segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dia 25 de setembro - Dia Nacional do Rádio


Vamos escutar o rádio!

Dia 25 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Rádio, e após 94 anos da criação da primeira emissora do país, o rádio continua sendo o meio de comunicação mais usado pelos brasileiros. De acordo com levantamento recente do Ibope, 89 por cento dos brasileiros escutam o rádio constantemente, e ainda 75 por cento da população possui o aparelho em casa. E os que não têm em casa, como escutam? Simples. Nos celulares, computadores, tablets e também nos automóveis. 

Mas vocês devem estar se perguntando o que o dia de hoje tem a ver com o rádio. 

Em 25 de setembro de 1884 nasceu Roquette-Pinto, que é considerado o Pai do Rádio. Desde então, o rádio tem sido fonte de conhecimento, descobertas e novidades. Feliz dia do Rádio aos radialistas, ouvintes e amantes do meio de comunicação que faz parte da vida de crianças, adultos e idosos.

Texto e imagem reproduzidos do site: alinelinhares.com.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O rádio ainda poderá mudar o mundo



Publicado originalmente pelo Portal Comunique-se, em. 21/09/2016.

O rádio ainda poderá mudar o mundo
Por Alvaro Bufarah (*)


No mês de setembro comemoramos o dia do radialista e do rádio, mas muitas vezes esquecemos que este é um dos veículos de comunicação mais importantes do país. Mesmo com todos os problemas de verbas, falta de estrutura e uma visão empresarial distorcida, o meio ainda é o melhor canal de acesso a informação e entretenimento para muitas comunidades espalhadas pelo país.

Diante das novas tecnologias o rádio pode ser potencializado e alcançar audiências diferenciadas, que nunca foram trabalhadas.

Num período marcado pela segmentação em nichos, o suporte multiplataforma da Internet possibilita que as emissoras de rádio produzam programas em diversos formatos e até criem novas emissoras para públicos diferentes.

O que trava o desenvolvimento do rádio no Brasil? Talvez a melhor respostas seja o fato das empresas de comunicação brasileiras, especialmente as rádios, não se entenderem como “empresas”, muitos ainda batem no peito e afirmam fazer rádio da mesma forma há 40 anos, como se isso fosse diferencial. Infelizmente temos novos públicos que não conhecem o rádio por ondas. Para os jovens, o rádio pode ser um podcast no celular, uma transmissão de streaming no tablet, ou uma emissora web que toque músicas e tenha entrevistas sobre Pokemons.

Este novo consumidor praticamente não conhece o rádio materializado em um eletrodoméstico, na caixinha sobre o móvel da cozinha, o radinho de pilha que levávamos para os estádios, ou o aparelho em que as senhoras ouviam a “Ave Maria” com um copo de água, todos os dias às 6 da tarde.

Para esta nova audiência, o áudio digital é uma realidade que flui no ambiente da web. Pode ser transportado, copiado, retransmitido ou simplesmente escutado a qualquer hora e lugar.

Não devemos viver das glórias do passado, mas buscar os melhores caminhos para um novo futuro. Para tanto, temos de modernizar as empresas entendendo a programação com um produto único, que precisa de uma comunicação própria, métricas diferenciadas e novos formatos que abusem das plataformas digitais.  Este é o futuro da comunicação no país, especialmente do rádio. Como dizia o radialista paulistano Hélio Ribeiro, “o rádio ainda pode ser o veículo que irá mudar o mundo, mudando a você e a mim”. Basta que todos entendam o novo momento histórico que vivemos.

(*) Jornalista e pesquisador do meio rádio na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), mestre em comunicação e mercado pela Faculdade Cásper Líbero (FCL), pós-graduado em administração de empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e professor do curso de Rádio e TV. Atuou mais de 20 anos no mercado de rádio nacional e internacional.

Texto e imagem reproduzidos do site:  portal.comunique-se.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Conectando Histórias - Juliana Almeida



Você acredita em amor à primeira vista ou em acaso? Ou até nos dois? Esse foi o amor de Juliana Almeida pelo rádio. Dona de uma voz maravilhosa, a professora queria ser cantora (acho que ela faria uma ótima dupla com Evandro) e entrou para o curso de radialismo na UFS. A música logo ficou em segundo plano, pois a paixão pelo rádio surgiu logo na primeira visita ao laboratório da faculdade. Juliana tinha um padrasto bem conhecido no mundo do rádio, Carlos Vital, “dono de uma voz maravilhosa”, como ela pontuou.

Olha, esse amor entre Juliana e rádio dá tão certo que a professora já ganhou 11 prêmios nos últimos 5 anos! A cultura de Sergipe agradece, e muito, as matérias especiais e bem produzidas da professora Juliana. E não pense que ela para por aí não. Quem é aluno do curso de Jornalismo, vai cruzar muito com ela na grade e no UNIT Notícias. A televisão está reinventando os conceitos da professora que, cada vez mais, está se especializando e dominando todas as áreas da comunicação áudio e visual.

A parte mais pessoal dela se resume a uma figura ilustre: João. O filho da professora, de apenas 6 anos, é um garoto “muito amado e bem resolvido já com a vida”. É só adicionar a professora no Facebook e você verá várias das peripécias aprontadas por essa dupla.

Por fim, fica minha admiração pela pessoa que Juliana é por toda dedicação junto aos alunos e às Universidades. Conceber uma rádio, como a Rádio UFS foi “uma grande responsabilidade”, como ela apontou no nosso papo e ter tempo para contribuir com a formação dos alunos é algo inspirador. Que você também se inspire.

Texto: Gustavo Rodrigues.
Foto: Heráclito Rollemberg.

Texto e imagem reproduzidos do:
Facebook/Fan Page/COMUNICAÇÃO SOCIAL - UNIT.

domingo, 31 de julho de 2016

Radialista “Eduardo Abril” é sepultado com “honrarias”



Publicado originalmente pelo site Imprensa 1, em 30/07/2016.

Radialista “Eduardo Abril” é sepultado com “honrarias”

Não poderia ser diferente, o sepultamento do corpo do radialista e grande comunicador sergipano, Eduardo Anastácio Abril “Eduardo Abril”, foi marcado não só pela presença dos amigos e colegas radialistas, mas principalmente pela honraria concedida aquele que era uma grande autoridade do rádio de Sergipe.

Na manhã deste sábado, dia 30, o corpo de Eduardo Abril que estava sendo velado em uma das salas do velatório PIAF, no Bairro Getúlio Vargas em Aracaju. Foi levado para o cemitério São João Batista em cima de um carro do Corpo de Bombeiros que foi acompanhado por uma Limonize contendo várias homenagens em painel de LED e coroas de flores. Tanto no velatório como no cemitério, amigos, colegas e radialistas discursaram em pronunciamentos de gratidão e de passagens marcantes junto a Eduardo.

O conceituado Eduardo Abril, faleceu ao 53 anos, nas dependências do Hospital de Cirurgia, em Aracaju no final da manhã dessa sexta-feira, dia 29, após ter seu quadro de saúde piorado “Choque Séptico” ( infecção generalizada) nos pulmões e estômago.

Ele tinha sido internado por diversas vezes no hospital do município de Estância, e neste mês de julho, foi transferido para o Hospital de Cirurgia em Aracaju para dar continuidade ao seu tratamento dentro de uma condição melhor. Vale lembrar, que ele já tinha sofrido três paradas cardíacas, sofria de diabetes, teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) por três vezes e sua visão estava comprometida.

O Sindicato dos Radialistas de Sergipe (STERTS), foi o responsável em viabilizar o tratamento do corpo para velório, já que havia uma recomendação médica para que o sepultamento acontecesse no mesmo dia. Além disso, foi o STERSTS que providenciou o carro do Corpo de Bombeiros.

O ilustre radialista, deixou esposa e mais cinco filhos, sendo três deles do primeiro casamento.

Biografia

José Eduardo Anastácio Abril nasceu a 3 de março de 1963 na cidade de Santa Luzia do Itanhi/Sergipe. A sua infância aconteceu parte em sua terra natal, e nas cidades de Estância e Salvador.

Abril iniciou seus estudos em sua terra natal, no Colégio Comendador Calazans, da rede estadual. Posteriormente fez o ginásio na cidade de Estância, primeiramente como aluno do Colégio Graccho. Na mesma cidade ainda estudou no Colégio Gumercindo Bessa, mas retornou ao Graccho para concluir o curso ginasial. No prosseguimento dos estudos, fez opção para um curso técnico e se matriculou na então Escola Industrial de Estância, da qual sai como técnico em contabilidade, profissão que não exerceu.

Para garantir os estudos do neto, o avô Brasilino alugou uma casa em Estância, cidade onde Eduardo passou a juventude, iniciou a carreira de radialista. Apaixonado por rádio, quando estava concluindo o segundo grau tomou conhecimento que a rádio Esperança de Estância estava abrindo espaço para contratar locutor, não pensou duas vezes e fez inscrição para trabalhar na primeira emissora do interior sergipano e ali começava sua ligação com os microfones. Na emissora ele permaneceu por três anos e só saiu por melhor proposta profissional, chance de uma projeção maior na carreira de radialista, na Rádio Jornal AM.

Na jornal ele começou como repórter esportivo e em seguida passou a fazer externas para o jornalismo do programa Jogo Aberto, de Reinaldo Moura. Logo em seguida, o radialista substituiu o âncora, mas alegando questões políticas, por conta das suas convicções, e maneira de pensar politicamente deixa a emissora logo em seguida.

Posteriormente Eduardo Abril consegue novo emprego e passa a administrar a rádio Progresso de Lagarto e FM Aparecida do Grupo Reis. Lá atuou como diretor geral quase dois anos, e em seguida voltou para Aracaju a convite de Almeida Lima para ir para a rádio Liberdade AM, quando o mesmo adquiriu a emissora, sendo repórter de Gilmar Carvalho, no Programa Impacto. Logo em seguida retorna a Rádio Jornal e depois recebe proposta para fazer o programa Jogo Aberto, na FM Sergipe, convidado por André Barros.

Na cidade de Itabaiana, Abril comandou programas jornalísticos líderes de audiência. Na FM Itabaiana assumiu em 2007 o Programa Espaço Aberto, programa matinal da emissora Serrana, local em que permaneceu até o ano de 2010. Após a sua saída da 93,1 o radialista foi trabalhar na concorrente, Rádio Capital do Agreste.

O profissional também trabalhou em grandes emissoras de televisões do país, como a extinta TV Manchete e a TV Bandeirantes, em que foi correspondente de rede.







Texto e imagens reproduzidos do site: imprensa1.com

Fonte de fotos e dados biográfico: Facebook, Portal itnet e TV Sergipe

sábado, 30 de julho de 2016

Radialista sergipano Eduardo Abril morre aos 53 anos

Foto: Humberto Alves/F5 News.

29/07/2016.

Radialista sergipano Eduardo Abril morre aos 53 anos

Notícias Sergipe
Da Redação

A comunicação sergipana está de luto. Faleceu nesta sexta-feira (29), no Hospital Cirurgia, o radialista Eduardo Abril, 53 anos. Ele passava por problemas diabéticos, já tinha sofrido um AVC e morreu em decorrência de complicações cardiovasculares, de acordo com familiares.

Natural do município de Santa Luzia do Itanhy, Abril se apaixonou pelo rádio ainda na adolescência. Aos 14 anos, tornou-se ouvinte assíduo da Rádio Esperança, da cidade de Estância, aonde mais tarde viria ocupar os microfones como locutor esportivo. Na emissora ele permaneceu por três anos e só saiu por conta da chance de uma projeção maior na carreira de radialista, na Rádio Jornal AM.

Seu Anastácio, como ficou conhecido, também passou pela rádio Progresso de Lagarto, FM Aparecida do Grupo Reis, Rádio Liberdade AM em Aracaju, Fm Sergipe, e ainda na FM Itabaiana e Rádio Capital do Agreste. O profissional também atuou em emissoras de televisão do país, como a extinta TV Manchete e a TV Bandeirantes.

Nas redes sociais, colegas do radialista lamentam sua partida e enaltecem o legado que ele deixa na história da comunicação sergipana. “Carregarei sempre comigo a gratidão e o orgulho de ter Eduardo Abril como amigo. Descanse em paz!”, declarou o jornalista Paulo Rolemberg

“Pois é, infelizmente o nosso Anastácio se foi. Mais uma grande personalidade do rádio se esvai, deixando um legado sólido na comunicação sergipana, com grandes exemplos de ética, profissionalismo, capacidade de realizações e força de vontade. Mesmo severamente doente, não queria se afastar do rádio, sua grande paixão. Cala-se uma voz eternizada nas ondas do rádio”, disse o jornalista Márcio Rocha, que trabalhou com Eduardo em 2001.

Eduardo Abril participou recentemente do documentário “Memória do Rádio Sergipano” produzido pelo Sindicato dos Radialistas de Sergipe em parceria com F5 News. O projeto será lançado no final deste ano.

Despedida

O velório acontece a partir das 17 horas desta sexta no velatório Piaf, na Rua Laranjeiras, no Centro da capital sergipano. O sepultamento ocorre às 10h deste sábado, no cemitério São João Batista, zona Oeste da capital.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Da história do rádio sergipano: Augusto Júnior


Publicado originalmente no site Osmário Santos, em 31/08/2006.

Da história do rádio sergipano: Augusto Júnior.
Por Osmário Santos.

João Augusto Celestino de Assis, artisticamente, Augusto Júnior, nasceu em 16 de maio de 1961, na casa de número 328, rua Itaporanga, Centro. Seus pais: Augusto Bezerra de Assis e Maria Bernadete Celestino.
O pai (falecido), era pernambucano de Garanhuns. Foi caminhoneiro e sempre viajou bastante. Homem de personalidade e gênio fortes, deixou exemplos de honestidade e seriedade. "Dele, herdei o gênio. Sou homem de poucas palavras, bem parecido como foi meu pai. De todos os filhos, fui o mais próximo dele. Me faz muita falta até hoje".

Sua mãe, Dona Bernadete, professora, era uma mulher extremamente vaidosa com sua aparência. Andava pronta e sempre maquiada. Falava bastante e fazia muitos amigos. Dela, herdou a franqueza e o sorriso sempre presente. "Minha mãe já se foi e deixou uma lacuna insubstituível em minha vida. Aprendi com ela que a verdade sempre deve ser dita".

Conta que a sua infância foi maravilhosa. Embora de uma família de poucos recursos, não faltaram brinquedos, presentes e diversões. " Sempre fui um garoto levado, e hiper-ativo. Desde pequeno, fui apaixonado por futebol. Jogava bola o tempo todo. Gostava de jogo de botão, andar de bicicleta e participar das brincadeiras de criança. Sempre fui bom aluno, apesar de não estudar muito em casa. Tinha facilidade em de aprender. Desde criança, tive uma queda para a área de humanas (História, Geografia, OSPB, Português, etc. Garoto levado, certa vez jogando futebol com Augusto Bezerra, meu irmão, acabei sendo atropelado por uma Kombi e fui parar no hospital. Noutra ocasião, fraturei os dois braços de uma só vez, também jogando futebol. Fiz muitos amigos na minha infância, alguns cultivos ate hoje".

Com a mãe, os primeiros passos nos estudos. Além de ensinar em sala de aula, foi diretora do Jardim de Infância José Garcez Vieira, no Siqueira Campos. Estudou da 1ª a 4ª série no Colégio Alfredo Montes, na Av. Pedro Calazans. Fez da 5ª a 8ª no Colégio John Kennedy, no Siqueira Campos.

No primeiro ano científico, estudou no Ateneu; o 2º e o 3º, no Colégio Visão. "Sempre fui orador nas formaturas e participei de atividades culturais e esportivas. Tenho gratas recordações do meu tempo de científico no Colégio Visão. Tive a sorte de ter como professores: João Costa (Português), Almir Santana (Biologia), Augusto Bezerra (Química), Wellington Menezes e Ismael Silva (Matemática); Elias Pinho Oliveira (História); Edinil Simões (Geografia), Sacuntala Guimarães (Inglês), dentre outros".

Registra que o tempo da juventude foi marcado de grandes descobertas e inesquecíveis baladas.

Desde garoto, sabia que tinha vocação para professor. Sempre foi um bom aluno de História e Geografia. Daí, a opção foi natural pelo curso de licenciaturas em Estudos Sociais (História). "Quando estudei na Faculdade, ainda não existia o Campus da UFS, fiz ainda dois períodos no prédio onde funciona hoje o IPES. Depois, foi inaugurado o Campus universitário professor Aluísio de Campos. Foi um tempo de ebulição com movimentos estudantis na UFS. Lembro-me dos discursos do jovem estudante de Direito, Marcelo Déda, e do estudante de Medicina, Edvaldo Nogueira, dentre outros companheiros do DCE. Cheguei a cursar também outros cursos como: Ciências Sociais e Geografia, sem completá-los". Colou grau em Licenciatura em História no ano de 1985, pela Universidade Federal de Sergipe.

Mesmo na faculdade, na qual ingressou aos 17 anos, já despertava interesse pelos caminhos do rádio. Apesar de trabalhar durante cinco anos no Colégio Visão nunca se interessou em dar aulas. "O rádio já era mais forte na minha vida".

O primeiro emprego aconteceu aos 14 anos de idade, quando participou da fundação do Colégio Visão. "Meu irmão, o professor Augusto Bezerra, era um dos sócios e por lá fiquei por cinco anos. Foi um grande aprendizado e fiz muitas amizades. Lembro de quatro grandes amigos que fiz nessa época em meu local de trabalho: Vicente (hoje, advogado) Vânia Góes e Tanit Bezerra e Violeta, hoje professora".

Despertou para o rádio ainda no colégio. "Conheci, durante um dos intervalos de aula, Glau Peixoto, que também estudava no Visão. A partir daí, fui convidado a conhecer o seu trabalho na antiga Rádio Difusora (hoje, Aperipê) e de pronto me apaixonei pelo rádio. Desde pequeno, fui louco por futebol e ouvia as narrações esportivas pelo rádio. Naquela época, eu já tinha a vocação para o rádio sem perceber. Sabia todas as escalações dos grandes times brasileiros, colecionava figurinhas com jogadores e escudos dos de times de botão e falava de futebol o tempo todo. Não perdia um só jogo no Batistão. Desde cedo, me apaixonei por três times: o Confiança, o Fluminense e o Santos".

No rádio, fez de tudo, porém se especializou no esporte. Por 21 anos, fez plantão esportivo. Também apresentou resenhas esportivas e programas ligados ao esporte. "Tive o prazer de participar de equipe esportiva convivendo com nomes consagrados com: Carlos Magalhães, Wellington Elias, José Antônio Marques, Alceu Monteiro, Haroldo Lessa, Andrade Lima, Carlos Batalha, Paulo Lacerda, Roberto Silva, Alexandre Santos, José Eugênio Canabrava de Mendonça, Glau Peixoto e muitos outros".

Em 1996, lança o programa de jornalismo "Balanço Geral" no final da tarde, das 17h às 19 horas. "Uma novidade na época, pois era comum termos programas esportivos e sertanejos no horário. Foi um desafio que deu certo na época.O programa emplacou e hoje todo mundo copia. Hoje, apresento o "Comando Geral", das 6h às 9h da manhã na Rádio Jornal. Foi outro grande desafio vencido. Até meados de 2004, Gilmar Carvalho apresentava o programa "Impacto" na emissora e era o dono da audiência. Com sua saída fui convidado pelo presidente da Rede Jornal, João Alves Neto, e pelo diretor geral, Alfredo Moura, para assumir o horário. Relutei bastante, pois não queria trocar uma liderança confortável à tarde por um horário onde haveria uma disputa acirrada pela manhã. Estreei o programa no dia 29 de outubro de 2004, com ótima equipe que me acompanha até hoje. Foi um sucesso, melhor seria impossível. Já na primeira pesquisa do Ibope, feita em 2005, no mês de setembro, a Rádio Jornal não só manteve o primeiro lugar, bem como, superou os índices anteriores ao Comando Geral. Hoje, nosso programa tem picos de 71% e média de 67% de audiência das 6h às 9h da manhã. Todos estamos muito felizes e agradecidos ao povo que entendeu a nova proposta da emissora: Jornalismo de conteúdo, informações e prestação de serviço. Sem baixaria e escândalos. A cada dia, crescemos mais em audiência".

É diretor da Rádio Jornal há 20 anos e está na emissora há 28 anos. Diz que gosta do que faz e procura a crescer a cada dia. "Não me acomodo com os bons resultados. Quero sempre mais. Somos líderes de audiência desde 1987, o que é um marco na história do rádio de Sergipe. Poucas emissoras no Brasil conseguiram manter-se em primeiro lugar por tanto tempo. O nosso sucesso é reflexo da equipe que temos na emissora e do apoio que recebemos da direção.

Durante todos esses anos, matérias talentosas surgiram em nossa emissora.

Fui o 1º diretor de Jornalismo da TV Jornal, canal 13, e superintendente da Rede Jornal durante alguns anos, TV Jornal, FM Jornal, Rádio Jornal AM, FM Jornal de Estância, FM Jornal de Propriá e Rádio Imperatriz dos Campos, de Tobias Barreto".

A primeira copa do mundo coberta por uma emissora sergipana teve a sua participação direta. Foi a de 1986, no México. "A Rádio Jornal era dirigida por Glau Peixoto. Eu comandava a equipe esportiva que transmitiu a Copa direto do México, com José Antônio Marques, Alceu Monteiro, Paulo Lacerda, Carlos Batalha e Glau Peixoto. Foi um marco que entrou para a história do rádio sergipano.Depois disso, fizemos muitas outras transmissões internacionais pela Jornal".

Na administração pública, presença na Fundação Aperipê como superintendente-adjunto. "Aconteceu na gestão da professora Marlene Alves Calumby, no segundo governo do dr. João Alves Filho. Foi uma boa experiência".

Das emoções vividas entre tantas, destaca os oito prêmios Bola de Ouro, que recebeu no Rio, São Paulo e Paraná como destaque do rádio esportivo no país.

"Foram momentos inesquecíveis. Recebi a maior premiação da imprensa esportiva nacional, ao lado dos maiores nomes da TV, do rádio e do jornalismo escrito do país".

Um sonho realizado aconteceu de forma inusitada; uma entrevista de quase duas horas com Pelé, o atleta do século. "Foi em 1985 e consegui a entrevista através de Xuxa, que na época era namorada de Pelé. Agendei e fiquei aguardando. Certa noite, estava em casa quando fui chamado às pressas na rádio. Pelé recebeu o meu recado e mandou me chamar em casa para conceder a entrevista. Foi uma realização profissional".

Profissionalmente, considera-se um homem feliz. "Acredito que tenho muito ainda por realizar. Vários projetos virão por aí. Trabalho onde gosto, como gosto e do jeito que gosto e sei fazer. É muito bom".

Diz que sua família representa a base de sua vida e sua estabilidade. "Sou casado com Angélica há 17 anos. Tenho duas filhas: Maristella, de 24 anos, geóloga pela Universidade do Mato Grosso e atualmente fazendo mestrado, e Ana Gabriela, 19 anos, estudante de Direito na UNIT. Ainda não sou avô.Tenho quatro irmãos: Heloisa (falecida), Ada Augusta, Augusto Bezerra e Fabiano".

Teve muitas pessoas importantes em sua vida, desde os pais, irmãos, professores, amigos, radialistas, jornalistas e parentes. " Minha esposa Angélica foi um divisor de águas em minha vida. Drº João Alves, Drª Maria do Carmo e o empresário João Neto também são pessoas fundamentais no meu sucesso profissional, pois me proporcionaram grandes oportunidades de ascensão".

Considera-se um homem feliz, realizado e de bem com a vida. "Tenho orgulho de dizer que jamais prejudiquei intencionalmente alguém. Ajudo a todos que posso. Procuro ser amigo e companheiro. Tenho filhas maravilhosas e uma família a qual amo muito. Sou realizado profissionalmente e pessoalmente. Além da área da comunicação aprecio muito a música e sou um bom colecionador de CDs, bem como, amante da arte cinematográfica. Acredito em Deus e na Salvação".

Texto reproduzido do site: usuarioweb.infonet.com.br/~osmario
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Foto para ilustração de artigo, postada
por Grupo do Facebook/MTéSERGIPE.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Morre Alencar Furtado (02.01.2016)

Falece o operador da Rádio Jornal de Sergipe - AM, Alencar Furtado.
Na foto, aparece ao fundo, o também operador, Adelson Dantas.
Foto reproduzida de postagem feita pelo radialista
 Ludwig Oliveira, no Facebook/GrupoMTéSERGIPE.

"Alencar Furtado, um dos controlistas/operadores mais antigos da Rádio Jornal de Sergipe, emissora que tem a tradição de destacar e prestigiar seus operadores, como foi o caso do grande"TUCA", que também já se foi". (comentário de Armando Maynard).

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Publicado originalmente no site Portal A8, em 03/01/2016.

Corpo de Alencar Furtado foi sepultado neste domingo (03).

Redação Portal A8.

O radialista Alencar Furtado morreu na noite do último sábado (02) e seu corpo foi velado na Barra dos Coqueiros, onde também foi sepultado na manhã deste domingo (03).

Familiares e amigos fizeram um culto ecumênico de despedida. Alencar Furtado era radialista e trabalhava na Rádio Jornal, ele era responsável pela sonoplastia.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com/sergipe

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Audio do Programa Radiofônico de Petrônio Gomes


Migração de postagem feita por Gabriel de Andrade Gomes, no Facebook/GrupoMTéSERGIPE.
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Finalmente já tenho o aparato pra começar a fazer o que já devia ter feito a mais tempo: digitalizar todos os programas de meu avô, Petrônio Gomes .
Segue aí uma palhinha do valoroso trabalho que terei pelos próximos meses e, na medida do possível, estarei compartilhando com todos para que façam uma viagem a um passado recente.
(Gabriel De Andrade Gomes)
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Petrônio Gomes Conversando Com Você - 16.08.1992.MP3.

sábado, 31 de outubro de 2015

O mercado ainda precisa de bons jornalistas...

O jornalista Eduardo Barão em sua sala de trabalho.
Foto: Emílio Coutinho.

Publicado originalmente no site Casa dos Focas, em 06/06/2014.

O mercado ainda precisa de bons jornalistas, indica Eduardo Barão.
Por Emilio Coutinho.

Durante um evento voltado aos profissionais de comunicação, no qual a Casa dos Focas foi gentilmente convidada, conhecemos pessoalmente Eduardo Barão, uma pessoa que nos acompanha toda manhã no caminho do trabalho (através da rádio BandNews FM). Talvez seja egoísmo meu dizer isso, mas creio que a linguagem mais pessoal utilizada no rádio me permita essa ousadia.

O encontro com ele foi de uma forma muito diferente do comum. Na ocasião, ele estava “tietando” o jornalista Ernesto Paglia da TV Globo, (qual o problema, jornalistas também tem seus ídolos, rs). Após o “selfie” com o global, me apresentei um tanto tímido e pedi uma entrevista (com ambos, mas a do Ernesto ficará para um outro post). Como não tínhamos muito tempo, marcamos para alguns dias depois na própria emissora de rádio.

No dia combinado, após a apresentação da manhã, Barão, mesmo atarefado, atendeu o nosso pedido. Gostaríamos de ressaltar que vimos nele um jornalista de verdade, que não se esconde por trás do “pseudo” glamour da profissão, ou mesmo de seu sucesso.

Dividindo o microfone todas as manhãs com Ricardo Boechat e Tatiana Vasconcelos, Eduardo Barão é o único jornalista, dos que atualmente trabalham na BandNews FM, que acompanhou o projeto desta emissora de notícias desde o seu início. Acompanhe abaixo essa entrevista na íntegra:

Casa dos Focas – Como foi seu início no jornalismo? Por que você optou pelo jornalismo?
Eduardo Barão - Eu sempre gostei de rádio. Meu sonho desde pequeno foi trabalhar em rádio. Eu comecei trabalhando muito cedo, com 17 anos, como revisor de texto na Gazeta do Ipiranga, que é um jornal lá do bairro do Ipiranga. Depois pintou uma oportunidade para ir para a Jovem Pan, e eu fui para lá trabalhar como rádio escuta, onde acompanhava a CNN, pois já falava inglês. Nove anos depois eu vim para cá (BandNews FM). Eu sempre quis trabalhar em rádio, o meu negócio sempre foi rádio.

CF – Mas desde o início a sua ideia era trabalhar em rádio? Fazer jornalismo em rádio ou ser apenas locutor?
Eduardo Barão - Fazer jornalismo em rádio. Eu sempre curti rádio, sempre ouvi rádio, desde criança, quando o meu pai me levava para a escola. Então o meu barato sempre foi esse. Eu fiz a faculdade de jornalismo na metodista de São Bernardo do Campo já pensando em trabalhar em rádio, fiz locução também.

CF – Como que é para você trabalhar na BandNews, no horário nobre da manhã e dividindo o microfone com o Boechat?
Eduardo Barão - Ah, é muito legal, eu curto muito. Eu sou apaixonado por rádio, sempre desejei fazer isso. Como eu te falei, eu estou fazendo 18 anos de rádio, então é o maior barato, eu achei muito legal. E acho que a BandNews é uma revolução. Eu trabalhei nove anos na Jovem Pan, tinha uma vida lá tranquila, e apostei nesse desafio de colocar a BandNews FM no ar, que no começo era um negócio diferente do que tinha até então, ainda tem, no rádio brasileiro. E eu acho que apostei certo, pois é algo que eu curto muito fazer. Curto fazer o horário da manhã com o Boechat, com a Tatiana, com a Sheila, enfim, todo mundo que está aqui, estou desde o começo da rádio, sou o único remanescente desde o começo da rádio, e acho o maior barato.

CF – Qual é a função do jornalismo na sociedade?
Eduardo Barão - É ajudar. Tentar ajudar da melhor forma possível, seja com uma mera informação de trânsito, seja com uma informação do aeroporto, seja com alguma coisa que vai trazer um impacto real na vida da pessoa. E aqui na rádio a gente tenta fazer isso de uma forma bem leve, a gente tenta dar a notícia sem ser aquela coisa burocrata como senhor da razão, como verdade absoluta, porque ninguém tem essa verdade. Então a gente tenta passar isso de uma forma muito leve, para que as pessoas que estão presas no congestionamento não fiquem de saco cheio de ouvir uma notícia.

CF – Quais os principais desafios que vocês já enfrentaram?
Eduardo Barão - No começo a rádio era diferente, e é difícil você entrar em um mercado em que as rádios que estão estabelecidas aqui em São Paulo, no Rio, onde a gente se colocou já existem há muitos anos, trinta anos por exemplo. No começo para atingir uma boa audiência não é das coisas mais simples, com o passar do tempo, as pessoas começam a entender o que você está querendo levar ao ar, no começo achavam que era uma loucura o que a gente fazia aqui, colocar um jornal a cada vinte minutos no ar, com uma linguagem nova, tentando pegar um público que não consome rádio, que não ouve rádio. A ideia desde o começo, quando a gente colocou o projeto no ar foi pegar um público que não ouvia rádio, que não estava acostumado com esse tipo de rádio de notícia, ouvia música, CD. E acho que tivemos êxito nisso, então o desafio ainda é esse, continuar cada vez mais pegando esse tipo de público que não está acostumado a ouvir rádio de notícia, e também, eventualmente quem está acostumado a ouvir rádio de notícia, mas que gosta da linguagem que a gente leva ao ar aqui.

CF – Qual a qualidade que todo jornalista deve ter?
Eduardo Barão - Eu acho que tem que ser muito bem informado, ler tudo, falar línguas, precisa saber falar pelo menos inglês, “pelo menos inglês”. Precisa ser um cara versátil. Tem que saber falar, escrever, seja no ar, na televisão, no rádio, tem que saber fazer tudo, tem que ler muito, tem que falar línguas e estar disposto a encarar o que vier, não ter nenhum tipo de receio do que vier pela frente. Eu durante muito tempo fiz trânsito, fiz enchente, enfim, não tem que ter medo. Tem que ser um cara que encare qualquer coisa.

CF – Que conselho você dá para nós estudantes?
Eduardo Barão - Primeira coisa que todo mundo me pergunta é: ‘como entrar no mercado de trabalho?’, eu respondo: ‘É entrar! Aceitar qualquer coisa’. Você não vai sentar na cadeira do Boechat, do Willian Bonner e apresentar o Jornal da Band ou o Jornal Nacional. Então a primeira oportunidade que aparecer, encare. Eu comecei como revisor de texto na Gazeta do Ipiranga e a partir daí as coisas acabaram se desenrolando, você acaba fazendo contato com outras pessoas, criando um círculo de amizade e as oportunidades acabam aparecendo. O mercado ainda precisa de bons jornalistas, de pessoas que tenham interesse, que se mostrem aptas, hoje a geração, que não é a minha, um pouco mais nova, tem essa ansiedade. O cara quer chegar e já falar no microfone. Eu demorei dois, três anos para falar a primeira palavra no microfone, ou seja, não é algo tão instantâneo como a geração atual quer. E é o que eu te falei, ler muito, estudar muito, ler tudo, tenha um bom conhecimento geral, tenha língua, fale um bom inglês, isso é fundamental para que qualquer um tenha sucesso na carreira.

Por Emílio Portugal Coutinho.

Texto e imagem reproduzidos do site: casadosfocas.com.br

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Francisco Carlos, da "Paradinha do Chicão"

Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade.Net, em 19/10/2015.

RADIALISTA.

“Eu conseguia parar Sergipe”.
Entrevista: Francisco Carlos.

Por: Eugênio Nascimento/ Da Equipe JC

Nascido em 1954, em Aracaju, o radialista Francisco Carlos, que tem 47 anos de profissão, vai se aposentar. Ele foi um fenômeno de audiência em Sergipe com a “Paradinha do Chicão”, que nos anos de 1970 e parte dos anos de 1980 parava o Estado quando entrava no ar. Dos pedreiros aos estudantes, do policial ao juiz e o advogado, da dona de casa aos profissionais da medicina, da empregada doméstica ao político, engenheiro, carteiro, ferroviário, comerciário, comerciante... todos ouviam das 10h às 12h a Paradinha do Chicão. Eles trabalhavam com rádio de pilha “no pé do ouvido” ou a energia ligados nos sucessos do momento.“Comecei no rádio com 14 anos de idade, na Rádio Difusora, hoje Aperipê. Só depois do programa “As 14 mais” fui para a Rádio Atalaia, levado pelo finado Carlos Mota, onde entrou no ar  a “Paradinha do Chicão”, lembra. Ele destaca ainda que o seu programa, em alguns dias, atingiu perto de 100% de audiência no Estado. O seu desempenho nas pesquisas era o terceiro maior da história do rádio em Sergipe, só perdendo para o “Informativo Cinzano”, com Silva Lima, e o “Calendário”, com Santos Mendonça. Agora Chicão vai se aposentar e para relembrar os seus anos de sucesso, o Jornal da Cidade publica os trechos de uma entrevista que nos foi concedida na segunda e terça-feira.

Jornal da Cidade - Quando teve início a carreira do radialista Francisco Carlos, o “Chicão”?

Francisco Carlos - Em 1968, na Rádio Difusora, atual Aperipê, quando eradiretor  Raimundo Silva,irmão de Raimundo Luiz .  O nome do meu primeiro programa era“As 14 mais”. Nele acontecia a apresentação das 14 músicas mais solicitadas pelos ouvintes durante a semana.As 14 mais era aos domingos das13h às 14h. Foi um programa criado e dirigido pelo saudoso jornalista e diretor artístico da emissora,Jailton Oliveira.                    

JC - Quando teve início a sua maior projeção, no caso com a “Paradinha do Chicão”?

FC - A “Paradinha do Chicão esteve em atividade durante 12 anos na Rádio Atalaia. Depois disso fiz também na Rádio Jornal,por seis meses. Mas o sucesso forte mesmo foi na Atalaia,com uma media de 94 por cento de audiência. Naquele tempo a pesquisa do Ibope era feita de três em três meses. Em algumas das pesquisas, a Paradinha obteve 100 por cento de audiência. As pesquisas da época mostravam  a Paradinha do Chicao como o terceiro programa mais ouvido na historia do radio sergipano. A ordem nas pesquisas era a seguinte: 1º lugar Informativo Cinzano, com Silva Lima;  2ºlugar “O calendário”, com Santos Mendonca: e 3º lugar a Paradinha do  Chicão com Francisco Carlos.

JC - Que tipo de música era tocada na Paradinha?

FC - Todo tipo de música desde a bandinha de pífano de Caruaru (PE) ate Pink Floyd, dependia do momento do programa. O programa não tinha roteiro. A música era tocada de acordo com o assunto falado.Toquei muito os Novos Baianos, Belchior  e o Pessoal do Ceara, além de uma cantora muito boa chamada Kátia de França,  Elba Ramalho, Amelinha e muitas outras.

JC - Qual o horário?

FC - De segunda a sábado das 10h ao meio-dia na Rádio Atalaia AM. Uma vez ou outra o programa ia para o interior. Era uma festa na cidade em que a gente ia fazer o programa.

JC - O programa era feito sempre no estúdio?
FC - Normalmente era feito em estúdio com auditório,quando era feito no interior do Estado.

JC - Qual era o seu público?

FC - De A a Z, da penitenciaria do Bairro América ao Tribunal de Justiça. O meu trabalho tinha muitos admiradores. As pessoas gostavam do meu estilo de fazer rádio e comentavam muito o meu programa. O meu público estava em todas as classes sociais e do estudante ao profissional mais qualificado.

JC - Então, o seu programa ouriçava Aracaju?

FC - Sim. Muita gente fazia suas tarefas ouvindo o programa. Há o caso de uma aluna do Colégio Costa e Silva que assistia aula de Matemática com um fone no ouvido . Outro caso interessante foi o da cozinheira do restaurante “O Tropeiro”,  que,  curtindo o programa ,acidentalmente, o seu radinho de pilha  caiu dentro do caldeirão da comida que preparava. Ela só não perdeu o emprego porque o dono do restaurante (Ari), também era ouvinte do programa e deixou pra lá. Os pedreiros trabalhavam nas obras ouvindo “Preta, Pretinha, dos Novos Baianos, cantando e dando uma dançadinha de vez em quando. O programa era ouvido nas lojas de Aracaju, pelos comerciantes, comerciários e consumidores (clientes). Resumindo, as pessoas trabalhavam, estudavam, praticavam esportes ou simplesmente nada faziam na hora da “Paradinha do Chicão”.

JC - Você tinha ídolos do rádio na época da “Paradinha”?

FC - Quem me convidou (me deu essa grande oportunidade) para Radio Atalaia foi o saudoso Carlos Mota. Tive como meus ídolos e sempre me espelhei nos radialistas Dermeval Gomes e Hélio Ribeiro. Aproveito o momento para lembrar com gratidão do grande jornalista e radialista Santos Santana. Foiele quem me deu um estagio na Rádio Difusora(eu tinha 14anos)e tudo começou ali. A Radio Difusora sempre foi conhecida como a Escolinha do Radio. De lá saíram Wolney Silva, para a Voz da América, nos Estados Unidos,Luciano Alves, para a Radio Globo(RJ), .e tantos outros aqui no radio sergipano e por esse Brasil a fora.

JC - A vida de radialista top lhe rendeu dinheiro?

FC - Boas lembranças e sentimento de dever e missão cumpridos, graças a Deus. Sucesso até 1986. Dinheiro? Não. Mas dava para viver, não dava para guardar nada.

JC - É prazeroso trabalhar no rádio?

FC - Já estou me aposentando. Ficarei na saudade dos amigos que fiz dentro e fora do meio radiofônico. É muito legal fazer rádio, é muito prazeroso.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

domingo, 11 de outubro de 2015

Homenagem a José Augusto de Almeida (1949 - 2015)

Foto reproduzida da TV Sergipe.

Projeto educa através de Luiz Gonzaga



Infonet > Educação > Especial > 10/12/2008.

Projeto educa através de Luiz Gonzaga.

Músicas do Rei do Baião são a ferramenta para despertar interesse do aluno

Motivado pela admiração que possui pela vida e obra de Luiz Gonzaga, o professor de matemática José Augusto Almeida, desenvolveu um projeto de alfabetização que utiliza as letras do Rei do Baião para aproximar os alunos da realidade e do contexto social em que vivem. Utilizando a interdisciplinaridade como principal eixo, o trabalho aproxima os estudantes das suas origens, trabalhando a cultura nordestina em sala de aula.

O projeto “Luiz Gonzaga para alfabetização de jovens e adultos” já é aplicado há três anos em 10 turmas da cidade de Riachão dos Dantas. Segundo o seu criador, a iniciativa tem ajudado muito e aumentado o interesse dos alunos pelo aprendizado. “Quando você aproxima as pessoas do local onde ela vive, tornando tudo mais similar e conhecido fica muito mais fácil. As aulas ficam mais leves e o aprendizado só aumenta”, explica o professor.

A metodologia básica utilizada no projeto aproveita o grau de realismo trazido nas letras para inserir o aluno e mostrar que ele faz parte de tudo o que está sendo descrito. “Em músicas como ABC do Sertão, por exemplo, é possível mostrar as diferentes sonoridades das nossas letras, explicando as diferenças entre elas, isso para um professor de português. Já a canção Dezessete e Setecentos é uma verdadeira aula de aritmética, pois fala bastante em números”, mostrou o professor.

João Augusto ressalta ainda que não para por aí, mostrando que além de português e matemática ainda é possível ao professor de geografia, de história, de ciências e de várias outras disciplinas utilizar todo o acervo de Luiz Gonzaga para desenvolver nos seus alunos o interesse não só para os estudos, mas para a cultura da sua região.

A paixão.

Colecionador de diversos LPs do Rei do Baião, José Augusto também escreve artigos sobre a obra do pernambucano que projetou o Nordeste nacionalmente e possui um programa na rádio Aperipê chamado de “Aquarela Nordestina”. Grande conhecedor da vida e da história de Luiz Gonzaga, o professor coleciona fotos e é sempre convidado a dar palestras sobre o tema.

“Fui criado no interior e freqüentava as festas tradicionais da cidade, todas com músicas de Luiz Gonzaga. Nos anos 60 comecei a fazer a minha coleção de LPs e não parei mais. Acredito na riqueza desse grande artista, que retrata os retirantes, o padre, os cangaceiros e as festas tão tradicionais do nosso povo. Ele é mais do que um artista, mas uma figura de referência e importância fundamental”, argumentou o professor.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/educacao

Exposição do Rei do Baião em discos, textos e fotografias


Infonet > Noticias > 17/06/2008.

(...) Mostra sobre vida e obra de Luiz Gonzaga.

O rei do baião em discos, textos e muitas fotografias é tema de exposição ...

(...) Exposição ‘Seu Luiz: Cantos e Contos’. A poesia da cultura nordestina revelada por Luiz Gonzaga está expressa em fotografias, discos e textos que contam e ilustram a trajetória do rei do baião. Na abertura, o público conferiu um documentário sobre a vida do artista no Cine Sesc e a apresentação do Musical Cascavel, no hall do Sesc Centro.

A mostra é fruto de uma pesquisa realizada pelo professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), José Augusto de Almeida, pesquisador da vida e obra de Luiz Gonzaga. Ele conta que foi criado em fazenda de farinha e que seu avô, já na década de 1950, escutava muito Luiz Gonzaga num radinho à bateria, o que automaticamente, o fez escutar também desde muito pequenino.

“Já aos 2 anos de idade eu ouvia esse grande artista que sempre retratou tão bem a problemática social do Nordeste. Cantou a história do vaqueiro, do retirante, da farinhada”, diz José Augusto. O professor começou a comprar discos em 1966 e após 1975 intensificou sua coleção. Nos anos 80 passou a pesquisar sobre Luiz Gonzaga e na década de 90 vieram as publicações de artigos e demais trabalhos relacionados ao artista.

(...) José Augusto soma mais de 200 discos entre vinil e rotações (discos com apenas duas músicas que Luiz Gonzaga gravou em 1941), mais de 80 CDs, aproximadamente 20 livros e já perdeu a conta sobre o número de exemplares de revistas que possui em seu acervo.

O gosto pela tradição e, especialmente, pela música nordestina, conduziram José Augusto a apresentar um programa de rádio. Aos domingos, o programa ‘Aquarela Nordestina’, veicula na Rádio Aperipê, sempre trazendo artistas da terra e claro, comentaristas para falar sobre o vasto trabalho de Luiz Gonzaga.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

José Augusto de Almeida (1949 - 2015)

José Augusto Almeida, professor e pesquisador da história de Luiz Gonzaga.
Foto e texto reproduzidos do site lagartense.com.br

sábado, 10 de outubro de 2015

Alceu Ezequiel Monteiro (1945 - 2015)

Foto reproduzida do Facebook/Maurício Gentil.

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Adeus a Alceu.
Por Ivan Valença.

Com o passar dos dias, Sergipe vai ficando
menor por conta da perda, para a senhora morte,
de personalidades que agora nos fazem falta.
Há poucos meses foi-se o querido intelectual
Ezequiel Monteiro. Esta semana, uma crise de
insuficiência renal levou o também querido Alceu
Monteiro, aos 70 anos de idade. Lembro que
conheci Alceu como locutor de horário na Rádio
Cultura, ao tempo em que eu e José Carlos Monteiro
fazíamos programa sobre Cinema na Rádio
Cultura de Sergipe. Depois nos encontramos na
Faculdade Católica de Filosofia, no mesmo curso
de Letras, Inglês/Português, onde estudava
também aquela que viria a ser sua mulher, pelo
resto do tempo: Sônia Gentil. Mesmo funcionário
do Banco do Brasil, nunca abandonou o
rádio e a crônica esportiva, escrevendo para
vários jornais, um deles a “Gazeta de Sergipe”,
onde o escriba era editor. Guardo também boas
lembranças dele, como político, candidato que
foi a vice-prefeito na chapa liderada por Ismael,
na dobradinha PT/PSB. Alceu integrou por muito
tempo o PSB, não este de Valadares de hoje,
mas aquele que era animado pelo Dr. José Rosa
de Oliveira Neto, Silvério Fontes, Jocelino Menezes,
Dr. Gilmário, Zelita Correia, Iara Correia,
entre tantos outros.
Vejam como Sergipe ficou menor nesta
semana: na semana passada, morreu José Eduardo
Dutra, o homem que, ao lado de Marcelo Deda, remoçou a política sergipana.
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Texto reproduzido do Colunão de Ivan Valença.
Jornal da Cidade.Net  de 11 a 13 de outubro de 2015.

Morre o "Gonzagólatra" José Augusto de Almeida

Professor e pesquisador José Augusto de Almeida.
Crédito - Alejandro Zambrana.


Morreu na noite desta quinta-feira (8), aos 66 anos de idade o professor e Pesquisador José Augusto de Almeida.

Segundo informações de familiares, o professor Augusto sofreu um enfarte na noite de ontem quando iria iniciar uma aula de hidroginástica. O socorro foi acionado, mas o ele não resistiu.

José Augusto de Almeida era pesquisador da história e vida de Luiz Gonzaga. Ele apresentava um programa de rádio sobre o rei do Baião e dedicou parte da vida a pesquisa e divulgação da trajetória do artista.

O corpo de José Augusto foi sepultado às 11 horas no Cemitério Colina da Saudade, em Aracaju.

Texto e imagem reproduzidos do site: clicksergipe.com.br/cotidiano

Morre o cronista esportivo Alceu Monteiro.


Infonet > Esporte > Noticias> 08/10/2015.

Morre o cronista esportivo Alceu Monteiro.

O cronista era conhecido como professor Alceu.

Morreu na manhã desta quinta-feira, 8, o cronista esportivo e aposentado do Banco do Brasil, Alceu Monteiro, de 70 anos. De acordo com parentes do professor Alceu, conhecido como o Professor de Bola estava internado no Hospital primavera em decorrência de uma insuficiência renal. O velório será no Cemitério Colina da Saudade e o sepultamento às 17h.

Alceu Ezequiel Monteiro começou na crônica esportiva no rádio, em 1959, ainda estudante no Colégio Atheneu Sergipense com 15 anos de idade. Sua estréia como cronista esportivo foi na Rádio Jornal de Sergipe, levado pelo radialista Narciso Machado. O Professor de Bola trabalhou em diversos jornais sergipanos e colaborou nacionalmente com a crônica esportiva de sites.

Naquela época, o comentarista esportivo da Rádio Jornal era Jota da Silva. A vida de Alceu como radialista foi sempre na cobertura esportiva. Por muito tempo, trabalhou nas Rádios Jornal e Cultura, atuando também em todas emissoras/AM’s do Estado de Sergipe.

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/esporte

Família e amigos dão último adeus a Alceu Monteiro.

 Velório do ex-radialista e bancário ocorreu no
 Cemitério Colina da Saudade.
Fotos: Portal Infonet.

Cristiano Prado: Me incentivou no começo da minha carreira.

José de Castro à direita e Augusto à esquerda são amigos de Alceu há anos

Infonet > Cidade > Noticias > 08/10/2015.

Família e amigos dão último adeus a Alceu Monteiro.

Aos 70 anos, Alceu deixou a vida após complicação renal.

Sob um céu cinzento, familiares e amigos do falecido Alceu Monteiro se despediram pela última vez do homem que aos 70 anos, deixa a vida após complicações de uma insuficiência renal. O sepultamento do ex-professor, radialista e funcionário aposentado do Banco do Brasil ocorreu na tarde desta quinta-feira, 8, no Cemitério Colina da Saudade.

Conhecido como Professor da Bola, os amigos radialistas dizem que Alceu deixou um legado na crônica esportiva sergipana. Sua trajetória no rádio começou no ano de 1959, ainda como estudante e aos 15 anos de idade. Mais tarde, o Professor da Bola já serviria de exemplo profissional para os novos profissionais do rádio. “Eu conheci Alceu há 36 anos atrás, quando eu ainda estava começando na crônica esportiva. Ele foi um dos incentivadores para que eu pudesse seguir a carreira”, conta o radialista Cristiano Prado.

O respeito pela história de Alceu é unânime entre os ex-companheiros, sejam eles do rádio ou do Banco do Brasil. “O legado de Alceu demonstra sua integridade, lealdade, honestidade, afinal, o homem era antenado e intelectual, portanto não só a crônica esportiva, mas sim toda imprensa e a sociedade sergipana perde um dos homens mais ímpares do nosso Estado”, completa Cristiano.

Os ex-companheiros dos tempos de bancário também prestaram honras no velório de Alceu e contaram um pouco sobre a amizade com o falecido. “Sempre foi um colega muito sincero, amigo e, acima de tudo, uma pessoa maravilhosa. Além de um funcionário exemplar. Fará falta e merece muitas honras, e isso não porque ele morreu, mas em vida ele já merecia todas as honras possíveis”, diz o funcionário aposentado do Banco do Brasil, José de Castro.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/cidade