio Atalaia AM, junto como Adilson Júnior e a grande equipe liderada pelo Fábio, com as participações de Magna Santana, Jairo Magalhães, Antônio Oliveira eEdil Alcântara.

Marcio Rocha sempre gostou das ações de bastidores no rádio sergipano. “Produção, fazendo contato, levantando matérias. Deixava o material pronto e auxiliava o apresentador”.

Conta que os últimos quatro anos, até 2011, foram de intensos trabalhos, período em que esteve produzindo o programa de George Magalhães na Liberdade FM. “George foi uma das grandes escolas que tive na minha vida. Com George eu aprendi a ter responsabilidade com a informação, aprendi a ter dedicação ao trabalho e percebi que o comunicador não tem vida para si e sim para os outros. Você dedica 24 horas do seu tempo para a comunidade, para o interesse público. O comunicador é o historiador do cotidiano. Você é quem cataloga as informações que serão história no futuro. Com George eu aprendi isso”.

Diz que tem 13 anos de rádio e não esquece de dizer que o radialista Marcos Luduvice foi a sua grande escola. “Estive com ele entre 2005 e 2007, quando me deu oportunidade de trabalhar como âncora. Marcos Luduvice é uma criança com 55 anos. Ele tem um grande coração e criador de oportunidades. Foi assim comigo e por muitos outros que passaram pela escola de Marcos Luduvice. Eu aprendi a improvisar com Marcos Luduvice”.

Afastado do rádio, trabalha na assessoria de comunicação da Secretaria de Estado do Esporte e do Lazer, junto com o jornalista Gilvado Batista, considerado por ele a enciclopédia do esporte sergipano, além de Leó Filho, que é o dicionário. É casado há um ano com Lays Millena, estudante de Jornalismo.

Texto e imagem reproduzidos do site: osmario.com.br

sábado, 11 de março de 2017

Corpo do radialista José Eugênio é sepultado em Aracaju


Com bandeira do Sergipe, corpo do radialista José Eugênio é sepultado em Aracaju

Parentes, amigos e colegas deram o último adeus ao cronista esportivo José Eugênio de Jesus. O corpo dele foi sepultado na manhã deste sábado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju. "Zé Eugênio", como era mais conhecido, faleceu aos 98 anos nesta sexta-feira, após tratar de complicações renais em um hospital da capital sergipana.

A Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS) decretou luto de três dias, assim como a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e o Sindicato dos Jornalistas, o Sindijor. 

José Eugênio de Jesus tinha 98 anos (completados em outubro do ano passado) e estava internado há um mês no hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia.

José Eugênio.

Dono de uma memória privilegiada, ele era considerado a enciclopédia do esporte sergipano. Na década de 40, ele participou da criação da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora, hoje Rádio Aperipê AM.

- O que eu posso falar sobre Zé Eugênio? O nome mais importante do rádio sergipano e um dos mais importantes do país. Tive a honra de trabalhar com ele na Rádio Aperipê, ele tinha 92 anos na época e sempre se mostrou um cara muito lúcido, enciclopédia do futebol sergipano, lembrava de muita coisa, com riqueza de detalhes. Tinha opiniões contundentes e era muito sério. Com certeza tudo que ele fez no nosso rádio jamais será esquecido - afirmou Thiago Barbosa, coordenador de esportes da TV Sergipe.

"Zé" Eugênio foi gráfico no jornal Diário da Manhã, depois passou pelo Sergipe Jornal, pelo jornal "A Cruzada", foi colaborador da Gazeta de Sergipe, além de ter criado e atuado como diretor da Gazeta dos Esportes. Vale lembrar que ele foi presidente da Associação dos Cronistas de Sergipe (ACDS) e presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI). Como se não bastasse, José Eugênio de Jesus fundou o Sindicato dos Gráficos de Sergipe, o Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e o Sindicato dos Radialistas de Sergipe.

Veja a nota de pesar do Sergipe.

"O Club Sportivo Sergipe vem a público lamentar o falecimento de José Eugênio de Jesus aos 98 anos. O jornalista e radialista estava internado há um mês em um hospital da capital sergipana para tratar de um problema renal e uma pneumonia. José Eugênio fez parte da primeira equipe de rádio esportivo de Sergipe e foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa. O Club Sportivo Sergipe solidariza-se com os familiares deste grande profissional que nos deixou nesta sexta-feira."

Fonte: G1/SE.

Texto e imagem reproduzidos do site: portaltobiense.com.br  

sexta-feira, 3 de março de 2017

Documentário "Memória do Rádio Sergipano"


Publicado originalmente no site F5 News, em 03/03/2017.

Documentário "Memória do Rádio Sergipano" estreia na Aperipê TV

Estreia neste sábado (04), às 13 horas, o projeto Memória do Rádio Sergipano na Aperipê TV. O documentário, lançado em setembro de 2016, é um projeto de iniciativa do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, através do seu presidente, Fernando Cabral e tem a finalidade de resgatar e eternizar a vida e obra de radialistas do estado.

A biografia coletiva foi construída com quatro metas: implantação de um Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Rádio Sergipano, a ser implantado na sede do Sindicato dos Radialistas de Sergipe; produção e organização de acervo sobre a memória do rádio em Sergipe para consultas e estudos de estudantes de comunicação; desenvolvimento de um site contendo as biografias, informações, fotos e vídeos dos radialistas sergipanos, além de suas exibições semanais na TV pública do Estado.

Iniciado em abril de 2015, o Vozes Nossas de Todo Dia produziu 200 documentários individuais de grandes figuras do rádio sergipano, entre elas José Eugênio de Jesus, Eduardo Abril, Carlos Magalhães, Goiabinha, João Oliva, João Batista Santana, Nazaré Carvalho, Denilza Miranda, entre tantos personagens que fizeram, e ainda fazem, a história da comunicação em nosso Estado.

Serão mais de 200 horas que poderemos acompanhar, a partir deste final de semana, na telinha da Aperipê TV, com histórias inesquecíveis contadas pelos principais protagonistas do rádio sergipano.

O planejamento, a produção e direção do projeto ficou por conta da F5 News Produções com coparticipação da Mercado Publicidade e Comunicação, que ao longo de 18 meses, tiveram o cuidado de colher um vasto acervo que ficará para sempre em nossas memórias.

O projeto tem como patrocinadores a Sergas, a Fecomércio, a Caixa Econômica Federal e o Grupo Multserv, e conta ainda com o apoio cultural da Unit, UFS e CTB.

Memória do Rádio Sergipano – Vozes Nossas de Todo Dia, todos os sábados, às 13 horas e reapresentação às terças, sempre às 19 horas na Aperipê TV.

Fonte: Assessoria de ComunicaçãoNotícias em Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Morre o radialista Hamilton Andrade

Foto: arquivo do Sindicatos dos Radialistas.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 22/02/2017.

Radialista Hamilton Andrade é sepultado nesta manhã.
Aneurisma afastou Andrade do rádio há cerca de 18 anos.

Faleceu, aos 58 anos de idade, o radialista Hamilton Andrade. Ele foi vítima de um aneurisma cerebral, há cerca de 18 anos, que o deixou com sequelas e afastado das rádios sergipanas. A morte foi confirmada nessa última terça-feira, 21. De acordo com o Sindicato dos Radialistas, Andrade estava acamado há alguns meses.

Ainda segundo o sindicato, Hamilton Andrade foi diretor das rádios Aperipê e Liberdade FM. Nesta última, ele se destacou apresentando o programa “Classe A” para amantes da música erudita.

O sepultamento é realizado nesta quarta-feira, 22, às 10h, no Cemitério São João Batista.

Por Jéssica França.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Triálogo - Existe Futuro para o Rádio?

Futuro do Rádio - ABERT

O Futuro do Rádio


O Futuro do Rádio. 

Por muitos anos, um pequeno grupo de “futurólogos” pregava o fim de determinadas formas de comunicação, toda vez que uma novidade tecnológica surgia. Várias possíveis vítimas já foram apontadas e o rádio ­— dado o seu grande alcance e tradição — sempre foi um dos alvos preferidos dessas profecias. Esses teóricos caíram em descrédito quando se comprovou — pela experiência prática em todos os principais países do mundo, incluindo o Brasil — que a evolução na forma de transmissão e consumo de conteúdo não é sinônimo de extinção de linguagens de comunicação. Assim, o rádio deixou de ser visto como uma mídia em queda e passou a ser encarado por investidores, anunciantes, profissionais e consumidores finais como um exemplo de renovação e bom aproveitamento das muitas novidades técnicas que apareceram principalmente nas últimas três décadas. E mais: as novas tecnologias não apenas ajudaram na expansão do rádio como reforçaram vocações já possuídas por ela desde muito tempo.

O tão falado futuro do rádio, na verdade, começou com o advento do FM, que dobrou o número de emissoras até então existentes — com elevação da qualidade do som — e, com isso, aprofundou uma forte característica dessa mídia: a sua alta capacidade de segmentação. Seja a partir do foco num determinado estilo de programação ou perfil de público, o rádio consegue oferecer soluções para os anunciantes que muitas outras mídias não conseguem.

Outro passo importante foi dado com a chegada dos satélites, que permitiu a formação de redes nacionais e, com elas, a viabilização econômica de diversas emissoras de pequeno e médio porte em todo o país, dando novos contornos ao processo de integração nacional iniciado pelo rádio e posteriormente aprofundado pela televisão.

A popularização da Internet, maior argumento empregado pelos “futurólogos” citados no começo deste texto, acabou beneficiando o rádio sob os mais diversos aspectos:

• Trouxe de volta muitos ouvintes jovens que haviam perdido o hábito de usar aparelhos de rádio;

• Ilimitou o espaço para empresas ou mesmo pessoas comuns lançarem novas estações, transformando a Internet num campo livre para o surgimento de novas músicas, locutores, programas e marcas que podem até, no futuro, ganhar espaço nos dials;

• Permitiu que os ouvintes de rádios com baixa qualidade de sinal pudessem ouvir um som mais limpo através dos seus computadores;

• Reforçou a interação que sempre existiu entre o locutor/comunicador e o seu público, que passou — através de e-mail, de salas de bate-papo e de redes sociais — a interferir instantaneamente na programação;

• Fez estações locais do mundo todo ganharem uma audiência mundial, ampliando o potencial de internacionalização que o rádio sempre teve e que é o objeto principal da paixão de pessoas como os dexistas — aqueles que, através dos seus aparelhos receptores, procuram ouvir programações dos lugares mais distantes.

A telefonia móvel — cujas ondas prejudicam, especialmente nas grandes metrópoles, a transmissão das ondas de rádio — também acabou ajudando as rádios em FM, pois, hoje em dia, praticamente todos os celulares recebem essas estações.

A chegada do rádio digital ao Brasil poderá possibilitar novos avanços, apesar das discussões em torno da robustez do sinal e do alto preço dos receptores. O rádio, cada vez mais, será encarado como uma “central de convergência de mídias”, onde, juntamente com o áudio, o ouvinte poderá receber textos e até fotos. No novo sistema, o som das emissoras AM recebe qualidade de FM e as FMs ganham som de CD. Cada frequencia poderá ter até quatro programações simultâneas, o que aumentaria — e muito — a audiência alcançanda, a variedade de opções para o anunciante e, por conseguinte, os empregos gerados pelo setor.

Há também o rádio por assinatura via satélite, que é uma realidade bem-sucedida nos Estados Unidos. A Sirius, líder deste mercado, oferece mais de 130 canais de áudio digitais, com programações muito variadas, vinculadas à marcas importantes (como Disney, CNN, Fox, BBC, Playboy, Oprah e NFL) e com som impecável para os seus quase 20 milhões de assinantes.

Com toda essa evolução, vale a pena pensar: se o rádio está crescendo e se expandindo para novas plataformas, como será que as emissoras devem se posicionar enquanto marcas e negócios? A resposta está naquilo que o rádio verdadeiramente oferece e vai além de qualquer discussão relacionada com tecnologia de transmissão ou recepção de sinal — afinal, isso muda o tempo todo.

Quando realizam-se pesquisas com o objetivo de detectar aquilo que os ouvintes sentem com relação à uma emissora, uma palavra sempre se destaca: pertencimento. A sensação de que aquela programação é feita “sob medida”, reforçada com a forte interatividade promovida tanto dentro quanto fora do ar, despertam no ouvinte a ideia de que aquela emissora “é dele” e que, através dela, ele pertence a um grupo especial de pessoas. Essa identificação, mais forte no rádio que em outras mídias, é a base que constrói uma audiência fiel e confiante para consumir não apenas os conteúdos oferecidos pela emissora como também os produtos anunciados nos seus espaços comerciais, afinal, fidelidade também envolve credibilidade: algo primordial para a obtenção de resultados junto aos ouvintes.

Como se vê, mais do que vender tempo, uma rádio vende — e promove — relacionamento, seja entre pessoas, seja entre pessoas e empresas. Todos os grandes grupos de comunicação do mundo já atentaram para isso e estão trabalhando suas estações como marcas que promovem uma nova gama de relacionamentos e formas de transmissão de conteúdo que vão além, inclusive, da própria programação e se tranformam, por exemplo, em eventos, mensagens de texto para celular, colunas em jornais, portais na Internet e até programas de TV, sendo tudo sustentado por grifes multimídias que nasceram no rádio e que, de tão fortes, expandiram suas fronteiras de atuação.

As rádios — graças a toda a essa sensação de pertencimento falada anteriormente e as novas formas de distribuição que surgem a todo momento — tem atuado como líderes dessa nova forma de pensar e gerir negócios de mídia, o que reforça a sua importância para os tempos atuais e abre caminhos para um futuro baseado na convivência entre todas as linguagens de comunicação integradas a partir de marcas posicionadas em pontos estratégicos da mente e do coração dos ouvintes, leitores, internautas etc.

Texto reproduzido do site: fernandomorgado.com

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

José Eugênio de Jesus (1918 - 2016)

Foto reproduzida do site: aperipe.com.br
Postada por MTéSERGIPE, para ilustrar artigo.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 09/09/2003.

Maior ícone vivo da história da imprensa sergipana.
Por Najara Lima.

Ele queria ser torneiro mecânico, assim como o nosso atual Presidente da República. E seria, não fosse uma pequena ajuda do destino, colocando cada coisa em seu lugar. Acabou indo parar nas tipografias dos jornais. De gráfico a impressor, depois comentarista, colaborador, cronista esportivo, diretor de jornalismo. Falando assim, parece que foi fácil. Mas tudo isso foi conseqüência de muito trabalho, luta e um punhado grande de seriedade. Dos três filhos do Sr. Antônio, um marinheiro de carreira, e da Dona Raquel, dona de casa, apenas um sobreviveu. E por ter escapado da morte, que levou os dois irmãos, ele parece mesmo gostar da vida. Aos 84 anos, José Eugênio de Jesus possui uma lucidez inacreditável e uma condição física de fazer inveja a muito jovem. Fala pausadamente e nunca perde a linha de raciocínio. Tem uma memória privilegiada e prova isso ao tentar relatar fatos que ocorreram há muito tempo em sua vida. Ele é considerado hoje o comunicador mais antigo em atividade no Brasil. Ocupa o cargo de Presidente da Associação Sergipana de Imprensa, e como a função não é remunerada, ele a exerce simplesmente por amor à entidade e à profissão. Além de subir várias vezes e todos os dias dois grandes lances de escada que dão acesso à sede da ASI, José Eugênio caminha ainda 5.800 metros todas as manhãs. Esse exemplo de vitalidade mostra, com sua história de vida, que as pessoas ainda têm muito que se surpreender com ele. Eugênio é possuidor de um largo e invejável currículo. Em rádio, trabalhou Aperipê, na Rádio Jornal AM, na Liberdade e na Rádio Cultura. Na televisão, apresentou o programa Bola em Jogo, na TV Aperipê. Em jornal, trabalhou como gráfico no Diário da Manhã e impressor no Sergipe Jornal. Depois, colaborou com a Gazeta Esportiva, com o Jornal Gazeta de Sergipe e com o jornal católico A Cruzada. Participou também da Revista Alvorada. Gravou definitivamente seu nome na história da imprensa sergipana, participando da fundação da Associação de Cronistas Esportivos de Sergipe, do Sindicato de Gráficos, de Jornalistas e de Radialistas de Sergipe. Além de tudo isso, o maior comunicador de todos os tempos ainda em ação no país teve tempo para lecionar linotipia na Escola Industrial de Aracaju. Ele trabalhou no Diário Oficial do Estado, se tornou funcionário público e teve sua aposentadoria garantida depois de 42 anos de serviços prestados, “mas isso nunca fez com que eu me afastasse do rádio, que sempre foi minha grande paixão”. Hoje, ele acumula, além da presidência da ASI há um ano e quatro meses, o cargo de delegado da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos e colabora para o Semanário Esportivo. O esporte e sua tão amada profissão já levaram o Sr. José Eugênio para caminhos distantes. Ele teve a honra de estar presente na Copa do Mundo na Itália. Participou da despedida de Pelé no Rio de Janeiro. Pôde presenciar uma edição da fantástica Corrida de São Silvestre. Conheceu o Brasil inteiro através da vertente esportiva da comunicação. Não é à toa que nasceu numa rua chamada Boa Viagem. Já ganhou vários prêmios por sua atuação na área, mas considera o Troféu Destaque Imprensa, que ganhou como melhor cronista esportivo, como o maior reconhecimento em forma de premiação que poderia receber. O atual presidente da ASI é um homem de fortes convicções. Quando questionado sobre polêmica da desobrigatoriedade do diploma, ele é incisivo. “Eu acho absolutamente necessário o diploma, sob todos os aspectos”, declara ele. Com relação ao cenário da comunicação no Estado, ele não tem papas na língua na hora de falar. Apesar de afirmar que estamos numa fase de franca expansão, ele destaca um problema crônico. “Infelizmente, ainda temos mais quantidade que qualidade”, afirma José Eugênio. Ele defende, acima de tudo, a ética na profissão. Ouvir os dois lados da questão é, para ele, a base de toda a atividade jornalística. “A notícia não é unilateral! Tem que ouvir as duas partes e o interessante é que se faça isso antes de divulgar. Do contrário, o jornalista perde credibilidade”, diz ele. O maior sonho desse homem que considera o jornalismo “uma coisa muito séria” é ver a ASI crescer. Trazer os jornalistas que estão saindo das universidades, com força de vontade e ânimo renovado para dar continuidade ao trabalho iniciado há 70 anos é um dos grandes desejos de José Eugênio de Jesus. Viúvo, com três filhos, nove netos e uma bisneta, ele exibe uma feição de saúde e felicidade aos que têm a oportunidade de conhecê-lo. Com uma família grande e um círculo de amizades maior ainda, ele já pode dizer, aos 84 anos de vida, que cumpriu sua missão. Mas sua vitalidade prova que há muito ainda por fazer. Verá quem viver até lá.

Texto reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias/cultura

Viana Filho, arquivo vivo do futebol sergipano

 Viana Filho recebe cumprimento de José Eugênio.

Antônio Barbosa trabalhou com o autor na Rádio Cultura.
Fotos: Marcelo Freitas.

 Publicado originalmente no site da INIT, em 11/06/2014.

Unit lança livros de Viana Filho.

Cronista esportivo é o maior arquivo vivo do futebol sergipano

Em meados da década de 1950, pouco se sabia sobre o futebol sergipano. No programa Salada Esportiva, da Rádio Difusora, o jovem Francisco Viana Filho recebia cartas de ouvintes com perguntas sobre um passado obscuro, e não sabia como responder pela ausência de registros. Foi então que “Tito” decidiu escarafunchar os arquivos da Biblioteca Pública Epifânio Dória e do Instituto Histórico de Sergipe. Para saciar a curiosidade do público, enveredou no universo da pesquisa e não parou mais.

Hoje, aos 80 anos, Viana Filho colhe os dois mais vistosos frutos de toda uma vida dedicada à história do futebol no Estado. Os livros “Crônica Esportiva” e “A história do Futebol Sergipano – desde 1907 a 1960” foram lançados, na noite desta terça-feira, 10 de junho, no Campus Aracaju Farolândia da Universidade Tiradentes. A Unit custeou a impressão de 500 exemplares de cada obra. O lançamento aconteceu paralelo à premiação dos Melhores do Ano, pela Federação Sergipana de Futebol.

“Viana Filho é um patrimônio da crônica esportiva, detentor do maior arquivo do nosso futebol e um cidadão de caráter. Sergipanos como ele não podem ser esquecidos e não serão, enquanto a Universidade Tiradentes existir”, afirma o reitor da Unit, professor Jouberto Uchôa de Mendonça.

O primeiro livro de Viana Filho reúne crônicas que ele redigiu ao longo da carreira como jornalista e radialista esportivo. Já a segunda obra aborda a história do futebol sergipano de 1907 a 1960, o que inclui capítulos como a implantação do futebol no Estado pelos militares; o surgimento dos dois primeiros clubes esportivos – Sergipe e Cotinguiba; e a fundação do primeiro clube dedicado exclusivamente ao futebol.

Muitos dados coletados por Viana Filho há mais de 50 anos são exclusivos. Segundo o autor, por negligência das autoridades, várias publicações – jornais e semanários das décadas de 1910 e 1920 – foram extraviadas na Biblioteca Pública. Até o início de 1960, os nomes dos campeões sergipanos dos anos anteriores a 1928 eram desconhecidos do grande público.

“Conhecia-se apenas a lista dos campeões a partir de 1928, graças à esmerada organização do antigo presidente da Federação Sergipana de Desportos, Antônio Policiano de Vasconcelos, que em 1946, nos 20 anos de fundação da Liga Sergipana de Esportes Atléticos, publicou um relatório contendo os campeões oficiais de futebol e remo”, ressalta Viana Filho.

Em “A história do futebol sergipano”, o autor resgata fatos importantes da época amadora do esporte no Estado. “Justamente o período mais difícil de resgatar, não apenas por sua antiguidade, mas, principalmente, pelas deficiências de informações daqueles tempos. Posteriormente, quando publicarmos o segundo volume – época profissional até os tempos atuais, vocês terão a completa fonte fidedigna sobre a história do futebol em Sergipe”, garante Viana.

Sobre o autor

Francisco Viana Filho é natural de Aracaju. Nasceu em 11 de janeiro de 1934, é desenhista técnico e professor de Desenho. Iniciou a carreira de cronista esportivo na Rádio Difusora de Sergipe, no ano de 1956. Em 1957, publicou o seu primeiro artigo sobre futebol, no Sergipe Jornal. Como jornalista e radialista, exerceu a função de redator-chefe de Esportes da extinta Gazeta de Sergipe. Também integrou a equipe esportiva da Rádio Cultura durante uma década.

Na Cultura, Viana Filho conviveu com outros profissionais como Antônio Barbosa e Carlos Magalhães. Ex-colegas que fizeram questão de prestigiar o lançamento dos livros. “O Viana Filho é a história viva do rádio esportivo sergipano. Trabalhei com ele na década de 1960, quando já fazia um programa contando a história de um futebol que eu nem vivi e ele, provavelmente, nem tenha vivido. Creio que esses livros resgatam boa parte dessa memória”, afirma Antônio Barbosa.

Aos 95 anos, José Eugênio de Jesus, patente maior do rádio sergipano, também prestigiou o lançamento dos livros na Unit. “Para mim este evento é importante em todos os aspectos, sobretudo, pelo autor do trabalho, que sempre foi um abnegado. Muitas vezes conseguíamos livros e documentários em outros Estados, principalmente Alagoas, e passávamos para o Viana Filho, pois sabíamos da dedicação dele com a história do nosso futebol. Por tudo isso, sinto uma grande satisfação em estar aqui”.

Texto e imagens reproduzidos do site: unit.br/blog/noticias

domingo, 12 de fevereiro de 2017

João Batista Santana e Irandir Santos

Dois grandes ícones do Rádio Sergipano, 
João Batista Santana e Irandir Santos.
Foto e Legenda reproduzidas do Facebook/Fernando Cabral.

Morre Irandir Santos, do inesquecível "Ao Cair da Tarde"

Foto: arquivo Princesa FM

Por F5 News.

Faleceu na manhã deste sábado (11), em Aracaju (SE), o radialista Irandi Santos, um dos maiores comunicadores do rádio sergipano.

Irandi travava uma luta contra o câncer; segundo colegas de profissão, o radialista estava na quarta seção no tratamento de Quimioterapia quando não resistiu e faleceu.

Ele passou por várias emissoras de rádio, trabalhou alguns anos na Rádio Cultura e, atualmente, era radialista da Princesa FM, em Itabaiana, agreste do estado.

Foram 55 anos dedicados ao Rádio Sergipano. A Princesa FM realiza hoje uma programação especial em homenagem ao comunicador, considerado um grande profissional e homem de bem.

O corpo será velado na Osaf. O sepultamento será domingo (12), às 16h, o local do enterro não foi divulgado.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br


Radialista Irandir Santos morre aos 75 anos em Aracaju.

O radialista Irandir Santos, de 75 anos, faleceu neste sábado (11) em Aracaju (SE). Ele estava internado em um hospital particular onde recebia tratamento de saúde, a causa da morte não foi divulgada.

Irandir trabalhava na FM Princesa, no município de Itabaiana (SE). Na década de 1980, ele apresentou o programa ‘Ao cair da tarde’ na Rádio Cultura.

-----------------------------------------------------------------------------------

Anos 80, ao sair do trabalho à tardinha e entrar no carro, a primeira coisa que fazia era ligar o rádio e  sintonizar na Rádio Cultura de Sergipe, cujo Dial já deixava parado nela, tudo para ouvir o programa “Ao Cair da Tarde” que era apresentado de segunda a sexta à partir das 17 horas, pelo radialista Irandir Santos, o qual usava a música “Ouvindo-te” como prefixo (BG) do programa. Essa música era a minha trilha sonora de volta para casa todos os dias e terminou ficando no meu inconsciente. (Armando Maynard).


Canal do YouTube de Edgard Vita de Pina.
http://migre.me/w2Gyu

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A morte levou o decano de todos nós

Foto: César de Oliveira.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 06/02/2017.

A morte levou o decano de todos nós.
Por Ivan Valença.

Um fim de semana triste, por conta da morte do jornalista e radialista José Eugenio de Jesus, que faleceu no meio da semana que passou aos 98 anos de idade. Seria ele, talvez, o jornalista mais velho no Brasil. Trabalhei com ele nos tempos da Rádio Difusora de Sergipe, quando a antiga Aperipê ficava no Edifício Serigy, hoje ocupado pela Secretaria de Saúde. Focado na área dos esportes, Eugênio era também gráfico, atuando nas oficinas da antiga Escola Industrial de Aracaju, por onde, aliás, se aposentou. Por seus ensinamentos, passaram boa parte dos gráficos de Sergipe de hoje. Na antiga Escola Industrial havia dois sujeitos bons de papo, ambos jornalistas esportivos: Francisco Viana, o Tito, e José Eugenio de Jesus. Voltamos a nos encontrar quando da fundação do Sindicato dos Jornalistas, no início dos anos 70. Sem dúvida, Sergipe perdeu um ótimo profissional. A morte de José Eugênio ensejou uma série de notas oficiais lamentando o seu passamento, do Governador Jackson Barreto e do Prefeito Edvaldo Nogueira ao Sindijor.

Texto reproduzido do suite: infonet.com.br/blogs/ivanvalenca

Depoimentos sobre o cronista José Eugênio

José Eugênio de Jesus. (Foto: César de Oliveira).

Publicado originalmente no site Globo Esporte/SE., em 03/02/2017

Relembre história de José Eugênio e leia os depoimentos sobre o cronista.

Um dos cronistas esportivos mais antigos do Brasil faleceu nesta sexta aos 98 anos.

Por GloboEsporte.com

O relógio marcava onze horas e quinze minutos. A manhã desta sexta-feira anunciava a morte de um dos primeiros cronistas esportivos de Sergipe, um dos mais antigos do país. José Eugênio de Jesus tinha completado 98 anos em 10 de outubro do ano passado. Há um mês ele estava internado no Hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia.

O velório ocorrerá no cemitério Colina da Saudade, a partir das 15 horas, e o sepultamento será na manhã de sábado, a previsão é que comece às 10 horas. "Zé" Eugênio, como também era conhecido, era jornalista e radialista. A Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS) decretou luto de três dias, assim como a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e o Sindicato dos Jornalistas, o Sindijor.

Em 1939, com o surgimento da Rádio Difusora 630 AM – hoje chamada Aperipê – a primeira emissora sergipana, foi criado o primeiro Departamento de Esportes, que teve como chefe Alfredo Gomes, primeiro narrador esportivo do Estado. Integraram a equipe também Carlos Nagib e, depois, José Eugênio de Jesus.

- José Eugênio foi o homem que teve participação direta na minha carreira como narrador de futebol. Naquela época, em 1968, eu pedi uma chance na Rádio Difusora de Sergipe e ele me deu essa chance. E até hoje eu gravo na memória esse favor que ele fez a esse humilde narrador esportivo. Lamentei profundamente o falecimento dele, pois é uma pessoa que tenho o maior carinho, respeito e admiração. Sempre que nos encontrávamos era uma festa, era um cara feliz, honesto, trabalhador e um grande comentarista. Que Deus receba em um bom lugar este grande homem que me lançou no rádio. Obrigado por tudo, José Eugênio de Jesus, que Deus te receba de braços abertos porque sei que terá um bom lugar - relembrou o cronista esportivo José Antônio Marques.

"Zé" Eugênio foi gráfico no jornal Diário da Manhã, depois passou pelo Sergipe Jornal, pelo jornal "A Cruzada", foi colaborador da Gazeta de Sergipe, além de ter criado e atuado como diretor da Gazeta dos Esportes. Vale lembrar que ele foi presidente da Associação dos Cronistas de Sergipe (ACDS) e presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI). Como se não bastasse, José Eugênio de Jesus fundou o Sindicato dos Gráficos de Sergipe, o Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e o Sindicato dos Radialistas de Sergipe.

- O que eu posso falar sobre Zé Eugênio? O nome mais importante do rádio sergipano e um dos mais importantes do país. Tive a honra de trabalhar com ele na Rádio Aperipê, ele tinha 92 anos na época e sempre se mostrou um cara muito lúcido, enciclopédia do futebol sergipano, lembrava de muita coisa, com riqueza de detalhes. Tinha opiniões contundentes e era muito sério. Com certeza tudo que ele fez no nosso rádio jamais será esquecido - afirmou o jornalista Thiago Barbosa.

Em 2007, durante a abertura da trigésima terceira edição do Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, José Eugênio, que tinha na época 88 anos, foi homenageado pelos 70 anos dedicados ao rádio. Ele também foi gráfico, linotipista, professor e, já aposentado, virou escritor.
- Não tive a honra de trabalhar com José Eugênio, mas tive o privilégio de ter a sua amizade. Com a morte de Ze Eugênio abre-se uma grande lacuna no rádio sergipano, na imprensa, na comunicação do nosso estado. Descanse em paz, Decano! - disse o radialista Otacílio Leite.

Nota do Club Sportivo Sergipe.

"O Club Sportivo Sergipe vem a público lamentar o falecimento de José Eugênio de Jesus aos 98 anos. O jornalista e radialista estava internado há um mês em um hospital da capital sergipana para tratar de um problema renal e uma pneumonia. José Eugênio fez parte da primeira equipe de rádio esportivo de Sergipe e foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa. O Club Sportivo Sergipe solidariza-se com os familiares deste grande profissional que nos deixou nesta sexta-feira."

Texto e imagem reproduzidos do site: globoesporte.globo.com/se

Lendas do rádio sergipano exaltam José Eugênio de Jesus

 José Eugênio (foto: Arquivo Portal Infonet).

 José Antônio Marques (foto: Igor Matheus/ Portal Infonet).

Carlos Magalhães (foto: Igor Matheus/ Portal Infonet).

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 04/02/2017.

Lendas do rádio sergipano exaltam José Eugênio de Jesus.

Carlos Magalhães e José Antônio Marques relembraram radialista.

A história do radialista José Eugênio de Jesus, falecido na última sexta-feira, 3, é tão vasta que abrange praticamente todas as gerações de profissionais da comunicação de Sergipe dos séculos XX e XXI. E nada comprova isso com mais propriedade do que os testemunhos de dois dos cronistas esportivos mais longevos do rádio sergipano: José Antônio Marques e Carlos Magalhães.

Com 49 anos de atividade no rádio, José Antônio Marques revelou que José Eugênio não apenas fez parte de sua história como comunicador: foi o veterano Zé Eugênio que a iniciou. “Em 1968 pedi uma oportunidade na Rádio Difusora e foi ele que a ofereceu. Lembro quando ele disse que eu passaria seis meses em observação. Foi quando faltou um narrador esportivo e fui no Sabino Ribeiro transmitir o futebol. No dia seguinte, fui chamado pelo diretor da emissora , que disse que eu tinha grande futuro. E foi assim que comecei”;

Um dos grandes nomes do rádio esportivo de Sergipe, Marques destacou a memória de José Eugênio, com quem também trabalhou lado a lado. “Eugênio foi um ícone do esporte brasileiro como comunicador, e eu tive o prazer de tê-lo ao meu lado como comentarista. A notícia de seu falecimento foi triste, mas sei que ele está no céu com Deus. Zé Eugênio representa a tradição do rádio esportivo sergipano”.

Mais antigo cronista esportivo em atividade em Sergipe, Carlos Magalhães relembra do parceiro Eugênio do alto de seus 60 anos de rádio. “Foi uma grande figura, um grande amigo. Um homem ético, sério e competente. Quando terminei meus cursos superiores, em 1963, voltei para Sergipe e continuei minha trajetória no rádio, que eu já havia começado anos antes em Maceió. Foi nessa época que encontrei Zé Eugênio, que era homem de muitas atividades. Foi professor da antiga Escola Técnica e até tipógrafo. Estivemos juntos em muitas jornadas, e lembro bem de quando ele integrou a Rádio Cultura ao lado de Wellington Elias. Daquela época, muitos já se foram”.

Um dos últimos grandes nomes de uma geração que marcou o radialismo sergipano, Carlos Magalhães não demorou para encontrar uma palavra que descrevesse José Eugênio. “Um homem extraordinário. Deixou uma família feliz e agora seguirá pelo bom caminho”.

Por Igor Matheus.

Texto e imagens reproduzidos do site: 
infonet.com.br/noticias/esporte

José Eugênio de Jesus morre aos 98 anos.

Foto: Reprodução/TV Sergipe.

Publicado originalmente pelo site do Jornal da Cidade, em 03/02/2017.

José Eugênio de Jesus morre aos 98 anos.

Um dos maiores nomes da imprensa sergipana, ícone da crônica esportiva, estava internado há cerca de um mês.

Por: JornadaCidade.Net

Um dos maiores contadores de histórias de Sergipe, José Eugênio de Jesus, morreu, na manhã desta sexta-feira (3), aos 98 anos. Internado há cerca de um mês em um hospital particular de Aracaju, ele estava tratando um problema renal quando contraiu uma pneumonia. Como um dos maiores expoentes da imprensa sergipana, José Eugênio ainda tinha muita energia, mesmo depois de quase um século de vida. O velório será realizado a partir das 15h de hoje, no cemitério Colina da Saudade, e o sepultamento está marcado para as 10h deste sábado (4).

Tendo dedicado pelo menos dois terços de sua vida ao exercício da comunicação, ele foi criador do Sindicato dos Gráficos de Sergipe, Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e Sindicato dos Radialistas de Sergipe e ainda foi pioneiro na criação da Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe e presidiu a Associação Sergipana de Imprensa (ASI).

Apaixonado pela profissão, ele tinha disposição de sobra para dar espaço para mais uma história e só parou de trabalhar aos 92 anos, sendo assim, em 2011, tido como um dos radialistas mais antigos em atividade na época.

Nascido em Aracaju, além de ser cronista, ele chegou a ser cantor no tempo de ouro dos programas de auditório nas rádios. Sendo ícone da imprensa sergipana, José Eugênio recebeu títulos de cidadania, medalha do Mérito Cultural Silvio Romero, da Academia Sergipana de Letras, e medalha da Ordem do Mérito Serigy, a mais alta condecoração concedida pelo município de Aracaju. Ele também foi detentor de prêmios Brasil a fora, confirmando o posto de um dos maiores personagens do estado.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Falece o cronista esportivo José Eugênio de Jesus, aos 97 anos

Adel Ribeiro e José Eugênio de Jesus.
Foto: Arquivo/Adel Ribeiro.

Publicado originalmente no site Globo Esporte/SE., em 03/02/2017.

Falece em Aracaju o cronista esportivo José Eugênio de Jesus, aos 97 anos.

Um dos mais antigos do Brasil, ele participou da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora; presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa.

Por GloboEsporte.com

Um dos mais antigos cronistas esportivos do Brasil acaba de nos deixar. Presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI), José Eugênio de Jesus tinha 97 anos (completados em outubro do ano passado) e estava internado há um mês no hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia. Ele participou da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora, hoje Rádio Aperipê.

- Consternado, acabo de receber a notícia do falecimento do grande comunicador José Eugênio de Jesus, o decano da imprensa sergipana. Meu histórico vizinho no Centro da cidade. Que Deus o acolha e conforte aos seus e, sobretudo, ao meu irmão Lucio Telles. O falecimento se deu às 11h15, no hospital Primavera, em decorrência de insuficiência respiratória provocada por pneumonia. O velório ocorrerá no cemitério Colina da Saudade, a partir das 15 horas (desta sexta), e o sepultamento previsto para a manhã de sábado - publicou em rede social o jornalista Hugo Sidney Brandão.

- A crônica esportiva do nosso estado perde um dos seus expoentes. Zé Eugênio deixará saudades pela sua lucidez e bom relacionamento com contemporâneos e jovens da imprensa sergipana num modo geral. Meus votos de pesar aos familiares e amigos - disse o cronista Adel Ribeiro.
Em 2007, durante a abertura da trigésima terceira edição do Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, José Eugênio, que tinha na época 88 anos, foi homenageado pelos 70 anos dedicados ao rádio. Ele também foi gráfico, linotipista, professor e, já aposentado, virou escritor.

- José Eugênio de Jesus era a grande referência, a memória viva do rádio sergipano. Quando precisávamos de alguma informação sobre a história do rádio sergipano, seja no esporte, na música ou em qualquer outra área, tínhamos a figura dele como central. A gente perde muito, muito mesmo com a morte dele, principalmente em um estado no qual a memória do rádio é tão colocada em segundo plano. Fica a lembrança desse homem digno, honrado e que amou a comunicação acima de tudo - afirmou a radialista e jornalista, pesquisadora e professora Juliana Almeida.

Texto e imagem reproduzidos do site: globoesporte.globo.com/se

Clique no link abaixo, para assistir ao programa Terra Serigy,
especial sobre o cronista esportivo, exibido em 6 de abril de 2013.