quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Confirmada a venda da rádio Jornal


Texto publicado originalmente no site NE Notícias, em 11/10/2018

Confirmada a venda da rádio Jornal

 Por NE NOTÍCIAS, da redação

Uma das mais importantes emissoras de rádio da história da comunicação em Sergipe, a rádio Jornal AM, está mudando de comando.

NE Notícias confirmou a venda da emissora da família do ex-governador João Alves Filho (DEM) para José Arinaldo de Oliveira, ex-prefeito de Frei Paulo e detentor da permissão da rádio Educadora FM.

A Jornal também migrará do AM para o FM.

Texto reproduzido do site: nenoticias.com.br

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Nova sede da Rádio Fan FM 99,7 Aracaju







Rua Irmã Dulce, 456, Bairro Olaria, 
CEP 49092-110, Aracaju/SE
 jornalismo@fanf1.com.br
 Tel: (79) 99632-2150 (WhatsApp) / (79) 3205-4997

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aniversário da Rádio CBN - 27 anos


CBN prepara programação especial de aniversário, com 'dança das cadeiras'

Vamos comemorar 27 anos no dia 1º de outubro e, ao longo do dia, âncoras da rede mudarão de programas. No estúdio, eles terão o reforço especial do melhor time de comentaristas do rádio brasileiro.

Habituado a comandar o Jornal da CBN, carro-chefe da emissora, Mílton Jung foi escalado para a segunda edição do Jornal da CBN, que normalmente é apresentado por Roberto Nonato, das 17h às 20h. Cássia Godoy estará ao lado do companheiro de todas as manhãs. Os dois deixarão o JCBN em boas mãos: Tatiana Vasconcellos e Fernando Andrade terão de acordar um pouco mais cedo no dia da festa, já que o programa vai ao ar entre as 6h e as 10h da manhã.

No CBN São Paulo, das 10h da manhã ao meio-dia, a apresentação ficará a cargo de Tânia Morales, âncora titular do CBN Noite Total, e de Juca Kfouri, um dos comentaristas de futebol mais admirados do país. No CBN Rio, Carlos Eduardo Éboli vai trocar os comentários do programa Quatro Em Campo sobre o que acontece nos gramados para narrar os fatos da capital fluminense. Ele vai experimentar apresentar o CBN Rio ao lado de Frederico Goulart e o time de comentaristas e repórteres do programa.

Na sequência, Carlos Alberto Sardenberg vai celebrar os 18 anos do CBN Brasil, programa que ancora tradicionalmente de terça a sexta, com muito bom humor.

Outra atração do dia será o Estúdio CBN, que será apresentado por Fabíola Cidral, normalmente a âncora do CBN São Paulo. Fabíola receberá, no estúdio, as jornalistas Natuza Nery e Renata Lo Prete, para falar das eleições deste ano.

O Quatro em Campo será comandado por André Sanches, com a presença de três convidados muito especiais: Márcio Atalla, Pasquale Cipro Neto e Wálter Maierovitch.

Fechando a comemoração, o CBN Noite Total terá a presença de âncoras de Brasília, Rio e Belo Horizonte, que partirão para São Paulo: Brunno Melo, de Brasília; Bianca Santos, do Rio de Janeiro; e Shirley Souza, de Belo Horizonte. Eles receberão, como convidados, a cantora Fafá de Belém e o maestro João Carlos Martins.

#cbn27anos #dancadascadeiras

Texto reproduzido do site: cbn.globoradio.globo.com

domingo, 23 de setembro de 2018

Radialismo é um dom e quem faz se apaixona!


Publicado originalmente no site 93 Notícias, em 21 de setembro de 2018

Radialismo é um dom e quem faz se apaixona!

Apesar da lei nº 11.327, de 27 de julho de 2006, ter instituído uma nova data, 7 de novembro, oficialmente no Brasil para comemorar o Dia do Radialista, o 21 de setembro continua como tradição para homenagear estes profissionais. Portanto, no dia de hoje, a rádio FM Itabaiana 93,1 parabeniza a todos que compõem e fazem o sucesso desta emissora.

O radialista Marcos Nunes já trabalha há 14 anos na FM Itabaiana e conta foi como seu percurso até chegar aqui hoje. “Quando eu era criança costumava brincar de locutor e meu vizinho foi o primeiro locutor da Rádio Esperança, o Sinvaldo Publicidade, em Estância. Com 7 anos de idade, então, eu já tive esse contato, eu ouvia ele gravando comercial, eu tinha um radinho e ficava ouvindo rádio. Fui trabalhar como leiturista de energia elétrica, ia contar energia e começava a conversar com os moradores sobre o consumo de energia. O dono da empresa também era o dono da Rádio, a pioneira do interior sergipano, e em 1994 fui convidado pelo radialista e jornalista Augusto Santos para fazer um teste na emissora e comecei a trabalhar fazendo locução em carro de som. Em 1997, fui morar em Tobias Barreto e trabalhei na rádio Itapicuru e Catedral FM, na Bahia, a partir daí comecei a trabalhar em outras emissoras simultaneamente e em 1999 vim para Itabaiana trabalhar na rádio Princesa da Serra como locutor e depois diretor. Foi a partir daí também que comecei a convidar algumas pessoas, que tinham interesse em ser radialista, para fazer parte também desse mundo, comecei a ser um “professor”. Hoje já coloquei cerca de 20 pessoas no rádio. Gosto muito dessa profissão e de ensinar as pessoas que tem paixão pelo rádio porque quando eu ensino, aprendo ao menos tempo, revejo algumas coisas”, conta Marcos Nunes.

Radialista Marcos Nunes.

Mesmo com os avanços tecnológicos, o rádio continua firme, se reinventando. “Em 2009, o diretor da FM Itabaiana, Carlos Eloy, me convidou para fazer parte da emissora trabalhando também com as redes sociais. Então, comecei a trabalhar com rádio e internet, nos dois ramos. Eu sou do tempo do LP e a tecnologia, para mim, só veio a acrescentar. Hoje o ouvinte pode participar ligando para o telefone fixo, celular e ainda mandar áudio através do WhatsApp, tivemos uma interação maior com o ouvinte graças a internet e a FM Itabaiana foi a pioneira no interior de Sergipe a transmitir a rádio via internet, considero uma das melhores do estado pela potência, pelos profissionais, pela direção, posso dizer que hoje estou na melhor emissora do interior sergipano, e rádio para mim é um dom”.

Fernando Ribeiro trabalha na FM Itabaiana desde 2010 e atualmente apresenta o programa Parada do Caminhoneiro, o radialista foi um dos convidados por Marcos Nunes a entrar na emissora. “Comecei em 1997 na Magnifica FM, uma rádio comunitária em Campo do Brito. Em 2004, mais ou menos, fiz uma participação na FM Itabaiana e em seguida recebi o convite de Marcos para apresentar, junto com ele, o Ensaio Geral. Para mim, ser radialista é gratificante porque você está interagindo com o povo levando alegria e a gente tem que fazer tudo por amor. As redes sociais inovaram mais, deixa o rádio mais dinâmico e participativo. A FM Itabaiana é uma família, José Carlos Machado e Carla Machado são pessoas incríveis, fora de sério, Carlos Eloy é uma pessoa humilde que dá oportunidade. Gosto muito daqui, da união com os colegas, um ajudando o outro a crescer, a união faz a força e a FM Itabaiana se resume nisso”, comenta Fernando Ribeiro.

Radialista Fernando Ribeiro.

E o “Mi-mi” da rádio? Como será que começou? “Eu estudava e a noite ia para rádio Princesa da Serra ver o pessoal trabalhando, o diretor na época perguntou se eu queria aprender. Comecei a treinar. Em 1979, surgiu uma vaga e eu passei a trabalhar como operador de áudio. Em 1988, comecei a acompanhar Gilmar Carvalho, passamos por diversas emissoras tanto no estado como na Bahia. Retornei para Itabaiana, fui para uma outra emissora aqui e depois vim para FM Itabaiana, onde estou há 11 anos com muito orgulho e muito prazer”, expressa o radialista Almir Andrade, o famoso Mi-mi, hoje atual produtor de jornalismo da FM Itabaiana. “Adoro rádio desde de criança, desde pequeninho já tinha meu radinho, o rádio é minha vida. Quando pego férias, depois de oito dias já estou doido para voltar ao trabalho, quando me aposentar eu descanso, não faço rádio só por dinheiro. Estou numa emissora onde nos dá total liberdade para trabalhar. Se depender de mim, morro na FM Itabaiana”, acrescentou.

Radialista Almir Andrade.

No rádio também não pode faltar voz feminina, a radialista Lenildes Mota é uma das que também compõe a emissora e demonstra todo seu apreço pelo radialismo. “Entrei aqui a convite de Machado para trabalhar na administração e o radialista e ícone João Batista Santana foi quem me incentivou a também trabalhar na locução radiofônica. Então, fiz o curso, passei a apresentar alguns programas e hoje tento conciliar alguns trabalhos radiofônicos com os trabalhos administrativos. Eu nem sonhava em ser locutora, João foi uma pessoa especial na minha vida, louvo a Deus a oportunidade que ele me deu de ampliar meu campo. Vi a FM Itabaiana nascer, a rádio foi inaugura em fevereiro de 1992 e eu entrei em março, então é meu xodó e rádio para mim é como se fosse um vício, quem trabalha em rádio não trabalha por causa do dinheiro porque o piso salarial hoje é muito baixo, porém é prazeroso demais. O rádio vem com a música, com notícia, com a informação, lida muito com o público, com o povo, há uma interação muito grande, você conhece muita gente e faz uma coisa que você realmente acaba se apaixonando. Acho que quem tem esse dom, sabe do que eu estou falando e é por isso que ser radialista realmente é para quem gosta”, expressa a radialista e gerente financeira da emissora.

Radialista Lenildes Mota.

Percebeu como os depoimentos são bem parecidos? É isso, radialismo é dom, é paixão. Bem, estes são apenas depoimentos de alguns radialistas, que trabalham hoje na FM Itabaiana, como forma de tentar passar um pouco a satisfação que o trabalho no rádio proporciona a todos aqueles que exercem a atividade.

Radialistas Carlos Euvaldo (Gordinho) 
Gilson de Oliveira.

Radialista Genário Santos.

 Radialista Léo Wander.

Sede da Rádio FM Itabaiana

Texto e imagens reproduzidos do site: 93noticias.com.br

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Radialista Mário Sérgio Félix, na Rádio Aperipê FM

Mário Sérgio Félix- Diretor da Rádio Aperipê FM. 
Foto: Claudia Janinny

Publicado originalmente no blog Em Pauta UFS, em 07/12/2010

Rádio Aperipê de Sergipe

O diretor da Rádio Aperipê FM fala sobre a importância de se ter uma rádio pública no Estado.
                                                                                                                                         
Fundada em 1939, a Rádio Aperipê surge como primeira emissora de rádio de Sergipe que agrega as rádios AM 630, FM 104,9 e Televisão canal 2, todos com o nome Aperipê. Durante todos esses anos desde a sua fundação, a rádio tem a preocupação de levar “Cultura e Informação” a toda à população sergipana. Um trabalho sério que vem sendo desenvolvido por todos que compõe a rádio, aproximadamente 30 funcionários entre contratados e efetivos.

Recentemente a Rádio vem passando por algumas reformas na estrutura do prédio, destacando-se nesse processo a modernização dos estúdios e a criação de mais dois específicos de sonorização. Também foram adquiridos novos equipamentos, juntamente com uma nova torre de transmissão em fase de instalação.

O atual diretor da Rádio Aperipê FM, Mário Sérgio Félix está na rádio há seis anos, como apresentador e administrador da mesma, um bom tempo para falar sobre a rádio: como é o funcionamento; a relação com as outras emissoras e a importância de se ter uma rádio pública no Estado. E todos esses temas foram abordados na entrevista abaixo, concedida por ele ao EM PAUTA UFS e realizada na sede da Rádio Aperipê FM em seu estúdio de gravação.

O que é uma rádio pública?

Uma rádio pública é desenvolvida, de forma que, toda a sua programação seja voltada para a sociedade, ou seja, em seu segmento deve existir o debate da cultura, da educação, da saúde e de tudo aquilo que a sociedade, principalmente a sociedade carente, necessita ter conhecimento. A Rádio Aperipê, como sendo uma rádio pública, elabora uma programação que permita ao ouvinte o acesso à educação, cultura e principalmente à informação.

Como é o gerenciamento da rádio Aperipê?

O gerenciamento da Aperipê é coletivo. Este se dá por conta de um colegiado onde todas as pessoas que fazem parte da rádio, entre elas, o diretor da aperipê FM, o diretor da Aperipê TV, a presidente da fundação Aperipê, o diretor de marketing entre outros se reúnem para estudar  a viabilidade de levar informações sobre educação, saúde, segurança  e cultura para toda a sociedade.

Existe uma preocupação com a audiência?

Existe sim, a rádio pública não é somente para que  seja colocada no ar, sem ao menos saber se é ouvida ou não . Há uma preocupação, até porque a gente tem que medir a audiência da rádio para saber se a sociedade está gostando da programação,e se essa está suprindo a necessidade da população de informação acerca de educação, saúde, segurança pública, etc.A eficiência e a eficácia da informação é medida de acordo com a nossa audiência. E a partir daí podemos elaborar e aprimorar o tipo de programação que a sociedade necessita.

Como é tratada a cultura sergipana?

A cultura sergipana é tratada de forma bem específica. O complexo Aperipê destina um dia no mês justamente para desenvolver a cultura do nosso Estado. A última sexta- feira de cada mês,  na Rádio Aperipê FM e AM, é um dia voltado exclusivamente para a cultura sergipana. Nesse dia nós só tocamos músicas sergipanas e desenvolvemos temas exclusivamente sergipanos. Então a cultura sergipana é muito mais presente em nossa grade de programação.

Como é trabalhado o esporte de Sergipe pela Rádio Aperipê?

O programa esportivo sempre foi um dos principais programas em nossa grade. Desde a época de Difusora que o esporte vem sendo o ponto forte da rádio. Totalmente com independência, tratamos o esporte de forma ampla, não simplesmente falamos sobre o futebol. A Rádio Aperipê, talvez seja uma das poucas rádios que mais dão ênfase aos esportes olímpicos, pois os tratamos como devem ser tratados: na mesma dimensão do futebol.

Como novos artistas sergipanos podem divulgar os seus trabalhos na rádio?

Talvez a Rádio Aperipê AM e FM sejam uma das que mais tocam as músicas sergipanas. O artista sergipano sempre teve uma história de muita união com a Rádio Aperipê. Tanto é que no próprio Projeto Sergipanidade são tocadas somente músicas sergipanas. Os artistas sergipanos chegam aqui na rádio para começar a divulgar os seus trabalhos e uma das coisas mais importantes que nós temos aqui é que, a cada meia hora uma música sergipana é executada. Então dentro da programação da Rádio Aperipê, a cada meia hora um artista sergipano tem destaque na programação da rádio.

E os artistas já consagrados?

Eles também têm a sua participação na rádio. Porque nós entendemos que os artistas consagrados não podem ficar somente numa grade de programação. Muitas vezes este artista tem que ser colocado junto a outro que não tenha expressão, para que ao mesmo tempo em que se ouça um artista já conhecido possa-se ouvir também o que não tem muita visibilidade. Vou dar um exemplo, um Chico Buarque de Olanda vai ser colocado na rádio então a sociedade em geral escuta, mas sabendo que depois daquele artista vai ter um artista sem expressão então você força as pessoas a escutarem a música de um artista não conhecido pelo grande público. Vai-se intercalando toda a programação, fazendo com que todos sejam escutados. Tendo dois artistas com expressão e no meio um que não tenha, então forçadamente se começa a escutar esses artistas menos expressivos.

Como é o relacionamento com emissoras concorrentes e comerciais?

É o melhor possível. Eu acho que a Aperipê até por ser uma rádio pública, não pode ficar tratando as outras como concorrentes. A gente deve fazer um trabalho principalmente de parcerias, porque o que está em jogo é justamente a cultura sergipana. Existem já outras rádios que estão começando a aderir o Projeto Sergipanidade desenvolvendo-o também, não um dia em cada mês, mas já começam a dar uma ênfase maior ao artista sergipano, e isso é fundamental.

Existe algum tipo de intercâmbio com outras emissoras públicas?

Existe sim. A Rádio Aperipê hoje faz parte do Pool de emissoras públicas denominado Associação de rádios Públicas do Brasil (ARPUB), onde trocamos toda uma grade de programação que temos com as outras. Dentro dessa parceria existe um projeto chamado Conexão Brasil, em que todos os artistas sergipanos são tocados durante um mês cerca de três a quatro vezes por dia, ou seja, é o artista sergipano sendo tocado em todo Brasil 108 vezes por dia. Essa parceria com as outras rádios públicas é muito importante tanto para o artista sergipano, quanto para os demais artistas de outros estados que também têm seu espaço em nossa rádio.

O Governo interfere na programação? Como?

Não existe interferência do governo na programação, o que existe é um direcionamento. O Governo traça uma meta, uma linha de programação, que é colocada para a TV e para a Rádio. Por exemplo, instituiu que a rádio deve ter uma linha de programação, como o slogan mesmo diz: “cultura e informação”. A partir dessa instrução elaboramos a nossa programação.

Existem mudanças do governo passado para o atual? Quais?

Existem muitas mudanças, a começar pela total reparação dos equipamentos da rádio. Antes tínhamos equipamentos sucateados e a rádio não era ouvida porque o seu transmissor não dava condição de atingir o Estado de Sergipe. A linha de raio onde a Aperipê atuava não passava de Aracaju. Então, assim que assumiu a administração, o atual Governo fez vários reparos na rádio: todos os estúdios foram forrados; equipamentos de ponta foram colocados; houve um investimento no transmissor para que a gente pudesse levar novamente a todo o Estado de Sergipe a programação da Aperipê. Portanto existe uma diferença muito grande, principalmente pela reparação e nova estrutura que o atual Governo proporcionou a sociedade e também aos funcionários dessa casa.

Rádio Aperipê FM. (Foto: Claudia Janinny)

Já são suficientes?

Não, existe sim um compromisso maior de que a gente não pare por aí. Um compromisso, por exemplo, de fazer outros tipos de investimentos: levar a programação da Rádio Aperipê a outras rádios comunitárias e principalmente no interior do Estado. Existe outro projeto de Sergipe voltar a ter os programas de auditório, pois sempre foi referência nos demais Estados. . É um compromisso e um projeto que o Governo vem querendo desenvolver para o ouvinte sergipano, bem como dar segmento nos próximos anos aos Festivais de Música, que tem dado certo na atual administração. Tivemos uma artista sergipana sendo premiada como vencedora do primeiro Festival de Música Nacional e isso é muito importante.

Durante todo esse tempo existe algum ponto em que tenham errado?

Existe sim. Muitas vezes na intenção de querer acertar acaba-se errando. Por exemplo, tentamos desenvolver um programa para as madrugadas que não deu certo e tivemos que tirar do ar. Por isso, ainda sentimos a necessidade de elaborar uma programação para essas pessoas que trabalham nesse horário (médicos, vigilantes, entre outros) que não têm um programa para ouvir. Mas iremos nos reunir mais uma vez, para juntos pensarmos em algo que seja interessante para esse público específico.

Considerações finais

Eu acho que nós temos muito que comemorar, principalmente nesses últimos quatro anos, em que a rádio tem crescido consideravelmente. Eu digo isso com muita satisfação, tanto da equipe com quem trabalho que são pessoas competentes e compromissadas com a cultura, quanto com o Governo que se propôs a levar à população esses dois segmentos: cultura e informação. Também é gratificante ver que o ouvinte está satisfeito com a programação e que confia no que é transmitido por nós, afinal é tudo feito com muito amor, carinho, dedicação e seriedade. É uma honra fazer parte dessa história.

Reportagem de Claudia Janinny

Texto e imagens reproduzidos do blog empautaufs.wordpress.com

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Morre o radialista Valdicelio Martins

Valdicelio Martins fazia seu programa 
musical diário de 17h às 18h
Foto: Juventude FM

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 13 de setembro de 2018

Morre o radialista Valdicelio Martins

O comunicador Valdicelio Martins faleceu nas primeiras horas desta quinta-feira, 13, no hospital de Lagarto. Ele sofria de diabetes e na última semana foi internado por causa da doença, precisou passar por uma cirurgia, mas não resistiu.

O velório ocorrerá na Osaf de Lagarto na tarde de hoje e o corpo será enterrado às 8h de sexta-feira, 14, no cemitério central da cidade.

De acordo com o radialista e assessor de comunicação, Aloisio Andrade, conhecido como Prefeitinho, o colega de profissão teve a doença agravada nos últimos dois anos, quando  precisou amputar uma das pernas. “A emissora de rádio instalou um equipamento para que Valdicelio continuasse a fazer seu programa de casa. E assim ele permaneceu trabalhando no seu programa musical diariamente”, conta.

A direção da Juventude FM, suspendeu toda sua programação durante esta quinta-feira em homenagem póstuma aos familiares e amigos do colaborador.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Estúdio CBN, com Dênison Ventura

 Estúdio CBN, de segunda à sexta, das 14h  às 16h.
 Debates e entrevistas com Dênison Ventura.
 Rádio CBN Aracaju, 90,5 FM - A rádio que toca notícia

Programa Fala Povo, apresentação Alexandre M Wendel



Programa "Fala Povo" apresentado por
 Alexandre M. Wendel, de segunda a sexta 
das 8h30 às 10h, na Rádio Cultura de Sergipe.
Imagens reproduzidas do Facebook/Alexandre M Wendel

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Rádio Globo e CBN já têm data para deixar frequência AM



Publicado originalmente no site Tudo Celular, em 24 de agosto de 2018

Rádio Globo e CBN já têm data para deixar frequência AM

Com o passar do tempo, as emissoras de rádio da faixa AM têm realizado a migração para o FM.

Agora, a Rádio Globo e a CBN ganharam data para a saída da amplitude modulada: próximo dia 1º de setembro.

No dia 1º deste mês de agosto, o Sistema Globo de Rádio havia anunciado que seus canais radiofônicos deixariam a faixa nas operações próprias em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A justificativa na ocasião foi “a contínua evolução dos seus produtos, o que já não é mais suportado pela frequência AM”.

De acordo com a previsão de desligamento já divulgada, a única estação ainda não confirmada foi a Rádio Globo da capital paulista (AM 1100). As outras emissoras já estão garantidas. Confira:

São Paulo
CBN – AM 780

Rio de Janeiro
CBN – AM 860
Rádio Globo – AM 1220

Belo Horizonte
CBN – AM 1150

Nessas localidades, as duas rádios do SGR seguirão com suas programações normais tanto no FM quanto na internet. A Rádio Globo está presente no dial FM em 94,1 MHz (SP) e 98,1 MHz (RJ). Já a CBN pode ser ouvida em FM nas sintonias 90,5 MHz (SP), 92,5 MHz (RJ) e 106,1 MHz (BH).

Adeus, rádio AM! Decreto que prevê prazo para migração ao FM é assinado

No final de janeiro deste ano, um decreto chegou a ser assinado com o objetivo de abrir um prazo de 180 dias para as rádios que ainda operam em AM solicitarem a migração para a frequência modulada.

Texto e imagens reproduzidos do site: tudocelular.com

quinta-feira, 26 de julho de 2018

JLPolítica entrevista Francisco Ferreira

Francisco Ferreira no estúdio do Programa Mural, 
ancorado por Ricardo Gama e Tanit Bezerra

Francisco Ferreira: firmando novos propósitos

Publicado originalmente no site JLPolítica, em 25 de Jul de 2018

Francisco Ferreira: “Quero fazer dos veículos da Fundação Aperipê a casa da sergipanidade”

O jornalista e radialista Francisco Ferreira, diretor-presidente da Fundação Aperipê - instituição estatal mantenedora da TV e das rádios Aperipê AM e FM - está disposto a dar muito de si por esses espaços. E com uma missão bem pertinente: “Quero fazer dos veículos da Fundação Aperipê a casa da sergipanidade”, diz ele.

Homem de comunicação, sobretudo do rádio, com 35 anos de profissão, Francisco Ferreira sempre teve um pé nas assessorias e outro no marketing político. Recentemente, deixou a assessoria do senador Eduardo Amorim e foi parar no posto de diretor-presidente da Fundação Aperipê.

Francisco Ferreira inaugurou, a partir desta quarta-feira, um tour de profissionais de comunicação – ainda que individualizados - aos bastidores da Fundação Aperipê para tentar fazer com que a instituição seja melhor conhecida por dentro em seus propósitos e objetivos.

Enquanto mantenedor do Portal JLPolítica e autor desta Coluna Aparte, fui o primeiro convidado. Depois de conhecer produtos, estúdios e equipes, fiz a entrevista a seguir com ele. Leia.

Aparte - O que é que o senhor pensa como diretor-presidente da Fundação Aperipê? O que é que o senhor pretende pela instituição?
Francisco Ferreira - O que eu penso é fazer com que o sergipano possa conhecer a Fundação Aperipê e suas emissoras. Acho que minha marca será ver o sergipano sabendo que existe uma TV, duas emissoras de rádio e uma boa programação nelas.

Aparte - O senhor acha que terá espaço e apoio do Governo para materializar isso?
FF – Veja: o apoio do Governo vem em decorrência da manutenção da vida delas. Do dia a dia aqui da instituição em si. Esse é todo o apoio que eu preciso do Governo. Eu acho que o Governo tem a sua parcela de responsabilidade em ajudar, seja Chiquinho Ferreira ou qualquer um que esteja aqui na manutenção da estrutura.

Aparte - O senhor está focado nessa missão?
FF – Olha, o dia a dia, esse fazer o sergipano entender o que é isso aqui e a sua importância, é a missão minha. Aliás, é uma missão que a equipe da casa já faz. A missão nossa enquanto diretor-presidente é montar essas estratégias. O Governo nos dá estrutura. Mas as estratégias, o pensar e como fazer o sergipano saber que os veículos daqui são a casa da sergipanidade, o artista saber que aqui é a casa dele, isso é com a gente. Mas é importante também que o artista fique ciente disso.

Aparte – Mas quais serão as estratégias?
FF – A gente tem algumas estratégias. Por exemplo, vamos criar banner anunciando as entrevistas. Veja: se vem um escritor, como hoje temos um escritor no Programa Mural - o Thiago Paulino -, é preciso que isso seja anunciado, até porque esse anúncio vai fazer com que você que nunca ouviu ou nunca viu, diga: “mas, ah, eu me interesso por esse assunto”. A partir do momento que você se interesse por aquele assunto é um caminho que você pode chegar até a Aperipê e não querer sair mais dela.

Aparte – O senhor já fez uma análise completa das grades da TV e das duas emissoras de rádio e do que pode mudar?
FF – Estou fazendo o levantamento amplo daquilo que talvez ainda possa subsistir. Ainda estou nessa fase de levantamento de programa e vamos ver o que talvez não tenha identificação com a sociedade. Já verifiquei a existência de alguns na grade e, às vezes, está acontecendo de ele vir pronto, mas que não traz nenhum apoio cultural. É preciso entender que isso aqui tem despesa e que não é o Governo sozinho apenas que tem responsabilidade pela sua manutenção e aqueles que têm programa aqui também precisam do apoio cultural.

Aparte - Qual o seu conceito, a sua visão, dos três veículos que formam a Fundação Aperipê em si?
FF – A visão é a de que eles hoje fazem parte de um complexo de comunicação que tem o papel extremamente importante para nossa cultura. Aliás, acredito hoje que é só aqui que tem, exatamente, esse elo com a sergipanidade.

Aparte - Qual o seu intuito, intenção, com essa ação de marketing e comunicação de cada quarta-feira trazer um profissional do jornalismo para conhecer a casa e suas programações?
FF - É exatamente o e dar publicidade aquilo que de bom tem por aqui. Porque, insisto, isso aqui, essa casa, é responsável, dentro de sua história, por parte dos bons profissionais que estão em outros veículos, exercendo com qualidade a profissão. Eles aprenderam aqui, passaram por aqui. E quero continuar fazendo com que essa casa continue sendo assim. Por exemplo, a gente tem convênios com as universidades, onde parte do nosso jornalismo é de estagiários. Vamos querer também implementar isso com o Senac na questão dos radialistas, porque hoje nós temos aqui vários profissionais que estão em curso para futuros radialistas, mas que ainda não existe o convênio da remuneração. Mas é aqui que eles estão aprendendo. Então, essa casa precisa formalizar isso.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br/coluna-aparte

sexta-feira, 15 de junho de 2018

sábado, 9 de junho de 2018

O Rádio se Reinventa


Edição Brasileira da Columbia Journalism Review > O Rádio se reinventa

Publicado originalmente no site Observatório da Imprensa, em 06/06/2018 

Memórias de um pioneiro da abobrinha

Por Luiz Henrique Romagnoli 
    
Da gravata dos jornalões à bermuda dos comunicadores bem-humorados, o rádio se reinventa mais uma vez – para se manter vivo na disputa pela atenção do público

Como os demais meios assolados pela disruptividade da internet e pela pandemia da pós-verdade nas redes sociais, o rádio dá seus pulos para tentar se manter relevante na disputa pela atenção do público. Além de enfrentar o smartphone, o tablet, o notebook, a TV e, logo, a geladeira, o aspirador de pó e todas as coisas da internet das coisas, ainda precisa resolver se vai digitalizar seu sinal – e em que formato – enquanto muitas emissoras ainda estão migrando do AM cheio de ruídos para o FM de melhor qualidade, mas alcance limitado.1

Para conseguir lugar na cabeça do público, placas tectônicas da programação radiofônica estão se movimentando. Rádios musicais estão reaprendendo a falar e buscam conteúdo com debates, fofocas de internet, ressuscitando a boa e velha leitura de cartas de amor, acrescentando esporte e colunistas. Rádios populares estão se atualizando ou morrendo, como a Globo AM, cuja histórica programação vencedora, mas deficitária, foi extinta no Rio e em São Paulo, e agora recomeça do zero. E nas jornalísticas, nas quais o rádio já era falado, a busca é pela atualização da linguagem e pauta, transitando em estágios diferentes no figurino da informação, da gravata dos jornalões à bermuda dos comunicadores bem-humorados.

Nos outros meios, a informalidade, o bom humor e pinceladas de leveza na pauta já estão em andamento há tempos. Na imprensa escrita aparece menos no noticiário corrido e mais no reino dos colunistas, com seu novo arsenal de deboches e apelidos. Na TV, transitar fora do texto exige talentos que não se ensinam na faculdade, como improviso, timing, simpatia e domínio de cena, e expõe os profissionais mais cintura-dura. Mas com certeza a comunicação já está mais natural.

Beijinho, beijinho e pau, pau

No rádio, alguns desses movimentos também têm sido registrados nos últimos anos. A Jovem Pan escalou na audiência ao mandar às favas os parâmetros reconhecidos de isenção, vestindo a camiseta canarinho e batendo panelas com a classe média irritada com o governo Dilma Rousseff, tendo como estrelas novos porta-vozes do conservadorismo, como Reinaldo Azevedo (agora na Band News FM) e Marco Antônio Villa.

A alta temperatura e a agressividade repercutem no público-alvo e podem ter se mirado no megassucesso do DJ americano Rush Limbaugh, um líder de audiência que se gaba de ter resgatado na população de seu país o orgulho de ser conservador. Em seu programa coast-to-coast, ele desanca os liberais, as feministas e não se importa de ser polêmico, como ao defender o porte de arma e a NRA – National Rifle Association –, desqualificando como “políticas” as queixas de estudantes sobreviventes do recente ataque na Flórida. Ostenta ainda a glória de “salvar” o rádio AM com sua maciça audiência, que passa dos 10 milhões de ouvintes. O que, trocando em graúdos, significa estar sempre rondando o top 10 das personalidades mais bem pagas na lista da Forbes. Em 2017, por exemplo, empatou com o Guns N’Roses e deixou para trás Justin Bieber e Lionel Messi. Entre suas fontes de renda, estão livros que entram sempre na lista do New York Times, alguns deles para o público infantil, em que faz gozações com os pioneiros pais da pátria estadunidense.

Num outro registro, inédito, Ricardo Boechat faz sucesso nas manhãs da Band News FM, menos pela posição ideológica – que consegue despertar críticas simultâneas de lados opostos do espectro – e mais pela tocada. Em uma hora e meia de programa, das 7h30 às 9h, que ele habitualmente estoura, mistura comentários ácidos contra o Estado incompetente, galhofas com o jogo político, discursos autodepreciativos com que se justifica por algumas opiniões rasas como uma conversa no táxi, e um lado fofo que manda abraços para ouvintes aniversariantes e atende a pedidos de beijos para crianças e idosos como num programa de comunicador de AM. Com essa fusão, Boechat tornou-se um popstar tardio do radiojornalismo.

Só se fala em all news

A chegada das all news – CBN, Eldorado/Estadão e Band News FM à frente – e os movimentos da Jovem Pan, retransmitindo o jornal e o futebol pela FM e depois com sua virada conservadora, são exemplos diferentes de como a linguagem e a abertura da pauta avançaram no rádio.

Na CBN, veterana entre as redes, a maior dificuldade foi colocar em pé uma ideia com o potencial de sucesso que se confirmou, mas amargou um longo período no vermelho. Em São Paulo, onde ficaria o comando do jornalismo e o maior foco do departamento comercial, mesmo o poderoso Sistema Globo de Rádio não conseguiu provar ao tal mercado que era possível ter uma rede de notícias 24 horas puxada por uma FM. E precisou desmontar a equipe que preparava a Rádio Globo Rural AM, que entraria no lugar da Excelsior, para colocar o sinal da CBN em rede com a FM, prefixo 90,5 khz, onde substituiu a malresolvida ex-Globo FM ou Globo 90 ou XFM. E o que era para ser provisório acabou se tornando definitivo.

Com um pé em cada canoa, seria mesmo difícil investir em inovações radicais de linguagem e abordagens. As novidades já eram bastantes para a época, com a criação da figura do “âncora”, na qual Heródoto Barbeiro, competente e notoriamente sisudo, se destacou. No quesito descontração, durante muito tempo, o máximo a que se permitia a equipe era uma troca de gozações nos dias seguintes aos jogos de futebol. Voltaremos a isso.

“Cambada de ordinários”

A Band News FM já pôde seguir a trilha aberta pela CBN e estreou como uma rede de emissoras na frequência modulada. O conceito, também trazido de rádios americanas, é de jornais rotativos de 20 minutos. A escolha do âncora do principal horário matutino recaiu sobre Carlos Nascimento, de qualidade profissional que dispensa confete, mas que não passou na fila do bom humor ao nascer. Em outra escolha pelo sorumbático, Boris Casoy apresentava o horário de fim da tarde, usando sua persona de jornalista sério e indignado e não seu jeito bem-humorado fora do ar, cheio de imitações e piadas.

O ajuste foi difícil. A equipe tentava se soltar no texto, e por estranho que pareça o estilo que mais dava cara à emissora vinha de uma profissional egressa do meio impresso, Inês de Castro. Na pauta, a seriedade acabava afunilando os assuntos. Lembro da torturante experiência de passar uma hora e meia num dos tradicionais congestionamentos das marginais de São Paulo conferindo o desempenho da então jovem rádio, em que fui exposto à cotação do dólar por oito inúteis vezes.

O tempo se encarregou de dar segurança ao time dos apresentadores coadjuvantes, que estabeleceu fio terra com o público e passou a conversar mais, fazer rádio, enfim. Os amigos Luiz Megale e Eduardo Barão levaram a apresentação para a mesa do churras do fim de semana e as “meninas” Sheila Magalhães, Tatiana Vasconcellos e depois Carla Bigatto conseguiram atravessar o muro de mau humor caiado de machismo que nega às mulheres credibilidade suficiente para representar um bastião do jornalismo, como o Grupo Bandeirantes. E, sim, ativaram a audiência jovem feminina, pois, afinal, o público do radiojornalismo há muito deixou de se encaixar no estereótipo do pai de família de terno com colete de algibeira. Que sabia o significado de “algibeira”. Para estes existe o venerando Jornal Gente, da Bandeirantes AM, que todo estudante e jovem jornalista precisa ouvir ao menos uma vez na vida, no qual José Paulo de Andrade e Salomão Ésper desenvolvem com maestria um programa vintage, com verrinas, diatribes, rabugices, estocadas de florete e espadagadas de durindana (joguem no Google, jovens).

Nesse contexto, a chegada de Ri-cardo Boechat, com um insuspeito talento de comunicador, criou um horário em que o jornalismo tradicional é tratado a bordoadas e chacota. O sessentão buenairense criado em Niterói traz para a cena com naturalidade histórias familiares envolvendo a esposa, “Doce Veruska” (a jornalista Veruska Seibel), as filhas mais novas, Valentina e Catarina, e a mãe, “Doña” Mercedes. A parceria com José Simão, decano da abobrinha jornalística, gerou uma química que faz ouvintes marcarem o início do dia produtivo para depois da coluna.

Mas mesmo a dupla de sucesso precisou pegar embocadura. A diferença do deboche paulistano para o humor carioca mais pesado (a palavra exata é “sacana”) pode ser demonstrada num dos bordões de entrada, no qual José Simão faz cócegas nos ouvintes em portunhol: “Acuerda, macacada”, e Boechat usa a borduna: “Cambada de ordinários!”.

Uma característica de Boechat, comum a boa parte dos apresentadores, é ser autodidata em rádio. Ele me contou numa entrevista que jamais abriu um livro ou uma pesquisa sobre o rádio para formar sua persona. Não que haja abundância de literatura que saia do anedótico ou do jargão acadêmico. Mas seria interessante conhecer um pouco da história do jornalismo bem-humorado no ar.

No início era o Trabuco

O radiojornalismo nasceu e seguiu durante muitos anos sem registro de relação com o humor, nem com a informalidade. Qualquer brincadeira com as notícias só era consentida – ainda assim, de acordo com os interesses do regime em vigor – nos seus devidos lugares: os programas humorísticos, onde reinaram Alvarenga e Ranchinho, Zé Fidelis, Jararaca e Ratinho, Max Nunes, Castro Barbosa, Lauro Borges e outros.

A primeira manifestação de quebra do protocolo da seriedade jornalística aparece em 1962 na Rádio Bandeirantes com o programa O Trabuco, apresentado pelo radialista e ator Vicente Leporace, no qual lia os jornais do dia e disparava seus comentários carregados de ironia. Às vezes, o apresentador era convocado pela polícia política, mas a liberdade de crítica era franqueada pelo proprietário da emissora, João Saad, genro do governador Adhemar de Barros, e, ao final dos programas, Leporace, que reinou único até sua morte, em abril de 1978, escancarava suas preferências declarando-se “corintiano e ademarista”.

Ditadura, jeans e esporte

Durante a maior parte da ditadura militar, o rádio, como os demais meios, manteve-se calado por força da censura ou de autocensura. Com a agravante de ser uma concessão do governo cujo fechamento requeria muito menos trabalho e desgaste do que recolher milhares de exemplares de jornal. Muitas emissoras foram fechadas com a presença de uma singela guarnição policial ou uma simples canetada de segundo escalão.

As manifestações de informalidade e bom humor começaram a chegar quando as condições que levaram à abertura dos anos 1980 formaram o caldo da renovação tocada pela primeira geração de jovens formados num ambiente menos opressivo e por sobreviventes bem-humorados dos anos mais pesados.

Esse contexto local se alinhava ao movimento global de abertura de espaços para o jovem como público consumidor. A sociedade de consumo absorveu a contracultura do Flower Power, os gritos das manifestações estudantis e sua rebeldia e devolveu produtos e modas para servir a esse novo cidadão que não queria a mesma roupa, cabelos e música dos seus pais.

Mais explícito do que tratados acadêmicos, este diálogo na redação da Rádio Jovem Pan em 1979 explica o momento: num domingo à tarde, com a jornada esportiva rolando solta, o diretor de jornalismo, Fernando Vieira de Mello, recortava nos jornais matérias que pudessem ser recicladas para reforçar o jornal de segunda, dia geralmente fraco para o noticiário de rádio. Do seu aquário no meio da redação, divisou a caminho dos estúdios o radialista Milton Neves, então apenas plantonista de esporte e gritou ao seu estilo:

– Miltooon, o que é jeans?

A resposta veio sem muita elaboração, com sotaque de mineiro de Muzambinho:

– Ah, Fernando, jeans é moda.

Suficiente para receber a réplica:

– Você é ignorante, Milton. Jeans é comportamento!

Apesar da sintética riqueza da constatação, não seria na Jovem Pan AM que a linguagem acompanharia a mudança dos tempos.

O rádio traria ao jornalismo a leveza temperada com ironia por um caminho inusitado, o esporte, geralmente um espaço monocórdico bitolado no mundo do futebol. Veio de lá a narração de Osmar Santos, cheia de jovialidade com novas gírias e bordões. Com seu passe valorizado na transferência da Rádio Jovem Pan para a Rádio Globo, audiência e faturamenrto em alta, o locutor conseguiu abrir na Rádio Excelsior, do mesmo Sistema Globo de Rádio, um espaço que chegaria a duas horas, das 12h às 14h para fazer o programa Balancê, uma caótica mistura de jornalismo, esporte e cultura.

Assim era rompida a divisão rígida entre os departamentos, que nas grades tradicionais das emissoras dedicava a hora do almoço a programas separados para jornalismo e esporte. Acompanhado por Juarez Soares, o “China”, cronista esportivo de intensa atividade sindical e política, e Fausto Silva, então repórter de campo que se destacava pelo raciocínio rápido e bom humor, Osmar Santos trouxe também o humor escrachado com a dupla Nelson “Tatá” Alexandre e Carlos Roberto “Escova”, vindos do Show de Rádio, tradicional programa de humor esportivo, criado por Estevam Bourroul Sangirardi e apresentado na Jovem Pan após o futebol.

Um episódio típico pescado na internet começa com um comentário sarcástico de Osmar Santos sobre a repercussão internacional da dívida externa brasileira, colado a uma externa com Fausto Silva dando o furo da renovação do contrato do craque Sócrates, do Corinthians. A produção unia o esporte, com Paulinho Mattiussi, depois Odir Cunha, com o jornalismo via Yara Peres. Finalmente, mas não menos importante, o programa tinha o sonoplasta Johnny Black (João Antonio de Souza), que criava ilustração e “comentários” sonoros, com trechos escolhidos de músicas, que selecionava de acordo com a pauta do programa.

O garoto e a rapaziada

Se a revolução do Pasquim e as outras bossas do humor e jornalismo cariocas aconteciam nos bares da beira-mar, nada mais paulistano do que os pioneiros da linguagem mais soltinha serem encontradiços numa cantina italiana. O “polpetone” do Jardim di Napoli atraía Faustão, Osmar, Juarez, mas também o publicitário Washington Olivetto, o menino-prodígio que colocou a propaganda brasileira no mapa dos prêmios internacionais, trocando os galãs dos anúncios pelo magrelo e sem jeito Carlos Moreno e deixando a linguagem da propaganda mais coloquial e bem-humorada. Outro habitué era Serginho Leite, famoso locutor de FM.

É onde entra o meu depoimento sobre o começo da linguagem jornalística em frequência modulada, uma antepassada esquecida das rádios mais conversadas de hoje.

Em 25 de janeiro de 1980, num aniversário de São Paulo, era inaugurada a Rádio Cidade FM, do grupo Jornal do Brasil, com a missão de repetir o meteórico sucesso obtido pelo formato no Rio de Janeiro, onde foi lançada em maio de 1977 e rapidamente chegou à liderança da audiência.

O segredo era dar liberdade aos locutores para improvisar, desimpostar a voz, dialogar com o ouvinte, ao mesmo tempo que operavam a mesa de som, assumindo completo controle sobre a dinâmica da rádio. Misturava técnicas de DJs das rádios americanas com a carioquice dos apresentadores. Foi um sucesso entre os jovens de classe média para cima, parte importante do total de ouvintes de FM – o que se explica pela raridade dos aparelhos que captassem frequência modulada, presentes basicamente em automóveis e em grandes receivers de mesa. O walkman e seus similares só surgiriam na virada dos anos 1980.

Golpe no embalo do funk

O chefe de redação do Jornal do Brasil, João Batista Lemos, me chamou ao aquário para comunicar a transferência para a rádio, ordenando: “Tome conta daquela molecada, não deixe falar muita bobagem”. Aquela molecada? Eu tinha 22 anos!

Logo aprendi que as notinhas, cinco por hora, não deveriam seguir o figurino dos jornais impressos, o ritmo das agências de notícias nem das rádios jornalísticas como a Jovem Pan, mesmo nos seus momentos de variedades. A concorrência primária não era nem sequer entre notícias mais ou menos adequadas. Era da fala com a música. Mesmo a locução conversada dos apresentadores recebia críticas de ouvintes pelo telefone. Eles queriam gravar os sucessos favoritos em seus gravadores de fita cassete e “aquela falação” atrapalhava. Um dos procedimentos dessa nova dinâmica era falar, notícias inclusive, ocupando os tempos instrumentais do começo ou final da música.

Um episódio limite no conflito entre o novo formato e o “velho” jornalismo se deu numa tarde de abril de 1980, quando o apresentador Edmir Rabello resolveu entremear um animado funk com uma notícia sobre um golpe de Estado na Libéria. Entre cada frase que lia, descrevendo os horrores e mortes no país da África, aumentava o volume da sacolejante música. Surpreso com a minha reação e com a reunião com a coordenação que se seguiu, candidamente defendeu sua atitude em nome da manutenção do “pique” da rádio.

A fórmula com texto mais próximo do coloquial, a mistura de temas mais leves com as informações realmente relevantes do dia, foi surgindo aos poucos. Os locutores começaram a se relacionar melhor com as notícias e transmitiam com maior envolvimento e propriedade. A alquimia teve o apoio ativo do apresentador Paulo Leite, o “Velho Milk”, e do repórter da sucursal do JB, Fernando Zamith, e a cumplicidade do coordenador Carlos Townsend. As queixas contra as notícias diminuíram substancialmente.

A fórmula da abobrinha

Na nova prática, números eram arredondados. Quem queria saber dos centavos do prêmio da loteria? Manchetes retrancando os casos mais famosos eram herança dos jornalões falados. Algumas notícias que demandavam mais espaço podiam ser seccionadas e retomadas mais adiante. Também era aconselhável considerar o ambiente político, a “abertura lenta e gradual” conduzida pelo general Geisel. O final da censura prévia à imprensa era uma memória muito recente e minha presença ainda era solicitada no “aquário” para ajustes.

Além dos assuntos sérios da política, economia e internacional, a pauta também tentava se aproximar do cotidiano do ouvinte falando sobre música, diversão e arte. E, para reforçar e dar substância à relação leve e amistosa dos apresentadores com o público, abrimos espaço para a tão recriminada “abobrinha”.

A centenária senhora chinesa que revelava que seu segredo de longevidade incluía álcool, cigarros e comida gordurosa; a pesquisa científica que informava que ratos detestam queijo; o técnico de futebol daltônico que gritava para o juiz fazer gol; o primeiro voo fretado de nudistas para visitar praias brasileiras. Esses são alguns exemplos dessas “não notícias” hoje completamente incorporadas ao dia a dia dos meios de comunicação.

A proporção das “abobrinhas” não passava de um quinto ou menos do noticiário. Mas sua “visibilidade” era tanta que merecia elogios dos ouvintes, mas muitas críticas na imprensa “séria”, que pregava a pecha de alienadas, como tascou Heródoto Barbeiro num prefácio: “De um modo geral, as emissoras de FM aceitam apenas notícias engraçadas, descomprometidas, otimistas, dirigidas ao público jovem”.

Heródoto acertava no atacado: a situação piorou para o tratamento da informação porque o sucesso das FMs causou a cobiça de grupos ligados a políticos, principalmente durante o governo Sarney. Por serem concessões gratuitas de manutenção barata, com equipe reduzida em relação ao AM, muita música, bom faturamento e a vantagem de poder falar bem do dono candidato a cada dois anos, as novas rádios viraram logo moeda de troca. Nesses prefixos, a redação se resumia ao “recórter” – um estagiário munido de tesoura.

O jornal e mais 12 músicas

A fórmula da Rádio Cidade foi um sucesso também em São Paulo. A liderança chegou em menos de dez meses e, com ela, o assédio aos profissionais por outras emissoras. Em agosto de 1981, a Jovem Pan 2, o FM da rádio Panamericana, levava os apresentadores Paulo Leite, Serginho Leite, Cesar Rosa e este autor, encarregado de cuidar de jornalismo, produção e promoção.

A missão era um desafio e enfrentava muita desconfiança. Ao ser apresentado pelo filho Tutinha ao pai, “seu” Tuta, Antônio Augusto Amaral de Carvalho, antes de receber a mão para o cumprimento levei um “puxa, mas como é jovem”. Não funcionou o bigode que eu cultivava e deveria me dar mais credibilidade.

Depois de preparar o pequeno exército que recebi, meia dúzia dos mais jovens estagiários, toca enfrentar a resistência dos repórteres da AM, que reivindicavam, com razão, um extra para trabalharem também para a FM. Com uma pequena catequese sobre o formato da notícia na jovem emissora e de um ajuste da área técnica e de operação, logo estávamos pilotando uma programação com informação que não faria feio em uma emissora jornalística.

Das 7h às 9h, Serginho Leite inseria praticamente todas as notícias do Jornal da Manhã do AM compactadas nas introduções de músicas, além da meteorologia, correspondentes internacionais, trânsito e flashes ao vivo. Ainda tinha um boletim mais robusto de dois minutos nas horas cheias. Sem deixar de tocar pelo menos 12 músicas a cada 60 minutos. Em pouco tempo, a Jovem Pan 2 conquistava a liderança da audiência.

A chegada do walkman e principalmente de suas contrafações nacionais baratas abriu espaço para classes mais baixas entrarem aos borbotões no reino da música e alegria. Para atender ao novo público, vieram novos ritmos emergentes, como pagode, axé e sertanejo, e as boys bands, como os Menudos. Por essa época, Carlos Siegelman, responsável pela Rádio Manchete, me ligou pedindo um projeto para adequar a fala da sua emissora, que disparava tocando os novos sucessos de apelo popular, mas cujo jornalismo ainda informava a situação dos aeroportos, com interesse improvável para os jovens da periferia. Em alguns dias, liguei com a resposta, mas Carlinhos me dispensou alegremente: “Não precisa mais. A gente já chegou a primeiro do Ibope”. Com informações direto de Cumbica.

As emissoras que se dispunham a chegar à liderança deixaram de se preocupar com a qualidade da informação jornalística, restringindo-se às obrigações da legislação. O jornalismo ficou esparso em poucas emissoras e o rádio FM, no geral, voltou ao automático. Boas experiências como na Eldorado FM e 89-Rádio Rock não deram cria.
E cada vez que precisa soltar a linguagem, o rádio começa do zero.

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Luiz Henrique Romagnoli é jornalista, professor e presidente da Associação das Produtoras Independentes de Rádio e Outros Conteúdos de Áudio (Apraia). Passou pelo Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, Grupo Bandeirantes, Transamérica, entre outros. No governo Lula, formatou e dirigiu o programa Café com o Presidente e coordenou as mudanças na Voz do Brasil.

Texto e imagem reproduzidos do site: observatoriodaimprensa