segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Reminiscência dos Radialistas Esportivos de Sergipe


Publicado originalmente no site do Jornal Tribuna Cultural, em 01/09/2012.

Reminiscência dos Radialistas Esportivos de Sergipe. 

Por Professor Everaldo Marques de Sousa*


Na década de 60, período do surgimento do profissionalismo do futebol brasileiro, mais precisamente no ano de 1960. E com a popularização desse esporte após as conquistas de duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira, em 1958 na Suécia, e em 1962 no Chile. Surgiram com grande destaque os profissionais da crônica esportiva sergipana.

Nessa época tornou-se muito conhecida, a dupla Carlos Magalhães como narrador esportivo e Wellington Elias como comentarista. Dupla esta que até hoje faz muito sucesso trabalhando junta na Rádio Jornal AM 540 da capital sergipana.

Desde criança, numa época em que não havia televisão, me acostumei a ouvir pelo rádio as transmissões de jogos de futebol narradas e comentadas por esses grandes radialistas. A popularidade dos dois era tão grande, que no ano de 1975 quando estive pela primeira vez na cidade de Arapiraca, região agreste de Alagoas, em visita a um dos meus tios que se chamava Aloísio e sua esposa Lúcia, constatei que Carlos Magalhães e Wellington Elias tinham uma audiência estrondosa naquela cidade, onde as pessoas ouviam e comentavam suas transmissões esportivas.

O radialista Carlos Magalhães tem um currículo grandioso no futebol brasileiro, já transmitiu diversas Copas do Mundo, desde a de 1970 no México até a de 2010 na África do Sul, como também várias Copas América.

Ainda nos anos 60s também se destacava o comentarista esportivo, José Eugênio de Jesus, conhecido como a patente do rádio sergipano, hoje com mais de 90 anos de idade. E até o ano de 2011, trabalhou como comentarista esportivo na Rádio Aperipê de Aracaju.

Durante muitos anos, o repórter de campo, o saudoso Gilson Rollemberg, nos finais das partidas chamava a atenção de todos os ouvintes que esperavam ansiosamente para ouvir a renda, quando o mesmo numa maneira própria e inigualável gritava: Oooolha a rreeenda! E o narrador falava: renda é com Gilson Rollemberg. Todos ficavam atentos para ouvir o mesmo divulgar o público e a renda dos jogos.

O saudoso Jota Santos, outro nome muito conhecido na radiofonia sergipana, trabalhou na equipe de esportes da Rádio Cultura e durante quase 40 anos, fez a cobertura das notícias do Clube Sportivo Sergipe, direto do Estádio João Hora de Oliveira. Torcedor apaixonado pelo time rubro, mas sempre trabalhou usando a razão, sem se deixar levar pela emoção de torcedor. E sempre levou as notícias para o público com muita responsabilidade e isenção.

O radialista e comentarista esportivo Carlos Rodrigues, que iniciou sua carreira nos anos 70s e faleceu no dia 16 de novembro de 2011, vítima de uma parada cardíaca, aos 64 anos, atuou na imprensa esportiva durante 40 anos. Trabalhou na TV Sergipe, TV Atalaia, Rádio Jornal, Atalaia AM, Liberdade FM, Rádio Aperipê. Ficou conhecido como o homem da palavra fácil por suas crônicas esportivas. Comentarista imparcial que sabia ser generoso ao elogiar e criticar sem ofender. Antes de morrer comandava a equipe de esportes da Rádio Liberdade 930 AM, retransmissora da Rádio Bandeirantes AM de São Paulo.

Nas décadas de 80 e 90, foram destaques, nomes como os dos comentaristas esportivos Canabrava de Mendonça e o saudoso Aroldo Lessa, falecido no ano de 2005, dois ícones da imprensa esportiva de Sergipe.

O saudoso Glau Peixoto, então diretor da Rádio Jornal AM 540, nos anos 80s comandou uma equipe esportiva formada pelos radialistas: José Antonio Marques, Alceu Monteiro, Paulo Lacerda, Carlos Batalha, e pela 1ª vez na história do rádio sergipano uma equipe esportiva transmitiu uma Copa do Mundo de Futebol em 1986 no México, sem dúvida, uma grande empreitada.

Outro nome consagrado, que desde os anos 60s atua no rádio esportivo de Sergipe é o de José Antonio Marques, Atualmente o mesmo trabalha na Rádio Cultura AM de Aracaju. Ele narra os jogos e grita os gols com muita empolgação levando a torcida a sentir um clima de alegria e euforia. O mesmo costuma chamar a bola de “gorduchinha”. e também já transmitiu várias Copas do Mundo e Copas América.

Rendo também a minha homenagem a todos (as) aqueles (as), que contribuíram e continuam contribuindo para a manutenção e o engrandecimento do rádio esportivo sergipano, que são muitos e não foram citados nesta matéria.

*Professor Everaldo Marques de Sousa (Branco)
Graduado em Letras Português/Inglês pela UFS
Professor efetivo da Rede Municipal de Ensino de Estância – SE.
e-mail: emarquesdesousa@gmail.com

Texto e imagem reproduzidos do site: atribunacultural.com.br

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