segunda-feira, 14 de maio de 2018

Estúdio CBN - Apresentação: Dênison Ventura

14 de maio/2018, estreia do programa Estúdio CBN, 
com apresentação de Dênison Ventura, trazendo debates 
e entrevistas com assuntos polêmicos, entretenimento 
e informações quentes. Acompanhe de Segunda a Sexta, 
das 14 às 16h, aqui na 90,5 FM.
Texto e imagem reproduzidos do facebook.com/cbnaracaju

sexta-feira, 11 de maio de 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Entrevista com Carlos Magalhães


Publicado originalmente no site Alô News, em 21/04/2018

Exclusiva do Alô: A entrevista desta semana é com Carlos Magá, radialista, narrador esportivo, odontólogo e ex-professor

Eu tive a alegria em começar no rádio cedo. Eu me graduei em odontologia na Universidade Federal de Alagoas em 1962 e conclui também o curso de Ciências e Letras Neolatinas

Carlos Magalhães o ícone do rádio sergipano e o maior narrador esportivo, com mais de 60 anos de atividade no rádio. Mais conhecido como Magá o radialista, narrador esportivo, odontólogo e ex-professor do curso na UFS nos concedeu essa entrevista nos bastidores dos estúdios da Rádio Jornal 540 Am. Conheça um pouco da história de um dos mais antigos comunicadores sergipanos.

Alô News – Conte-nos um pouco de sua história, sua trajetória de vida.

Carlos Magalhães (C.M)* - Primeiro cumprimento ao ilustre entrevistador. Tenho um prazer imenso em dizer que sou um sergipano de Propriá, eu nasci em 1938, fiz 80 anos recentemente, e tenho 62 anos de atividade profissional ininterrupta. Além disso eu tive a alegria em começar no rádio cedo. Eu me graduei em odontologia na Universidade Federal de Alagoas em 1962 e conclui também o curso de Ciências e Letras Neolatinas também em Alagoas. E em 1967 eu conclui o mestrado de Saúde Pública em Manguinhos no Instituto Osvaldo Cruz, onde funcionava a escola nacional de saúde pública.

Durante toda a minha vida profissional exerci atividade em rádio, comecei na rádio difusora de Alagoas e fui o primeiro locutor fundador da rádio Gazeta em 1958, e eu já estava como profissional do rádio.

Na odontologia fui professor titular da Universidade Federal de Sergipe na área de saúde pública, fiz concurso; fui fundador do curso de odontologia e exerci também a profissão em consultório. Eu diria que tenho uma caminhada de vida muito boa ao lado de uma família maravilhosa. Sou casado com a Maria que é capixaba, filha de italianos. E exerci as atividades profissionais com muito afinco, com muita vontade de vencer.

Alô News – Na odontologia o senhor exerceu a profissão por quanto tempo?

C.M – Até que me aposentei da UFS. Aliás, eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto muito interessante para a comunidade... Quando João Garcez, que era odontólogo, foi governador do Estado (substituindo Lourival Batista), eu, a pedido dele desenvolvi o projeto de fluoretação de água do sistema de abastecimento público de Sergipe, o que permitiu que se acabasse com a queda dos dentes das crianças naquela época, porque o flúor na água reduz a cárie em 65%.

Alô News – Muitos jogos foram narrados na sua voz, qual foi a narração mais marcante?

C.M – Foi a copa da independência do Brasil, quando a Rádio Cultura, a qual estava vinculado, cobriu ao vivo todos os jogos de todos os estádios do Brasil. Fizemos um grande trabalho, e a Rádio Cultura naquela época era líder absoluta em esportes... Eu cobri a copa do mundo de 70, no México. Já cobri várias copas do mundo.

Alô News – O senhor também foi deputado federal, como foi sua atuação? E por que não seguiu carreira política?

C.M – Eu estive na Câmara Federal antes da Constituinte, eu fui na leva comandada por Augusto Franco que teve 103 mil votos, eu tive 10 mil votos, e tive a oportunidade de servir bem a Sergipe. Cito projetos importantes como o de Xingó, era membro da comissão nordestina pró-Xingó, e também a reconstrução da BR 101 Norte, que era esburacada terrivelmente e empresários sergipanos me pediram e eu fiz. Esse projeto foi possível através de uma decisão do ministro Afonso Camargo (o homem do vale-transporte), que me atendeu no seu gabinete, depois de um pronunciamento na Câmara e determinou ao DNER a reconstrução da BR 101 Norte. E tive uma participação ativa na redemocratização do Brasil.

Atuei durante os 4 anos da legislatura e depois eu resolvi me retirar da política porque não tinha dinheiro pra concorrer com os poderosos. O dinheiro tem tido um papel muito destacado na política na compra de votos e eu não sei comprar votos e nunca soube. Mas exerci muitas atividades públicas, fui secretário de saúde de Aracaju, presidi a EMSETUR, fui secretário de Estado da Comunicação Social, e etc, tive uma vida ativa e sem problemas, nunca tive um processo de condenação em canto nenhum, nem em Tribunal de Contas, nem em Tribunal de Justiça, exerci com dignidade os cargos e também com muita vontade de servir a comunidade.

Alô News – Qual a sua opinião sobre a copa 2018?

C.M – O Brasil vai bem, ganhamos a Rússia, e ganhamos a Alemanha também de quem tomamos a goleada de 7 a 1.

Alô News – Como um radialista renomado e um dos mais experientes em Sergipe, qual a sua opinião sobre os profissionais de hoje?

C.M – A imprensa evoluiu muito, em todos os sentidos, tecnologicamente... Nós crescemos muito. Mas precisamos evoluir no sentido de promover as comunidades...

Texto e imagem reproduzidos do site: alonews.com.br

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Entrevista com Tatiana Vasconcellos


Publicado originalmente no site Lamparina Scope, em 16/05/2016

Tatiana Vasconcellos: “Fomos educadas de acordo com padrões sociais machistas. Desconstruir isso é um processo”

Por Larissa Saram

Uma das vozes feministas mais fortes do rádio brasileiro, Tatiana Vasconcellos fala sobre direitos, desconstrução de conceitos e a série documental sobre mulheres do cinema que está preparando

Em terra de Rachel Sheherazade, quem tem Tatiana Vasconcellos respira aliviada e aumenta o som do rádio. Sim, rádio. Aquele meio de comunicação que já foi considerado obsoleto e até pouco tempo atrás amplificava as opiniões preconceituosas da âncora do Jornal do SBT, é o responsável hoje por dar voz a um discurso feminista inteligente. Os comentários da Tatiana são capazes de acabar com o tédio das tradicionais emissoras AM e com o medo de, sem querer, esbarrar com a traumática musiquinha do “Vambora, vambora”.

Os méritos da jornalista são antigos. No ar pela BandNews desde 2006, dividiu a bancada com Eduardo Barão e Ricardo Boechat durante seis anos. Com eles, ancorava o noticiário matutino, no horário nobre do rádio, e fazia o contraponto dos colegas e entrevistados que, eventualmente, tendiam para falas machistas. “Nem sempre era confortável interrompê-los, mas é necessário tentar desconstruir conceitos que são naturalizados”, disse Tatiana em entrevista para o Lamparinascope. Em março, ela assumiu o microfone do “Alta Frequência”, programa por onde passa de gente da política ao pessoal das artes. A liberdade em dizer o que pensa e defender os direitos das minorias continua.

A nossa longa conversa aconteceu por e-mail. Nela, a vencedora de três Troféu Mulher Imprensa e integrante da lista "Mulheres Inspiradoras 2015" da ONG Think Olga falou sobre trabalho, direitos e a experiência de dirigir uma série documental sobre  presença feminina no cinema.

Larissa Saram: Você sempre teve essa postura de defender a figura da mulher nas discussões, tanto no trabalho quanto em rodas de amigos?

Tatiana Vasconcellos: "Sempre" é muito tempo (risos). Não nasci feminista, ao contrário. Fomos educadas de acordo com padrões sociais machistas. A gente aprende desde pequena que tem que sentar direito, se comportar, se dar o respeito, não pode ser namoradeira e todas essas coisas que aposto que você também passou a vida ouvindo. Desconstruir isso dentro da gente é um processo. Complexo, difícil e muitas vezes lento e dolorido. Pra mim também foi e ainda é.

L.S.: Não foram raras às vezes em que eu te ouvi interrompendo seus colegas de microfone para corrigir e explicar porque alguns comentários eram equivocados.

T.V.: Nem sempre esse papel é confortável, mas é necessário tentar desconstruir alguns conceitos machistas que são naturalizados. Uma vez um colega falava da separação de um casal de atores e dizia que a responsável teria sido uma outra mulher, com quem o homem tinha se envolvido. Perguntei de quem era a "culpa" numa relação que teria acabado porque o homem, casado, se envolveu com uma outra mulher. Passamos a vida repetindo que "o pivô da separação de X e Y" foi uma segunda mulher e nem nos damos conta.

 L.S.: Até pouco tempo atrás, você era a única mulher no horário nobre do rádio. Qual era o significado desse cenário?

T.V.: Pra mim era desafiador e importante porque ainda que estejamos ancorando em todas as rádios de notícias, sinto que custa mais para as apresentadoras construírem credibilidade com os ouvintes. Pode ser algo sutil, é uma sensação. Quanto mais mulheres estiverem ali, desenvolvendo seu trabalho com seriedade, mais natural isso se torna.

L.S.: Você também organizava o quadro "Tem Mulher na Área", onde você e outras jornalistas falavam sobre futebol. Imagino que muitos ouvintes homens não curtiram muito a ideia no começo.

T.V.: Futebol é muito passional, né? O torcedor reage, às vezes desproporcional e raivosamente. Quando mulheres falam do time dele é fácil descambar pra algo misógino. No começo, chegavam mensagens machistas, sim. Quando nos mandavam pra cozinha, eu respondia dizendo que cozinhávamos muito bem, mas éramos melhores ainda falando sobre futebol (risos). Recebemos muitas mensagens de mulheres que se sentiam representadas também ou que não entendiam nada de futebol e, como nos ouviam todos os dias, passaram a ter mais interesse pelo assunto. Depois de seis anos, mulheres comentando futebol na rádio ou em qualquer outro lugar com propriedade é algo natural. Ainda tem preconceito, mas ele não nos impede de ocupar esse lugar.

 L.S.: Desde março você assumiu o microfone do “Alta Frequência. Era um desejo antigo ter um programa de entrevistas?

T.V.: Sempre gostei de conversar, sou curiosa, perguntadeira. O Alta Frequência me permite fazer isso com convidados dos mais variados segmentos. Todos os dias aprendo uma coisa nova, enxergo um ponto de vista diferente, reafirmo algumas convicções. Recentemente li uma longa entrevista de um dos fundadores da revista Rolling Stone com a escritora americana Susan Sontag e ela dizia assim: "Gosto de entrevistas. E gosto delas porque gosto de conversar, gosto do diálogo, e sei que boa parte das minhas ideias é produto da conversação. Conversar me dá a chance de saber o que penso". É isso.

"Está claro que proibir não impede milhares de mulheres de abortar. Quem tem boas condições financeiras faz aborto clandestino e seguro. E quem não tem? Morre?".

L.S.: Você é superativa no Twitter. Para mim, um dos seus posts mais maravilhosos é: "Nenhuma mulher é obrigada a ser mãe. Ninguém tem que dizer o que uma mulher deve fazer, em nenhuma situação. Já deu disso, né". O que acha dessa pressão social da mulher ter que seguir um padrão?
T.V.: Acho esse rótulo um pouco cansativo, além de um tanto invasivo. Essas são as bases em que nossa sociedade foi construída e se desenvolveu. Uma mulher separada nos anos 50 era um escândalo. Um casal gay era um escândalo. Se assumir gay era impensável. 60 anos depois é algo comum, embora parte de nossa sociedade e de nossa classe política insista em querer nos fazer viver de acordo com os costumes de 60 anos atrás. A sociedade vai mudando. Em rodas de conversas de vez em quando surge um "mas você nunca pensou em ser mãe? não quer ter filhos?". Tudo bem se eu não tiver uma resposta definitiva pra isso? (risos)

L.S.: De todos os direitos que são negados às mulheres hoje, quais te soam mais incoerentes?

T.V.: Do ponto de vista constitucional, o direito ao aborto me aprece absurdo porque a discussão se dá sobre bases fundamentalistas e religiosas e não sobre as mortes de mulheres que tentam interromper a gravidez. A UnB, Agência Ibope Inteligência e o Ministério da Saúde fizeram um estudo que constatou que 1 milhão de abortos são feitos por ano no Brasil. A cada dois dias uma mulher morre, vítima de procedimento clandestino.  Uma em cada sete brasileiras entre 18 e 39 anos já fez pelo menos um aborto na vida. Está claro que proibir não impede milhares de mulheres de abortar. Quem tem boas condições financeiras faz aborto clandestino e seguro. E quem não tem? Morre? É um problema de saúde pública grave. Para piorar, o Congresso pode aprovar a exigência de exame de corpo de delito que comprove o estupro. Violência em dobro: se isso virar lei, além de ser vítima de estupro, a mulher ainda é desacreditada e terá que provar que foi violentada.

L.S.: Realmente, é surreal!

T.V.: Isso sem falar das jovens que são proibidas de usar shorts nas escolas para evitar assédio, inclusive de professores. Seria mais eficiente e razoável combater o assédio e não o short. Mulheres advertidas ou recriminadas por amamentar seus bebês em locais públicos. Como um seio à mostra para alimentar um bebê pode ser tão ofensivo? Usar transporte público sem ser assediada deveria ser um direito. Andar na rua e não correr o risco de ser violentada deveria ser um direito. Usar a roupa que quiser sem que isso signifique um "motivo" para violência deveria ser um direito. Escolher de que maneira você quer que seu filho venha ao mundo deveria ser um direito.

"A discriminação por gênero termina onde começa a lógica econômica: se tem dinheiro pra viabilizar o negócio, o machismo não aparece".

L.S.: Já viveu alguma situação na vida em que se sentiu muito menosprezada por um homem, que ele tenha te diminuído por ser mulher? Como foi?

T.V.: Ah, é recorrente, né? Das pequenas coisas, tipo, você acaba de trocar o óleo do carro e o cara do posto diz que precisa trocar o óleo, afinal, "mulher não entende nada de carro". Fui atleta na adolescência, jogava vôlei em clube. E era boa, apesar de baixinha. Quando ia bater bola em algum lugar com meninos desconhecidos, eles me olhavam desconfiados, não davam nada, era a última a ser escolhida para o time. Quando a gente começava a jogar, eles ficavam surpresos porque eu jogava melhor que eles (risos).  

L.S.: Você é diretora de uma série documental sobre mulheres no cinema. Como está o andamento desse projeto paralelo?

T.V.: Muito no comecinho. Quero mostrar como funciona a indústria do audiovisual brasileiro do ponto de vista das mulheres. Diretoras, roteiristas, produtoras enfrentam dificuldades? Sofrem preconceito de gênero? Tem a mesma visibilidade que os homens? Ganham salários equivalentes? Já sentiram o preconceito na pele? Entrevistei algumas delas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Uma diz que é preciso adotar um comportamento "mais masculino" no set para ser respeitada. Pelo que ouvi de uma grande produtora, a discriminação por gênero termina onde começa a lógica econômica: se tem dinheiro pra viabilizar o negócio, o machismo não aparece.

L.S.: Quem são as mulheres de hoje que te inspiram?

T.V.: Há mulheres que admiro por motivos diversos. Essa nova geração é muito forte, determinada na busca por igualdade de direitos. Entre os estudantes que ocuparam as escolas estaduais havia muitas mulheres na linha de frente das manifestações. Estudantes que se rebelam contra a determinação de escolas que proíbem short. Mulheres que estão à frente das organizações feministas, fazendo trabalhos importantes de conscientização e empoderamento.  Mulheres brilhantes e competentes do jornalismo e da comunicação. Mulheres com projeção nacional, mundial, que usam seu trabalho e sua relevância para colocar problemas em evidência, com a intenção de melhorar a sociedade e tornar o mundo menos desigual, menos violento, menos hostil e melhor têm a minha admiração.

"Ser feminista é acreditar que homens e mulheres devem ter as mesmas condições e direitos, ganhar os mesmos salários exercendo a mesma função".

L.S.: Existe alguma delas que você admire, gostaria de entrevistar e ainda não rolou?

T.V.: Eu adoraria ouvir as histórias que Patti Smith tem pra contar. Gostaria de falar sobre música com Brittany Howard, vocalista do Alabama Shakes, com a Beyoncé. Sobre cinema com a Sofia Coppola. Muitas brasileiras. Se eu citar, vou me esquecer.

L.S.: Você se considera uma feminista?

T.V.: Sim, mas não me posiciono com a intenção de ser reconhecida como uma. Ser feminista é acreditar que homens e mulheres devem ter as mesmas condições e direitos, ganhar os mesmos salários exercendo a mesma função. Mulheres não devem ser discriminadas simplesmente por serem mulheres.

Texto e imagem reproduzidos do site: lamparinascope.com

domingo, 1 de abril de 2018

Rádios CBN e Globo ganham nova casa no Rio

Foto: Lucas Soares/CBN 

Rádios CBN e Globo ganham nova casa no Rio

Espaço conta com quatro novos estúdios, cem quilômetros de fios e uma moderna instalação pra transmissão de áudio. Famosa Rua do Russel, na Glória, por onde passaram consagradas vozes, agora entra para a história depois de deixar um imenso legado para o rádio brasileiro.

Novo estúdio da Rádio CBN no Rio de Janeiro. 

Por Lucas Soares

O compromisso é o mesmo de sempre: ser a rádio que toca notícia nas plataformas mais convenientes para você, ouvinte. Mas, a partir de agora, o sinal que você está acostumado a ouvir todos os dias vai partir de um novo endereço.

A CBN está de cara e casa nova no Rio: redação e estúdios modernos, 100% digitais e à altura daquilo que a gente oferece. Os tradicionais estúdios da Rua do Russel, na Glória, agora vão ficar na lembrança do Sistema Globo de Rádio e darão lugar às novas instalações na Cidade Nova, no quarto andar do mesmo edifício onde hoje funcionam as redações dos jornais e revistas do Grupo Globo: um prédio que respira jornalismo e que inspira jornalistas.

A integração ocorre com outras empresas do grupo e também internamente: tudo para estreitar ainda mais os laços com você ouvinte, que nos brinda todos os dias com a sua audiência, como a Claudia Cruzeiro, que fica ligada na CBN todos os dias enquanto vai para a academia...

'A primeira coisa que faço quando acordo é ligar o rádio. Geralmente está no 'Primeiras Notícias,' com a Andrea Ferreira e aí, depois, entra o 'Jornal da CBN' com o Milton Jung e a Cássia. Eu tenho hábito de escutar rádio há muito tempo. Isso vem da minha infância. A minha mãe acordava 5h e ligava na Rádio Globo', conta.

O Marcelo Fernandes faz o mesmo. Ouve a CBN no trânsito, em casa, no trabalho...

'A variedade das informações que vocês nos prestam, essa prestação de serviço é importante. E nos guia durante o dia. Eu dirijo ouvindo a CBN, trabalho ouvindo a CBN, volto pra casa ouvindo a CBN, pedalo aos finais de semana ouvindo a CBN...', relata.

Foram seis meses de preparação, com reuniões semanais, até a chegada desse momento. Assim como as novas instalações em São Paulo, a CBN no Rio vai levar aos cariocas e aos ouvintes de toda rede a notícia na hora em que acontece e, agora, com mais qualidade de áudio.

Ouvinte assíduo, Sidney Pacheco não perde um CBN Rio. É audiência cativa, desde o início dos trabalhos da CBN no Rio de Janeiro.

'Vinte e seis anos atrás eu ouvi na programação esportiva da Rádio Globo que teria a inauguração de uma nova rádio que trataria principalmente de notícias. O assunto me agradou e, no dia marcado, eu sintonizei no 860 AM. Gostei do que eu ouvi e fui gostando e gostando a ponto de hoje a CBN ser o meu principal veículo de comunicação', relembra.

Junto com a CBN, a Rádio Globo também ganha mais um espaço no Rio: uma nova estrutura que se une à que já funciona nos Estúdios Globo.

A mudança é vista com entusiasmo pelas novas gerações e também por veteranos como o narrador esportivo Luiz Penido, que entrou na Globo em 1969, quando ela ainda funcionava ao lado da antiga sede do jornal. Ele inaugurou as instalações do SGR na Rua do Russel, na década de 1970, ao lado de tantas outras importantes vozes, e viu a CBN nascer, em 1991. Ele encara a nova mudança como um reencontro.

'É um reencontro com aqueles antepassados, com aqueles grandes mestres, os grandes professores. Já agora com uma outra roupagem, rejuvenescidos, encarnados talvez em outras personalidades, de outras pessoas... Mas, fisicamente, é um contato que eu acho muito interessante', destaca.

No novo prédio, repórteres, produtores, âncoras e convidados terão mais espaço. E estarão mais perto de você, ouvinte. Isso porque as novas câmeras de vídeo, instaladas nos estúdios, vão transmitir em HD e em tempo real pelo site da rádio.

A CBN estará mais próxima e com uma interatividade ainda maior: trunfo que nenhuma outra mídia desenvolveu tanto como o rádio.

Texto e imagem reproduzidos do site: cbn.globoradio.globo.com

domingo, 25 de março de 2018

Registro: 70 anos da rádio Aperipê de Sergipe (2009)


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 16/07/2009 

REGISTRO - Aperipê AM festeja 70 anos... (2009)

Solenidade comemorativa será no Teatro Lourival Batista, às 19h

Mémoria do rádio será lembrada

A primeira emissora de rádio de Sergipe, a Aperipê AM 630 fez  aniversário no dia 30 de junho, mas as comemorações se estenderão até esta quinta-feira, 16, quando a Fundação Aperipê de Sergipe realiza uma solenidade comemorativa no Teatro Lourival Batista, às 19h. Durante a cerimônia, diversos programas da emissora serão homenageados, assim como os grandes radialistas e personalidades que fizeram história no prefixo 630.

“Para celebrar os 70 anos de história da rádio Aperipê AM, nós preparamos uma noite mais do que especial, recheada de homenagens e com várias surpresas emocionantes. É um momento singular para o rádio sergipano, pois marca 70 anos de trabalho dedicados à informação e à cultura, sempre incentivando e evidenciando a diversificada cultural sergipana”, afirmou Mário Sérgio, diretor da rádio Aperipê AM.

Os programas mais antigos da rádio, com mais de 15 anos no ar, receberão diplomas de grandes feitos para a rádio Aperipê AM. São eles: Forró no Asfalto, de Clemilda; Show Esportivo, de Raimundo Macedo; Rancho Alegre, de Chico Melodia; No Pé da Serra, de Taiobinha; Aquarela Nordestina, de José Augusto, e Momentos de Luz, de Emanuel Correia. “Três outros programas, que passaram mais de 25 anos no ar e hoje não fazem mais parte da programação, também serão homenageados pelo tempo e grande sucesso que alcançaram: Festa na Casa Grande, de Josá, o Vaqueiro do Sertão; Informativo Cinzano, de Silva Lima, e Calendário, de Santos Mendonça”, acrescentou o diretor da Aperipê AM.

Memória do rádio sergipano

Inaugurada em 30 de junho de 1939, a Aperipê AM foi a pioneira da radiodifusão em Sergipe. Por isso, uma de suas maiores características é lançar grandes locutores sergipanos, dentre eles João Augusto Bezerra, João Marques Guimarães e Jefferson Silva. A emissora era identificada pelo prefixo PRJ-6 e tinha, prioritariamente, a meta 'Educação e Propaganda'. Escola de relevantes comunicadores do estado, a rádio Aperipê AM foi o berço de muitos calouros da comunicação, e até hoje ela participa da formação de muitos profissionais que nunca deixam de falar com carinho da emissora.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

José Santos Mendonça


Fotos reproduzidas do site: myheritage.com.br


Imagem reproduzida do site: imprensa1.com

segunda-feira, 19 de março de 2018

Encontro dos radialistas Irandi Santos e Mário Sérgio


Postagem de Mario Sergio Felix, em seu Perfil no Facebook. 
Linha do Tempo de 19 de março de 2014

"Quanta alegria tive agora pela manhã, ao receber a visita do meu grande ídolo IRANDI SANTOS, a minha referência no rádio...! A minha satisfação foi imensa! Obrigado IRANDI, por tudo que representa para o rádio sergipano, em especial para mim. IRANDI SANTOS está na Rádio Princesa FM, de segunda a sexta, a partir das 14 horas". (Mario Sergio Felix).

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Mario Sergio Felix.

Postagem original no Facebbok > http://bit.ly/2DCMwC1

Estúdio da Rádio CBN Aracaju

A produtora do programa CBN Aracaju, Manuelly Silva, 
 fotografando o repórter  e diretor de jornalismo da
Rádio CBN Aracaju, Daniel Damásio
Foto reproduzida do Facebook/CBN Aracaju

domingo, 4 de março de 2018

O Rádio entrou para o ambiente digital. E agora?



REGISTRO - O Rádio entrou para o ambiente digital. E agora?

A presença do rádio no ambiente digital foi o tema abordado nesta quarta-feira, 18/10/2017, durante curso a distância promovido pela AERP em parceria com a ABERT. O debate contou com a participação das professoras Nair Prata e Nélia Del Bianco e do diretor jurídico da AERP, Dr. Michel Micheleto.

As professoras apontaram as transformações pelas quais o meio vem passando, apresentando conceitos e exemplos de novos modelos de negócios que colocam o rádio como protagonista neste novo cenário.

Trazer o ouvinte para o centro das transmissões e considerar que seus hábitos de consumo mudaram é o principal caminho que as rádios devem seguir para buscarem esse reposicionamento. “Vamos buscar nossas audiências onde elas estão, seja no ambiente físico ou no digital”, afirmou Nair Prata, professora do programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto.

Entender que o rádio não ocupa mais o papel central na transmissão da informação e que deve chegar ao ouvinte por meio de múltiplas plataformas é fundamental. “Saímos de um modelo engessado de rádio para um universo de infinitas possibilidades”, completou Nair.

Para Nélia Del Bianco, professora dos programas de Pós-Graduação em Comunicação das Universidades de Brasília e Federal de Goiás, as rádios precisam estar atentas ao comportamento de sua audiência. “O tempo do ouvinte hoje não é mais o tempo linear do rádio. Ele é multiplataforma e está conectado em rede. Ele divulga, comenta e compartilha o que ouve, estabelecendo comunidades de pessoas que partilham dos mesmos interesses”, disse.

Engajamento e fidelização do ouvinte

Pensar em novos formatos e conteúdos específicos para cada plataforma são algumas das estratégias que os radiodifusores devem seguir, segundo as professoras. “Não dá para pensar com a cabeça de antigamente diante dos novos formatos”, defendeu Nélia.

O papel da audiência na propagação da informação também foi destacado. “O ouvinte quer muito mais que uma simples participação, quer propagar a informação para a sua rede. Temos que pensar em que formatos permitem essa propagação”, apontou Nélia.

O projeto EaD é uma iniciativa da AERP em parceria com a ABERT, desenvolvido para abrir oportunidades iguais de capacitação aos radiodifusores. Por meio de cursos e seminários, realizados em ambiente virtual, é possível assistir ao vivo os conteúdos e interagir com os especialistas convidados. 

Saiba mais em aerp.org.br/ensinoead

Texto e imagem reproduzidos do site: aerp.org.br

sexta-feira, 2 de março de 2018

CBN de casa nova

CBN ganha nova sede 100% digital em São Paulo






Publicado originalmente no site da rádio CBN, em 02/03/2018

CBN ganha nova sede 100% digital em São Paulo

Depois de 26 anos instalada na Rua das Palmeiras, no centro de São Paulo, o sinal que você ouve no rádio agora vai partir da Av. Jornalista Roberto Marinho, na zona Sul da cidade. O investimento em tecnologia de som, luz e imagem aproxima ainda mais a CBN dos ouvintes.

Por Pedro Durán

A nossa sintonia no ar não muda, mas a nossa sintonia com você vai aumentar a partir de agora.

Pois é, estamos de casa nova!

Depois de 26 anos na Rua das Palmeiras, no centro de São Paulo, a partir de agora o sinal que chega aí no seu rádio vai partir da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da cidade.

Uma mudança em sintonia com o futuro!

Chegamos ao coração das novas tecnologias brasileiras, bem perto da sede das mais modernas empresas e ao lado da TV Globo.

Foi o trabalho de uma grande equipe - que teve mais de 50 reuniões e visitas técnicas - e garantiu em menos de dois meses a instalação do maior sistema de áudio por IP do Brasil. É o maior do mais moderno para fazer da nossa geração 100% digital: o que melhora a qualidade do som que chega no seu rádio e reduz consideravelmente o risco de problemas técnicos.

Mais tecnologia pra garantir mais interatividade.

Foram usados aproximadamente 115 km de cabos, o que equivale à distância entre Recife e João Pessoa.

Foi como renovar todo o encanamento e a parte elétrica antes de mudar de casa. Tudo para abrigar a tecnologia que deixa as rádios do Grupo Globo na vanguarda da última geração.

Geração em que a nossa importância só vai aumentar, como explica o diretor geral do Sistema Globo de Rádio, Marcelo Soares.

"Várias pesquisas mostram que a totalidade da população brasileira escuta rádio de alguma maneira em algum momento. A gente enxerga isso e a gente acredita que não existe uma tendência de mudança desse hábito de consumo de rádio. Rádio é um veículo importantíssimo e o papel que a CBN e a Rádio Globo ocupam hoje eu tenho a convicção de que vai crescer muito de importância nos próximos anos muito facilitado por essa estrutura que a gente tá colocando pra funcionar", diz ele.

Agora os nossos estúdios estão preparados não só para transmitir áudio, mas também pra te permitir ver mais perto os âncoras, comentaristas e repórteres que falam com você todos os dias.

Para isso, uma iluminação artística, com foco na informação, e câmeras especiais, como conta o coordenador de infraestrutura tecnológica, Fernando Balocco.

"É uma imagem HD, uma imagem limpa, uma imagem bem bonita, com cores vivas. A gente consegue uma aproximação de até 30 vezes com uma qualidade excelente ainda assim. Foi tudo pensado para trazer essa melhor experiência para o ouvinte", explica.

As novas instalações também garantem mais espaço para a equipe de produtores, âncoras e os convidados das duas rádios.

Na CBN, o diretor de Jornalismo Ricardo Gandour explica que as novas ferramentas são excelentes instrumentos para levar informação com credibilidade para mais de 770 cidades brasileiras, que tem 87 milhões de ouvintes potenciais e representam metade do PIB nacional.

"O passo que nós estamos dando hoje é no sentido de preservar o nosso método de trabalho. O que faz diferença mesmo é a atitude humana. A atitude humana do profissional que está sempre insatisfeito com o que lhe é mostrado, que sempre busca novos ângulos, investe tempo e método em investigar, em aprender e em traduzir aquilo para os ouvintes e para a sociedade. Então o ferramental é importante, mas ele se alia ao capital humano do jornalista. É essa convergência que nós estamos hoje reforçando", diz Gandour.

Assim como o estúdio recém-inaugurado no Projac, a Rádio Globo de São Paulo também passa a ser vizinha da TV Globo, com espaço e estrutura para receber música ao vivo e grandes convidados. Novidade que anima o diretor executivo da Rádio Globo, Julio Pedro.

"Poder receber melhor os artistas, principalmente na área musical e poder fazer música ao vivo com qualidade é o grande diferencial que os nossos ouvintes vão poder perceber. E a outra parte é a parte tecnológica, de visual também, porque hoje o rádio também é visual", conta o diretor.

Todo esse investimento para ter a melhor tecnologia disponível para rádio no Brasil só nos ajuda a ficar mais perto de você, que ouve e participa da nossa programação todos os dias.

Aproveite com a gente essa mudança e, como sempre, seja bem-vindo.

Texto e imagens reproduzidos do site: cbn.globoradio.globo.com

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Biografia Rádio Esperança de Estância/SE.



Biografia Rádio Esperança de Estância/SE. 

Em 01 de maio de 1967, o engenheiro e jornalista Jorge Prado Leite inaugurava em Estância a Radio Esperança, inicialmente operando com 01 kW de potência, mais tarde operando com 5kW, atualmente, 10 kW; à época, marcando o pioneirismo na radiofonia do interior sergipano.

Com o lema ‘Música e Amizade’, abria-se os horizontes da região Sul para o progresso através da informação, proporcionando aos milhares de ouvintes a opção de entretenimento através de uma programação criteriosamente elaborada, de conteúdo educativo e intelectual, voltada para a valorização da Música Popular Brasileira, da cultura local e dos artistas iniciantes que não dispunham de espaço para mostrarem seus trabalhos.

Como grande empreendedor e visionário, o engenheiro e jornalista Jorge Prado Leite abrira as portas da Esperança para locutores iniciantes e esses eram submetidos a testes, embrionado ali a carreira promissora de muitos profissionais que se destacaram no rádio sergipano e até em escala nacional ao longo dos seus 50 anos de história.

No decorrer desse meio-século da sua atuação, a Rádio Esperança passou por cada degrau da sua história com altivez, buscando se adequar a modernidade dos tempos: dos transmissores valvulados, dos toca-discos, dos long-plays, dos gravadores de rolo, das cartucheiras, para os equipamentos de última geração tais como: link de transmissão, computadores, softwares de automação, no mesmo patamar das melhores emissoras do país.

O surgimento da ‘Pioneira do Interior Sergipano’ acendeu um período de alegrias, de festas, de entretenimento na cidade e região.  Abrolharam também três conjuntos musicais de grande repercussão nos anos seguidos, eram eles: Unidos em Ritmo, Os Cometas e os Apaches, esses alegravam os programas de calouros realizados no auditório Gonçalo Prado nas manhãs de domingo.

Em 1969, a Esperança é responsável pela criação do maior Festival de Música Popular Nordestina do estado, realizado aos domingos do mês de junho, com participação de forrozeiros de cidades do interior, no qual foram revelados diversos artistas entre eles, Zequinha, Batista do Acordeom, Zé Taquari e outros. Como forma de valorização da Música Popular Nordestina permaneceu por cerca de 45 anos.

Nos últimos 50 anos, a Rádio Esperança, na pessoa do seu criador, engenheiro e jornalista Jorge Prado Leite, divulgou as festas de Padroeiros das cidades da região Sul: Santa Luzia, Indiaroba, Umbaúba, etc., valorizou o esporte amador, levou ao ar programas educativos enviados pelo Governo Federal com temas sobre Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia, gratuitamente, reproduzidos dentro do programa ‘A Esperança Conversa com Você’, apresentado pelo Jorge Prado Leite.

Uma das muitas virtudes da Rádio Esperança: como se diz popularmente, ‘Ensinou a Pescar’ a diversos profissionais que passaram por seu quadro de locutores tais como: Messias Carvalho, Eduardo Abril, Roberto Carioca, Reginaldo Pereira, Magno de Jesus, Augusto Santos, Araújo Junior, Carlos César, Sivaldo do Hiper Som, Edigar da Fauna e Flora, Chicão, Beto Melo, entre outros.  Atualmente o quadro é composto pelos radialistas: Valter Santos, Genilson Máximo, Théo Batista, Saulo Oliveira, Karina Liberal, Rita Néris, Elda Carvalho, Irene Menezes, Ana Maria e José Félix; no parque de transmissores, José Fernandes, Arivaldo Dias e Raimundo Andrade e José Albino. A nossa querida Esperança continua com a mesma meta de quando criada: ser um instrumento de integração dos povos que compõem o interior do Estado.

Aos 50 anos de atuação no cenário radiofônico, a Esperança continua primando pela boa programação, levando música e amizade aos seus fiéis ouvintes durante 18 horas de transmissão, das 05h00m, às 23h00m. Antes sob os ensinamentos do seu criador Jorge Prado Leite, agora sob a batuta do engenheiro, advogado e radialista, Ivan Leite. A Esperança está de malas prontas para migrar para FM, em breve ainda mais ouvida.  Nossos parabéns a tão aclamada Rádio Esperança nos seus 50 anos!

Texto reproduzido do site: radioesperancaestancia.com.br